|
| . |
. |
|
 |
|
Selecção
Destaques discográficos
Fique aqui com várias sugestões de outras músicas,
alternativas, a partir de uma selecção de novos lançamentos discográficos ou
simplesmente de discos que
passaram a estar disponíveis no mercado português ao longo do ano.  |
| .
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . |
Encontros da Eira já
venderam mais de 20 mil discos
O grupo Encontros da Eira, já vendeu 20 045 cd´s, desde 13 de Dezembro de 1998, o que
para além de ser recorde, neste tipo de música na Madeira, constitui também caso ímpar
a nível Nacional. Estas edições são da responsabilidade da Associação Cultural
Encontros da Eira, que desta forma vê cumprir os seus principais objectivos: recolher,
preservar e divulgar excertos da tradição musical da Região Autónoma da Madeira. De
realçar também que as "escolinhas de formação" (com cerca de 20 alunos entre
os 7 e o 16 anos de idade) continuam a funcionar, na Camacha e Funchal, sendo os custos
com a mesma suportados pelos pais e/ou próprios alunos e também pela associação,
prevendo-se que no decorrer do próximo verão os mesmos venham a participar em concertos
do grupo Encontros da Eira. No campo das recolhas, vários elementos do grupo continuam a
encontra muitos temas da tradição madeirense em locais tais como: Camacha, Campanário,
Tabua, Ponta do Sol(vila e Lombada), Achadas da Cruz, Santa do Porto Moniz, Vila do Porto
Moniz, Seixal, Gaula; S. Jorge e São Roque do Faial, perfazendo perto de uma centena de
temas recolhidos. (10 de Setembro)
Sons do Atlântico: O cartaz
do Verão em Lagoa, no Algarve
Nossa Senhora da Rocha, situado em Porches, Município da Lagoa, recebe entre os dias 10 e
12 de Agosto mais uma edição do Festival Sons do Atlântico. No primeiro dia celebra-se
África lusófona com a cabo-verdiana Lura e a guineense Eneida Marta. No dia seguinte,
há flamenco de com os Cadencia e rumba em tons "pop, hip hop, rock, samba" e
com Dani Carbonell Aka Macao. No último dia, os algarvios Marenostrum irão apresentar o
novo álbum que deverá sair ainda este verão. A noite fecha com os irlandeses KÍLA. Fonte: Crónicas da Terra (16 de Junho)
Amélia Muge e Mafalda Arnauth cantam em Paris
Amélia Muge e Mafalda Arnauth serão as duas intérpretes portuguesas presentes numa
iniciativa intitulada Lisbonne à la Cité de la Musique, que decorre naquele
espaço de Paris entre quinta-feira e 24 de Junho. Ambas actuarão no último dia do
evento, integradas na rubrica Nova geração do fado: Amélia Muge,
acompanhada por um quarteto acústico - piano, guitarra, contrabaixo e gaita-de-foles
portuguesa -, e Mafalda Arnauth à guitarra e à viola, para apresentar o seu mais recente
álbum Diário. A 22 de Junho, será apresentado o espectáculo do encenador
do Teatro Nacional de São João, Ricardo Pais, Cabelo Branco É Saudade, que
reúne no palco fadistas portugueses como Argentina Santos, Alcindo de Carvalho e Celeste
Rodrigues, irmã de Amália. Les Larmes de Lisbonne (As Lágrimas de Lisboa)
é o título do espectáculo de sábado, 16 de Junho, no qual o Ensemble Huelgas e o seu
maestro, Paul van Nevel, evidenciarão as ligações entre o villancico,
género de origem popular do século XVI, e o fado, interpretado por Beatriz da
Conceição e António Ramos. Do programa do evento, consta ainda, logo no dia de
abertura, uma homenagem à música barroca, com Pierre Hantaï a interpretar sonatas que
Scarlatti compôs na corte de Lisboa. No domingo, haverá ainda, integrado na mesma
rubrica, um concerto da Akademie für Alte Musik de Berlim e do coro de câmara RIAS, que
apresentarão a Ode ao Tonnerre, de Telemann, obra composta em homenagem às
vítimas do terramoto que destruiu Lisboa em 1755. Também homenageado será o génio do
compositor português Emmanuel Nunes, aluno de Stockhausen e Pousseur. Na sexta-feira, as
suas obras Litanies du feu et de la mer II, para piano, e Lichtung II e
III serão interpretadas pelo Ensemble Intercontemporain e na terça-feira seguinte,
19 de Junho, será a vez de o Ensemble Recherche apresentar Rubato e
Improvisations. Inaugurada em 1995, a Cité de la Musique é um local que
pretende promover o acesso de todos à cultura, através dos seus concertos, museu e
exposições, centros de documentação e actividades pedagógicas e editoriais destinadas
a adultos e jovens. (16 de Junho)
Respostas na SPA
para "Quantos Dias para a Rádio?"
A Sociedade Portuguesa de Autores promove um debate sobre o futuro da telefonia. Esta
sessão contará com a presença de personalidades cujos percursos estão ligados à
rádio: António Cartaxo, António Sala, José Nuno Martins, Luís Filipe Costa, Luís
Montez e Luis Osório. A moderação estará a cargo de Paulo Sérgio Santos. A sessão
terá lugar no dia 20 de Junho de 2007, 18:30H, no Auditório Maestro Frederico de
Freitas, na sede da SPA, Av. Duque de Loulé, 31, em Lisboa. (15
de Junho)
Estado garante a compra da colecção de discos de Fado
A colecção dos discos de música portuguesa na posse do britânico Bruce Bastin vai ser
adquirida por Portugal, garantiu hoje à agência Lusa o secretário de Estado da Cultura,
Mário Vieira de Carvalho. "Dentro de uma semana, poderemos acertar a minuta do
contrato da compra, no valor de 1,1 milhões de euros", disse o governante. O
Ministério da Cultura e a Câmara de Lisboa "aceitaram reforçar em 100.000 euros
cada um, a sua participação, de modo a cobrir o valor pedido por Bruce Bastin",
disse Vieira de Carvalho. O ministério, a quem caberá a guarda e tratamento do espólio,
participará com 400 mil euros, tal como a Câmara de Lisboa, e os restantes 300 mil euros
são assegurados por um mecenas, cuja identidade não foi revelada, sabendo-se tratar de
uma entidade bancária. Mário Vieira de Carvalho fez hoje este anúncio, depois de ter
recebido uma carta da Câmara de Lisboa confirmando que garantia o reforço de 100 mil
euros. O então vereador da Cultura, José Amaral Lopes, tinha já afirmado à Lusa a
disponibilidade da edilidade em "avançar com mais 100 mil euros, para Portugal não
perder o espólio". "A colecção irá integrar o futuro Museu da Música e do
Som, onde há pessoal técnico para o tratamento específico deste material", disse
Vieira de Carvalho. Contactado pela agência Lusa, o advogado José Alberto Sardinha,
representante legal de Bruce Bastin, confirmou ter sido já contactado no sentido "de
se redigir minuta da versão final do contrato de compra". O estudo deste espólio,
maioritariamente constituído por discos de fado, é considerado essencial por vários
investigadores. Para o musicólogo Rui Vieira Nery, a aquisição deste espólio "é
essencial para um melhor conhecimento da história fadista, nomeadamente nos primórdios
da gravação fonográfica". A colecção inclui registos fonográficos efectuados
entre 1904 e 1945 pela His Master's Voice, Columbia, Homokord, Victor ou Grammophone,
estando, na sua maioria, dados como perdidos. Entre as vozes de referência, estão
gravadas as de Júlia Florista, Maria Vitória e Reinaldo Ferreira. Bastin tinha na sua
posse cinco mil registos fonográficos de música portuguesa, entre baladas, folclore,
canção ligeira e fado, a que se juntam outros três mil encontrados no Brasil e
adquiridos pelo coleccionador. Entre os cerca de oito mil discos encontram-se algumas das
primeiras gravações de artistas nacionais como José Bastos, Isabel Costa, Almeida Cruz,
Eduardo de Souza, Rodrigues Vieira ou Delfina Victor. O espólio encontra-se em
"muito boas condições", afiançou à Lusa o investigador José Moças, que o
descobriu e propôs a sua aquisição por Portugal. "Estas são - realçou - as
primeiras gravações de fado de sempre, que nos irão dar, certamente, uma outra
perspectiva da história desta canção popular urbana". Além dos fados, são, na
avaliação de Moças, "igualmente importantes do ponto de vista musical e
etnográfico registos mais tardios de Maria Alice, Manasses de Lacerda, Avelino Baptista,
Estêvão Amarante, Madalena de Melo, Maria Emília Ferreira, Júlia Florista e Maria do
Carmo Torres, bem como dos mais conhecidos Ercília Costa, Berta Cardoso, António Menano,
Edmundo de Bettencourt, Armandinho e o popular Alfredo Marceneiro". (14 de Junho)
Festival Músicas do Mar na Póvoa de Varzim
De acordo com a notícia publicada nas Crónicas da Terra, o Músicas do Mar tem lugar
entre 30 de Agosto e 2 de Setembro na Póvoa do Varzim. De acordo com a mesma fonte,
apesar de o festival "ainda não ter cartaz anunciado, já é possível verificar
que, tanto o baterista nigeriano TONY ALLEN, como os pernambucanos BANDA EDDIE fazem parte
do alinhamento da primeira edição de mais um evento intimamente ligado ao
Atlântico". Fonte: Crónicas da Terra (14 de Junho)
"Terra do Zeca":
juntos nomes da música portuguesa em CD
O projecto do Davide Zaccaria que pretende confluir cantoras de
formações musicais distintas, tendo como pano de fundo a música de José Afonso, é
editado esta semana. O álbum intitula-se "A terra do Zeca", tem chancela da Som
Livre, e junta as cantoras portuguesas Dulce Pontes, Filipa Pais, Lúcia Moniz e Maria
Anadon e a galega Uxía. O projecto, intitulado "Terra d'Água", é um tributo
ao músico e poeta que foi José Afonso, explicou à Lusa Davide Zaccaria. Para Zaccaria,
recriar o repertório do autor de "Grândola, vila morena", foi
"relativamente fácil" por estar já habituado a ele e "corresponder a uma
paixão". "Tenho tocado e feito arranjos para canções do Zeca, quer com o meu
grupo, quer com Dulce Pontes, até neste seu recente trabalho", assinalou.
Relativamente a este projecto, esclareceu ter procurado "apresentar José Afonso fora
da simbologia política e dar mais atenção à vertente de compositor". Maria Anadon
interpreta "A morte saiu à rua", um poema de homenagem ao escultor José Dias
Coelho, assassinado a 19 de Dezembro de 1961, em Lisboa, pela PIDE. De Luís de Camões,
com música de José Afonso, Uxía interpreta "Verdes são os campos" e Lúcia
Moniz "Que amor não me engana". Filipa Pais, que já interpretou temas de José
Afonso, nomeadamente quando fez parte do grupo Lua Extravagante, canta "Eu
dizia". Dulce Pontes, que também no seu primeiro álbum, "Lágrima",
revisitou o repertório do cantor/autor, canta "Coro da Primavera". Todas estas
canções - indicou Zaccaria - "pertencem ao imaginário colectivo e são uma
inspiração para muitos artistas". "Pretende-se também recuperar e/ou
redescobrir músicas menos escutadas", acrescentou. Das três músicas inéditas
incluídas no CD, Zaccaria interpreta "Som da terra", um tema de sua autoria
inspirado na música de raiz popular composta por José Afonso e ainda "Intro (Z to
Z)" e "Zeca". Zaccaria assina os arranjos e as composições originais,
além de tocar violoncelo, guitarra, viola-baixo e teclados. O projecto completa-se com os
músicos Filipe Lucas (guitarra portuguesa), Jaume Pradas (percussão), Nuno Oliveira
(baixo acústico), Victor Zamora (piano eléctrico) e José Soares (guitarra clássica). A
17 de Julho, o projecto será apresentado em Roma, no âmbito do Festival Sete Sóis Sete
Luas. O espectáculo realizar-se-á em Villa Ada, na capital italiana, mas não contará
com a participação de Uxía. (14 de Junho)
V Folknova 2007
em Vila Nova
O V Festival Folk Nova na Freguesia de Vila
Nova, Concelho de Miranda do Corvo. No cartaz teremos no dia 14 os Dazkarieh e os
tocadores de concertina Rouxinol e Zé Cláudio. Nno Dia 15 é a vez de Só Vicente, os
tocadores de concertina Rouxinol e Patacas, e ainda os Fadomorse (22h). No dia 16
há lugar para animação de rua com gaiteiros locais (15h); e depois actuam os grupos
Demaramar (Espanha), os Galandum Galundaina, seguidos dos habituais tocadires de
concertinas. A fechar, no Dia 17 teremos uma tarde dedicada às concertinas (15h). Fonte: Crónicas da Terra (14 de Junho)
MUD ao vivo no
Contagiarte
Dia 14 de Junho, o Espaço Contagiarte, no Porto, conta com a presença do som
"Ambient-World Music-Rock" dos MUD, que usa instrumentos acústicos e aparatos
que geram loops com os quais se constrói desde o mais puro ambiente até temas cheios de
força e garra. Música com tradição, Música nova e tecnologia interactiva; MUD é um
centro para o encontro de diferentes formas de expressão musical, aberto a outras formas
de criatividade (dança, vídeo, multimédia) iniciado por Alejandro Bravo e Alain Piñero
na primavera de 2005.A história comum de A. & A. vem desde Maio de 2001 quando se
encontram numa sessão de improvisação, desde então trabalharam juntos em vários
projectos e partilharam numerosos palcos em distintas formações. Alain estudou várias
técnicas de guitarra: clássica no conservatório, eléctrica (rock), acústica com
palheta (G C com Robert Fripp) e finalmente especializa-se em taping. Também se dedica a
instrumentos digitais. Tocou em palcos por toda a Espanha principalmente com Javier
Paxariño, assim como pela Alemanha, Itália, Bélgica, Nova Iorque e Argentina em outras
formações e como solista. Alejandro estudou o berimbau de boca (Morshing) no Sul da
Índia com Srirangam Kannan e canto carnático com Anuradha Krishnamurthi. No Norte da
Índia canto Dhrupad e harmonium com Pandit Indrakishore Mishra e berimbau de boca
(Morchang) com os ciganos do Rajastão.Trabalhou técnicas de Bellcanto e desenvolveu o
canto difónico de forma autodidacta. Estudou didgeridoo com William Russ da Austrália.
Realizou actuações em Espanha, Portugal, Londres, Brasil, Argentina, Chile, Uruguai e
Índia. No Verão de 2006 une-se ao grupo Ricardo Passos, que estudou guitarra clássica e
piano na Escola Óscar da Silva em Matosinhos, jazz na escola de jazz do Porto, guitarra
flamenca em Granada, música clássica e tradicional com diversos mestres: em Turquia
estudou saz com Cem Yildiz. No Egipto darabuka e pandeiros com Hassan Youssef. No Irão
tonbak e def. No Norte da Índia pakawaj com Pandit Sri Kant Mishra e canto Dhrupad com
Rajesh Sendh. No Sul da Índia konakol com V. Suresh e canto carnático com Anuradha
Krishnamurthi. Em Marrocos música Gnawa com Jamal Babamar. Desenvolveu de forma
autodidacta técnicas de canto difónico. Realizou concertos em Portugal, Espanha,
Turquia, Irão, México e Marrocos. Explora bastante a improvisação e espontaneidade
misturando elementos ocidentais (sistema tonal) com orientais (sistema modal). Participa
como músico e compositor em várias formações de música étnica, contemporânea, jazz
e experimental. (13 de Junho)
Tabanka Djaz:
estilos tradicionais guineenses
Os Tabanka Djaz são uma das mais influentes
bandas da África Lusófona. Oriundos da Guiné Bissau, contam com 17 anos de existência
desde a edição do seu primeiro disco TABANKA DJAZ em 1990. A sua música é feita de
envolvências dançáveis com enorme influência dos mais variados estilos tradicionais
guineenses e tropicais, mas sempre moderna e actual. Em 1993, após um período de três
anos preenchido essencialmente com concertos, os Tabanka Djaz regressam com o segundo
disco de originais INDIMIGO.Na mesma linha do anterior este trabalho é muito mais maduro
tanto a nível de produção como na estilização e integração dos seus tópicos
musicais. Mais três anos se passam com um calendário preenchido, que os leva em
digressões da Europa aos Estados Unidos, onde actuam no Kilimanjaro, a catedral da
música africana em Nova Iorque. De regresso a Portugal, esperam-nos novas actuações,
nomeadamente nas Festas da Cidade de Lisboa, e na Festa do Avante. Regressam a África,
mais propriamente a Cabo Verde e actuam no Festival da Baía Das Gatas. Em 1996 é
finalmente editado o terceiro trabalho de originais SPERANÇA. Um disco surpreendente pela
sua excelente qualidade, que confirma os Tabanka Djaz como um dos melhores interpretes da
música africana. Com este trabalho alcançam o galardão de Disco de Platina, feito
único para um grupo africano de expressão portuguesa. Um ano depois em 1997, SPERANÇA
recebe três nomeações para o Ngwomo África (os Grammy do Continente Africano), ao lado
de nomes como Hughes Masekela,Oumou Sangaré, Angelique Kidjo, Youssou NDour, Mory
Kante entre outros. Em 1999 são convidados por Martinho da Vila para integrarem o
projecto Lusofonia, onde lhes coube também a produção musical de toda a componente
africana. É no âmbito deste projecto que participam no Festival Internacional PERCPAN,
em Salvador da Bahia. Neste Festival organizado por Gilberto Gil e Nana Vasconcelos, os
Tabanka Djaz actuam ao lado de Fafá de Belém, Daniela Mercury, Ivete Sangalo e Lenine
entre outros. Surge o ano de 2002 e os Tabanka Djaz editam SINTIMENTO, o quarto álbum da
banda que conta com a participação entre outros de Martinho da Vila. O ano de 2006 é
trágico. A banda sofre o maior e mais duro golpe da sua existência. Vêem partir
vitimado pela doença que o atormentava há 2 anos, Caló Barbosa, o pianista, porta-voz e
membro fundador dos Tabanka Djaz. A perda é irreparável, mas Calo continua onde estiver
a acompanhar aqueles que com ele tantos momentos de alegria partilharam. Para celebrar no
dia 7 de Julho, na Aula Magna, em Lisboa (22h). (13 de
Junho)
Festival pela Juventude de Médicos do Mundo
Os grupos portugueses Primitive Reason, Terrakota, Angry Odd Kids, MoreMad e Jah Vai
participam no Festival de Solidariedade para a Juventude que Médicos do Mundo organiza no
dia 23 de Junho, entre as 18h00 e as 24h00, no Pavilhão dos Bombeiros Voluntários de
Loures. Os fundos revertem para os projectos de prevenção e combate ao VIH/SIDA da
associação em Moçambique. O Festival de Solidariedade para a Juventude Médicos do
Mundo é um espectáculo de animação cultural para a juventude, organizado em parceria
com a Câmara Municipal de Loures, que tem por base um programa musical constituído por
diversos grupos musicais de destaque. Os públicos-alvos deste festival são os jovens e
os adolescentes (dos 15 anos até aos 35 anos), estando o espectáculo aberto a toda a
população. O evento é complementado com actividades de sensibilização para a
prevenção do VIH/SIDA, nomeadamente distribuição de preservativos, e uma exposição
no interior do pavilhão com merchandising e artesanato, entre outros artigos procurados
pela juventude. Os fundos angariados revertem para os projectos humanitários de Médicos
do Mundo de prevenção e combate do VIH/SIDA em Moçambique. (13
de Junho)
Joana Amendoeira:
"À flor da pele" em Almeirim
Depois do concerto na prestigiada sala de espectáculos Teatrum do Centro Cultural
Millenáris Park em Budapeste, onde canto o fado tradicional de Lisboa - grandes poetas
portugueses e grandes autores do fado e ainda duas canções em húngaro, adaptadas para a
guitarra portuguesa e para o fado, músicas de nomes tão famosos neste país como são o
caso de Gábor Presser, Zorán e János Brody. Joana Amendoeira ainda aceitou o convite do
músico Zorán, onde cantou 2 músicas perante mais de 14 mil pessoas, tendo sido um dos
momentos mais altos do concerto. Agora, chega a vez da fadista escalabitana apresentar o
seu mais recente álbum À flor da pele em Almeirim, junto á biblioteca da
cidade, dia 17 de Junho, pelas 22h. (12 de Junho)
Espectáculo "Maldito
Fado" em Oeiras
Após várias apresentações por diversas salas do país, chega agora a oportunidade do
fadista actuar na vila que o viu nascer, onde levará os espectadores numa viagem sonora
tomando o Fado como base musical, mas envolvendo-os noutras estéticas, com o atrevimento
de trazer novos sons. A voz de Helder Moutinho, já conhecida dos seus trabalhos a solo,
demonstra aqui uma versatilidade inquestionável, ao conviver de forma tão harmoniosa com
a cuidada direcção musical e arranjos de Manuel DOliveira, guitarrista oriundo de
universos distantes do Fado, embora tantas vezes chamado a contribuir para esta causa. No
alinhamento que foi pensado para Maldito Fado, percorrem-se, através de
clássicos da história do Fado aliados a composições originais escritas
propositadamente para este espectáculo, todos os temas centrais à linguagem do Fado. Os
castiços e típicos bairros de Lisboa, os amores e desamores que contam as suas
histórias, as emoções de saudade e tristeza, a difícil condição do fadista são aqui
recriados como foram e reinterpretados como podem vir a ser, de acordo com os tempos que
mudam aos quais mesmo a emoção do Fado não pode ficar alheio. Para ver no largo 5 de
Outubro, dia 13 de Junho, às 22 horas. (11 de Junho)
Festival Com que Voz arranca no Porto
Argentina Santos e Hélder Moutinho são os fadistas que abrem o novo ciclo de música,
designado Com Que Voz, que o projecto de inclusão social Porto, Bairro
a Bairro apresenta, nos próximos dias 15 e 16 de Junho, sexta e sábado,
respectivamente, às 21h30, nos auditórios de Ramalde e de Aldoar. A entrada é livre.
Dedicado ao Fado, este ciclo sugere poesia e música, lembra Camões e Amália e vai
juntar no mesmo palco dois grandes nomes da música portuguesa - Argentina Santos, uma voz
histórica do fado tradicional de Lisboa e Hélder Moutinho, um dos mais prestigiados
intérpretes da nova geração de fadistas, para dois espectáculos únicos no Porto. Com
mais de 50 anos de carreira, o nome Argentina Santos é, só por si, uma ode à história
do fado. Com uma brilhante carreira nacional e internacional, Argentina Santos já levou o
fado castiço a salas tão prestigiadas como a Queen Elisabeth Hall, em Londres, a Cité
de la Musique, em Paris, ou a Catedral de Marselha. Integrou o elenco do espectáculo de
Ricardo Pais Cabelo Branco é Saudade. Hélder Moutinho, oriundo de uma
família de fadistas, é considerado por muitos como a Voz do fado moderno. Em
2004 arrebatou o prémio de Melhor Álbum, nos Prémios Amália
Rodrigues, com o trabalho Luz de Lisboa. Para além de uma bem sucedida
carreira nacional, Hélder Moutinho tem actuado em diversos países, como Holanda,
Grécia, Chipre, Inglaterra ou Estados Unidos. Para ver dia 15 de Junho, 21h30,
Sexta-feira, Auditório de Ramalde (Centro Paroquial) e no dia 16 de Junho, 21h30,
Sábado, Auditório de Aldoar (Centro Paroquial). (10 de
Junho)
Nova geração musical para as marchas populares de Lisboa
O desafio lançado em 2005 pelo músico Carlos Martins para se comporem novas marchas
populares para Lisboa, surge agora em álbum, depois da sua
apresentação ao vivo no Jardim de Inverno do teatro São Luiz. A ideia, explica o
compositor no "booklet" que acompanha o CD, foi reflectir sobre a
"renovação da composição musical das marchas e a necessidade de criar pontes
entre a cultura popular e os compositores de outras áreas". Além de Carlos Martins,
que participa com "A marcha da sétima colina", os outros compositores são
Bernardo Sassetti, António Vitorino de Almeida, José Mário Branco, Vitorino, Pedro
Moreira e Sérgio Godinho. Quanto às vozes, outra das preocupações de Carlos Martins,
na medida em que notou que as marchas de Lisboa "convergiam sistematicamente para os
problemas das vozes com a qualidade da composição" foram escolhidas as de Anabela,
vencedora do Festival RTP da Canção em 1993, e de Mitó Mendes. O álbum, com a chancela
da Som Livre, reúne 12 marchas, seis cantadas e seis outras apenas tocadas por cavalinho,
acompanhamento instrumental tradicional das marchas, constituído por clarinete, saxofone
alto e tenor, trompete, bombardino, tuba, caixa, pandeireta, triângulo, glockenspiel,
bombo e pratos. Todos os compositores apresentam duas marchas à excepção de Carlos
Martins e José Mário Branco, estes com uma cada um. A de José Mário Branco,
"Marcha de Carnide", é interpretada por Anabela, a de Carlos Martins é apenas
instrumental. Sassetti assina "Marchinha de Lisboa" e "Tirem o cavalinho da
chuva", a primeira interpretada por Mitó e a segunda apenas instrumental. Vitorino
é autor de "Marcha crioula" e "Marcha de Sagres" cantada por Anabela.
O CD fecha com "Cavalinho à solta" de Pedro Moreira que assina ainda
"Marcha de Fernando António" cantada por Mito Mendes, e que é uma adaptação
do poema "Santo António" de Fernando Pessoa. A "Marcha de Campolide"
e "Marcha de Lisboa" são de autoria de Vitorino de Almeida, sendo a primeira
cantada por Anabela. Sérgio Godinho assina "Marcha da centopeia" cantada por
Mitó Mendes e "Guia de marcha". (9 de Junho)
Espectáculo de fado e flamenco em Torres Vedras
A Praça do Município de Torres Vedras vai acolher, no próximo dia 15 de Junho, pelas
22h, um espectáculo de fado e flamenco. Neste participarão os fadistas Avelino Santos,
Andreia Matias, Cristina Santos, Leonor Madeira e Luís Maia, os guitarristas Eduardo
Lemos, João Chitas e Jorge Carreiro, e os dançarinos António Ventura, Miguel Martins,
Patrícia Seco e Tatiana Crispim. Será um espectáculo que decorrerá num espaço
mágico como é a Praça do Município de Torres Vedras, e onde se fundirão
os sentidos, valorizar-se-ão as palavras, as melodias, as vozes e os movimentos, num
encontro de duas culturas. As entradas são gratuitas. (8
de Junho)
Granitos Folk:
Há uma nova música portuguesa
De acordo com o texto publicado por António Pires no Blog "Raízes e Antenas",
apresentamos resumidamente as impressões deste Jornalista sobre o
programa do Festival Granitos Folk e o importante surgimento de diversos projectos
portugueses, a quem é, de resto, dedicado este festival. "Granitos Folk, que decorre
de 6 a 9 de Junho neste espaço multicultural da cidade do Porto. Apostando apenas em
grupos folk/tradicionais portugueses, o Granitos deste ano apresenta um programa
interessantíssimo que junta alguns quase-veteranos destas lides a alguns jovens grupos de
elevado potencial. Dia 6, o festival abre com os portuenses Pé na Terra (vencedores do
recente concurso Folk and Roll e fazedores de uma música que tanto os leva à tradição
portuguesa como ao reggae e ao rock) e Mandrágora (um dos mais importantes grupos
portugueses a fundir a folk com o rock progressivo e sons vindos de muitos e desvairados
lugares; na foto). Dia 7 é a vez dos belíssimos cantares e sons tradicionais
rejuvenescidos da Serra do Caramulo pelos Toques do Caramulo (de Águeda) e do jazz
manouche e inventivo dos Comcordas (de Castelo Branco). Dia 8, alguns dos músicos dos
Comcordas repetem a presença em palco com um outro projecto, os Ventos da Liria, que vão
à música «celta», ao tango e à música balcânica, numa noite em que também actua o
grupo de danças tradicionais No Mazurka Band (com viras, corridinhos, chulas, pingacho,
mas também valsas, rumbas e paso-dobles). Na última noite, sábado, há mais festa e
dança com dois grupos que fazem das danças tradicionais europeias o seu trampolim para
uma comunhão absoluta com o público bailante à sua frente: os Mosca Tosca e os
Bailebúrdia. Mas, para quem isto não chega, ainda há sessões de DJ de folk e world
music, todas as noites, com os DJs Osga, Sérgio, Moustache, Innyanga e Goldenlocks."
Fonte: Blog Raizes e Antenas (8 de Junho)
Festa do Fado no
Castelo de S.Jorge
A praça de armas do Castelo de S. Jorge é o cenário para a Festa do Fado que começa na
próxima sexta-feira e procura juntar à canção de Lisboa outras
músicas como a cabo-verdiana ou popular portuguesa. O convite parte de um fadista, que
escolhe um intérprete de outra área, "havendo este ano uma
novidade que é um guitarrista de fado escolher uma mestiçagem musical com o tango",
explicou à Lusa Hélder Moutinho, responsável da programação, que se integra nas
Festas de Lisboa. Pedro Moutinho abre a festa sexta-feira com Teresa Salgueiro, cabendo o
seu encerramento, dia 30 de Junho, a António Zambujo, que convidou Luís Represas. O
guitarrista de fado Paulo Parreira é a novidade da festa, enquanto anfitrião, tendo
convidado o guitarrista clássico argentino Ramón Mascio e ainda a fadista Beatriz da
Conceição. O concerto "cruzará a música de Lisboa com a porteña" (Buenos
Aires) e acontecerá dia 29 de Junho. "A ideia comum a todos os concertos é cada um
interpretar temas do seu repertório, do do convidado e até partilhar a interpretação
de alguns temas", disse Hélder Moutinho. Pedro Moutinho escolheu Teresa Salgueiro,
voz que admira desde os seus 14 anos, como disse à Lusa. Pedro Moutinho será acompanhado
à guitarra portuguesa por José Manuel Neto, à viola por Carlos Manuel Proença e à
viola-baixo por Daniel Pinto. Depois de Pedro Moutinho e Teresa Salgueiro (dia 08) actuam
no dia seguinte Ricardo Ribeiro com o agrupamento SAL, dia 15 Maria Ana Bobone partilha o
palco com os Tetvocal e dia 16 a fadista Ana Maria convida a cantora cabo-verdiana Maria
Alice. Dia 22 sobem ao palco da praça das armas do castelo Ana Moura e Amélia Muge e no
dia seguinte Raquel Tavares convida o cabo-verdiano Tito Paris. Raquel Tavares indicou à
Lusa que está a preparar o concerto com Tito Paris "como se fossem uma só banda,
procurando assim corresponder ao conceito desta festa". As razões da escolha são
múltiplas para a fadista, vencedora do Prémio Amália Rodrigues Revelação, o ano
passado. Raquel Tavares irá neste espectáculo cantar pela primeira vez uma morna, não
excluindo os funanás e coladeras, ritmos tradicionais daquele arquipélago. O último
fim-de-semana junta os músicos Paulo Parreira, Ramon Mascio e a fadista Beatriz da
Conceição (dia 29) e António Zambujo e Luís Represas (dia 30). Paulo Parreira irá
interpretar temas de sua autoria e "recuperar algumas composições de
Armandinho", como disse à Lusa. Para este músico, que escolheu Beatriz da
Conceição "pelo que representa de castiço no fado", é "muito positivo
haver a possibilidade destes espectáculos de fusão musical, que permitem sempre outras
respirações". António Zambujo irá interpretar todos os temas em dueto com Luís
Represas, tendo escolhido apenas fados do seu mais recente álbum, "O mesmo
fado". Os dois cantores irão actuar com as respectivas formações musicais em
conjunto. (7 de Junho)
OMIRI: Projecto
a solo de Vasco Casais dos Dazkarieh
Dia 6 de Junho, Vasco Casais dos Dazkarieh apresenta no Teatro Ibérico o seu projecto
individual OMIRI em que, de acordo com a notícia publicada nas
Crónicas da Terra, o músico "promete subverter a rigidez de algumas das danças
tradicionais europeias" através da "criação de ambientes complexos dada pela
sopreposição de camadas sonoras gravadas em tempo real e a improvisação em torno das
mesmas". Prometido está um naipe vasto de instrumentos, que o músico explora e
aprende quase todos como auto-didacta: nyckelharpa, bouzouki, flauta, guitarra,
gaitas-de-foles (galega e transmontana). Fonte: Crónicas
da Terra (7 de Junho)
Festival Mestiço
na Casa da Música
A Casa da Música (CdM) recebe a partir de quinta-feira mais uma edição do Festival
Mestiço, um evento que reunirá ritmos vindos de vários pontos do globo e cruzará a
música tradicional com rock, hip hop e electrónica. Contactado pela Lusa, o programador
de música não clássica da CdM, Fernando Sousa, afirmou que este festival «mostrará
uma mistura de estilos diversos», através da constituição de «um cartaz coerente». A
abertura dos três dias de festival caberá aos Coup deBam, um trio composto pelo
austríaco Wilko Goriany e pelos turcos Ozden Oksuz e Metin Yilmaz que aposta no groove,
pop, nu jazz, electrónica e música étnica. Nesta estreia em Portugal, o trio far-se-á
acompanhar pela vocalista Barbara Bandi. World music, rock latino, salsa e reggae são
alguns dos géneros musicais que o francês Sergent Garcia, em estreia absoluta em
Portugal, visitará neste festival Mestiço, onde pretende recuperar «o melhor da cultura
cubana e da jamaicana, países visitados pela banda para estudo das raízes locais»,
apresentando o seu último trabalho «Mascaras». Na primeira das três noites do
festival, a CdM apresenta ainda Shantel & Bucovina Club Orkestar, que entrarão na
festa com sons balcânicos. O segundo dia do festival destaca a mistura de reggae e hip
hop, com a estreia a solo do MC Sagas, seguindo-se a actuação de Orchestre National de
Barbès. Fundada em 1995 pelo baixista e compositor Youcef Boukella, esta orquestra
recupera a sonoridade tradicional africana, do Norte ao deserto do Sahara, apresentando
uma mistura de estilos magrebinos com a música gnawa, do chaabi com sons da Andaluzia e
da Kabilia. Terrakota, Ikonoklasta e amigos e Nigga Poison actuarão também sexta-feira.
No último dia do festival actuarão Chambao, Fernanda Abreu e Nakobeta, Puto Português e
gata Agressiva. Segundo Fernando Sousa, a vocalista do trio Chambao é muito conhecida em
Espanha, é tida como um exemplo de mulher, porque nunca deixou de actuar apesar de ter
cancro. Já Fernanda Abreu regressará à CdM para festejar 25 anos de carreira, onde
mostrará novamente coreografias onde pode dançar como tanto gosta. O festival decorrerá
no Parque de estacionamento, um local que «alberga mais gente, entre 2500 e 3000»,
referiu Fernando Sousa. Fernando Sousa concluiu ainda que o parque é também o local mais
apropriado para receber «música muito efusiva que obriga a audiência a estar de pé». (7 de Junho)
Mylene: O Brasil
não muito distante
A cantora e compositora brasileira Mylene, no seu segundo disco Não muito
distante, faz uma releitura das canções dos Madredeus sob a óptica da diversidade
rítmica brasileira. O repertório - que abarca praticamente todas as fases por que
passaram o grupo -, tão português na sua essência, na voz íntima, intimista e elegante
de Mylene se transforma em cânticos africanos, lamentos dos índios, e modinhas à moda
da casa, sonoridades que, ao longo de tantos anos, vieram a formar a chamada Música
Popular Brasileira, reunião da ginga das três raças brasileiras, os negros, os índios
e os portugueses - tão diferentes entre si, numa sonoridade única no Mundo. É um
fascinante universo, onde o ouvinte se perde ao buscar onde começa e termina Portugal, e
onde este se funde com o Brasil, e como estes se complementam. (6 de Junho)
Música extra-curricular saí à rua
No próximo dia 9 de Junho integrado nas
Comemorações do 260.º Aniversário do Concelho do Fundão, terá lugar na Praça
Amália Rodrigues, pelas 21:30h, um concerto subordinado ao tema Canções do Mundo
Encantado, que conta com a participação de todos os alunos das escolas de 1º
ciclo de ensino básico do Concelho do Fundão envolvidas no Projecto Blocos com
Notas. Esta actividade da Área de Enriquecimento Curricular foi desenvolvida no
presente ano lectivo pela Academia de Música e Dança do Fundão. O programa deste
concerto é composto de várias canções interpretadas por um coro de centenas de
crianças acompanhadas por uma Orquestra formada por professores e alunos da Academia. (5 de Junho)
Tanya Tagaq e Shlomo no Ciclo Vozes de Outro Mundo
Começa esta semana, no TMG o ciclo Vozes de Outro Mundo. Na abertura do ciclo
vai estar a esquimó Tanya Tagaq (Canadá), no dia 8, num espectáculo único em Portugal.
A throat singer Tanya Tagaq conseguiu reavivar a tradição secular do
Inuit Vocal Game (o canto tradicional dos esquimós) para a ribalta da
música. Colaborou com Björk e com o Kronos Quartet. Com Björk gravou
Ancestors, e a cantora islandesa define Tanya como Edit Piaff, ou
alguém totalmente emocional. Em estreita relação com este concerto está a
Oficina para crianças Vamos Construir um Iglô que o TMG promove através do
Serviço Educativo, amanhã Terça-feira (5 de Junho), na Sala de Ensaios. Ambas asc
sessões desta Oficina estão já esgotadas. Segue-se, no dia 9, o human-beatboxer Shlomo
(Inglaterra); também ele colaborou com Björk em Oceania, o que lhe valeu uma
nomeação para um Grammy. A sua página na Internet anuncia Shlomo como o one-man-band do
futuro. Shlomo não deixa nadapor menos: este multi-instrumentista da voz de
nacionalidade inglesa é especialista do chamado beatboxing (técnica vocal que reproduz
ritmos e sons de instrumentos). Shlomo é uma autêntica caixa de ritmos humana e no TMG
(trata-se de um espectáculo único em Portugal) vai apresentar, para além de material
original, versões de músicas de Snoop Dogg, The White Stripes, entre outros. Na tarde
que precede o espectáculo, no dia 9, Shlomo orienta uma Oficina de Beatbox, às 18.00
horas, no Pequeno Auditório. Enraizado na cultura hip-hop, o betbox é uma surpreendente
técnica vocal que permite a reprodução de ritmos e sons de instrumentos. (4 de Junho)
Tony de Matos: A
vida de um romântico
O álbum "A vida de um romântico" com êxitos de Tony de Matos como
"Vendaval" e outros menos conhecidos como "E depois do adeus", de
Paulo de Carvalho, vai ser editado esta semana. O álbum, com a chancela da Farol, inclui
gravações efectuadas durante a década de 1970 para a extinta discográfica Estúdio,
algumas das quais remasterizadas e reeditadas em 1991, pela etiqueta Ovação. Ao lado de
temas popularizados por Tony de Matos como "O destino marca a hora" ou
"Vendaval", o álbum contém interpretações, pelo cantor, de canções que
outras vozes tornaram conhecidas, como por exemplo, a vencedora do Festival RTP de 1974,
"E depois do adeus", de Paulo de Carvalho, "A gaivota" de Amália
Rodrigues, "Pomba branca", de Max, "Rosinha dos limões", de Artur
Ribeiro ou "Amar, Amar", de Teresa Silva Carvalho. No total são sete estas
versões, gravadas depois de 1974 e que neste álbum surgem pela primeira vez em formato
digital. (3 de Junho)
Eurico Augusto Cebolo vence Concurso Grande Marcha
A composição "Beijos de Lisboa", com letra e música de Eurico Augusto Cebolo,
venceu o Concurso da Grande Marcha de Lisboa 2007, revelou hoje a Empresa de Gestão de
Equipamentos e Animação Cultural (EGEAC). O tema, escolhido pelo júri por unanimidade,
será interpretado por todos os grupos participantes nas marchas populares de Lisboa e
recebe um prémio de 3.250 euros. O júri do concurso, presidido por Sara Pereira,
integrou Pedro Osório (apreciação musical), José Luís Gordo (apreciação da letra),
Simone de Oliveira e João Soeiro de Carvalho (apreciação geral). O concurso, promovido
pela Câmara de Lisboa no âmbito das Festas da Cidade, recebeu 48 candidaturas. (2 de Junho)
Arraiais do Mundo
em Tavira
E o baile não pára! Os Monte Lunai terminam o fim-de-semana tocando nos Arraiais do
Mundo, em Tavira, numa festa que se propõe saudar o tema tradicional enquadrado numa
perspectiva actual e que conta com grupos como Uxu Kalhus (2 de Junho) e Uma Coisa Em
Forma de Assim (1 de Junho). Neste evento conte com passeios, bailes e oficinas de dança.
Domingo, 3 de Junho às 22.30 na Praça da República. (1
de Junho)
Pedro Jóia: À
Espera de Armandinho
Pedro Jóia dá sábado à tarde, dia 2 de Junho, um concerto de apresentação do seu
novo álbum, "À espera de Armandinho", no Centro Cultural de Belém, durante o
qual interpretará também alguns temas flamencos e de Carlos Paredes. O espectáculo,
intitulado "Mourarias", conta com a participação do percussionista Vicky nos
temas flamencos. "Num terceiro momento do espectáculo irei interpretar peças para
guitarra flamenca, um tango flamenco de minha autoria, e uma bulería de Paco de Lucía
onde introduzi algumas frases musicais minhas", disse à Lusa Pedro Jóia. O
concerto, explicou Jóia, "inclui temas de Carlos Paredes sobre quem fiz um trabalho
em 2001, outros de minha autoria, uns de flamenco e outros de Armandinho". Os temas
da autoria de Armandinho e Paredes foram transcritos de guitarra portuguesa para guitarra
clássica, instrumento de eleição de Jóia, apesar de tocar outros instrumentos de
corda, nomeadamente alaúde. No concerto de sábado à tarde, Pedro Jóia, que tem
recebido rasgados elogios da crítica, irá apenas tocar guitarra clássica. No caso dos
temas flamencos, não irá trocar de instrumento pois, segundo disse à Lusa, "não
há uma diferença fisionómica substancial de guitarras, mas sim na técnica de
tocar". O álbum "À espera de Armandinho" foi idealizado no Brasil, onde o
músico habitualmente toca, e gravado em Lisboa, em Março último, devendo estar no
mercado na próxima semana, com selo da HM Música. "Decidi mergulhar no universo de
Armandinho, considerando positiva a experiência que tive na transcrição para guitarra
clássica do temas de Paredes que também foram compostos para guitarra portuguesa",
disse ainda. (31 de Maio)
Dulce Pontes inicia em
Barcelona digressão por Espanha
Dulce Pontes inicia no Teatre Auditori de Sant Cugat, em Barcelona, uma digressão por
Espanha que inclui um concerto em Valência no âmbito da Américas Cup. A cantora
irá apresentar em quatro palcos espanhóis o seu mais recente trabalho, "O coração
tem três portas", que qualificou à Lusa como "um trabalho experimental que é
um caminho na busca da música pura". Dulce Pontes, acompanhada por uma banda de sete
músicos, actua em Barcelona, seguindo para San Sebastian, onde subirá ao palco do
Auditório Kursaa, dia 11 de Junho. Dias 13 e 14 a intérprete de "O meu porto do
Graal" apresenta-se no Teatro Albéniz em Madrid, seguindo para Valência onde actua
dia 16, um sábado. Dulce Pontes e a sua banda actuarão no anfiteatro do Muelle de la
Aduana, na zona portuária de Valência. A primeira parte do concerto, inserido no
calendário cultural da Americas's Cup, é preenchida por Tito Paris. O programa cultural
valenciano para esta 32ª America's Cup começou a 01 de Junho com José Carreras e inclui
nomes como Sara Baras, Paco de Lucía, Joe Cocker e Sant Joan Electric.
"Resineiro", que José Afonso popularizou, "Cantiga da azeitona",
"São João" e "Aboio", são algumas dos temas que Dulce Ponte
integrará nos seus espectáculos, ao lado de fados como "Ovelha negra" do
repertório de Beatriz da Conceição. Outros fados que interpretará serão
"Cigano", criado por Berta Cardoso, "Velha tendinha", de Hermínia
Silva, ou "Maldição", "Não é desgraça ser pobre", "Há festa
na Mouraria" e "É da torre mais alta" de Amália Rodrigues.
"Palhaços encapuçados" e "Passa ou não passa", dois temas de sua
autoria constam igualmente do programa que Dulce apresentará.A banda que acompanha Dulce
Pontes é constituída por Óscar Viana (oboé), Amadeu Magalhães (viola braguesa,
guitarra acústica, gaita de foles mirandesa e flauta medieval), José Soares (guitarra
acústica), Filipe Lucas (guitarra portuguesa), Paulo Feiteira (viola de fado), Beto Betuk
(percussão) e David Zacarias (violoncelo e baixo acústico). Em Julho, Dulce Pontes tem
previsto uma actuação em Ceuta, nas muralhas daquela ex-possessão portuguesa. (30 de Maio)
Mário Pacheco:
Clube de Fado, de Alfama para DVD
Clube de Fado é um espaço que Mário Pacheco criou na Alfama Velhinha, logo
a seguir à secular Sé de Lisboa, um local onde se estabelece, tornando-se um espaço de
referência do fado e também da criação artística. Na realidade é um clube enquanto
espaço de convívio, de tertúlia e troca de ideias em ambiente fadista. Este local onde
o fado acontece todas a noites faz jus à tradição e, de quando em vez, Mário Pacheco
solta amarras e a sua guitarra viaja para outros ambientes e espaços que sendo estranhos
ao fado cedo se embrenham na melodia alfacinha. Clube de Fado (CD e DVD) é também o
título do seu novo trabalho, e nele mais uma vez a guitarra portuguesa e a composição
são a sua grande paixão. Este trabalho espelha uma saída fora de portas, no
ambiente aristocrático do Palácio Nacional de Queluz. Para este espectáculo Mário
Pacheco convidou fadistas que interpretam as suas melodias: Camané, Rodrigo Costa Félix,
Ana Sofia Varela e Mariza, quatro nomes incontornáveis do fado, assim como os músicos
Carlos Manuel Proença (viola), Rodrigo Serrão (contrabaixo), Marta Pereira da Costa que
reata a tradição de as mulheres tocarem guitarra e ainda o quarteto de cordas de Arlindo
Silva. Na escadaria Robillion, erigida em 1764, (um cenário mágico) desfilam emoções,
sentimentos, imagens de vida, acontece fado pelas palavras dos poetas e na inspirada
música e guitarra de Mário Pacheco. (29 de Maio)
Mariza: Fado em missão
diplomática em Moscovo
Mariza vai actuar no Teatro Stanislavsky de Moscovo a 28 de Maio, no primeiro dia da
visita oficial do primeiro-ministro, José Socrates, à capital russa. A cantora
portuguesa irá cantar fado perante uma plateia de mais de mil pessoas, convidadas
especialmente para o efeito pela Embaixada de Portugal na Federação da Rússia. Mariza
é, além de Amália Rodrigues, a cantora de fado português mais conhecida na Rússia,
onde já actuou na Casa da Música de Moscovo (10-11 de Dezembro de 2004), um dos melhores
palcos da capital russa. "Mariza canta em Moscovo. É como se o próprio Sol
português tentasse, de súbito, derreter a nossa neve e a cordial abertura do Sul
revirasse o coração blindado dos tristes habitantes do Norte. Certamente que não
estamos habituados a isso" - escreveu na altura o jornal "Rossiskaia
Gazeta". Os CD's de Mariza gozam também de popularidade entre os russos que se
interessam por aquilo que os críticos em Moscovo definem como "música
étnica". "Poucos são os que na Rússia conhecem o estilo musical chamado fado.
Mas, depois de se ouvir o álbum da cantora portuguesa Mariza, metade do país apaixona-se
por ela. E a melhor metade (não no sentido da parte feminina, mas no sentido da parte
intelectual). Ritmos latinos, meiguice, leveza e harmonia fundem-se com a alegria de viver
balcânico-cigana" - escreveu o diário "Novie Izvestia" a propósito do
lançamento do CD "Transparente" no mercado russo. Prova da popularidade da
fadista portuguesa entre os russos é o facto de os seus discos estarem há venda nos
enormes mercados de produção audio e video pirata, ao lado de outros intérpretes
portugueses como Amália Rodrigues, Carlos do Carmo, Madredeus. (28 de Maio)
Dúnia: Os
ritmos rápidos, os lentos e os assim-assim
Da riqueza musical africana e da evolução criativa do Homem, surgiram os
"DUNIA". Feitos de ritmos rápidos, moderados e também lentos, tudo isto numa
tentativa de expressão dos sentimentos que levassem mais longe as danças e estilos de
culturas diversas. Os DÚNIA são constituídos por seis elementos: Bateria, baixo,
teclas, duas guitarras e duas vozes. Desde Outubro de 2006, quando a banda nasceu, os
Dúnia já deram vários concertos, que deixaram a banda bastanta satisfeita com as
perspectivas do futuro. A confirmar isso mesmo, o grupo tem já marcados concertos para o
"Festival Raizes do Atlântico" e para a "Festa Africana" na Madeira
ainda com datas a confirmar. (27 de Maio)
Kátia Guerreiro
Grava DVD ao vivo
Katia Guerreiro actua sexta-feira com a Orquestra Metropolitana de Lisboa (OML) no Coliseu
do Porto, um espectáculo que será gravado e constituirá o primeiro DVD da fadista,
disse à agência Lusa fonte da sua produtora. "Escolhemos o Coliseu do Porto pela
sua acústica, devendo o DVD sair no final do ano", disse à Lusa a fadista. O
programa do concerto "será em tudo idêntico" ao apresentado em Março, em
Lisboa, por ocasião da comemoração dos 50 anos da assinatura do Tratado de Roma, que
instituiu a Comunidade Económica Europeia, embrião da actual União Europeia. Do
programa consta a peça encomendada pela OML a Álvaro Cassuto, "Fados
sinfónicos", um conjunto de fados tradicionais e ainda a peça "Fado
corrido" de Frederico de Freitas. No caso dos fados tradicionais Katia, interpretará
alguns deles apenas acompanhada à guitarra portuguesa por Paulo Valentim, à viola por
João Veiga e ao contrabaixo por Rodrigo Serrão e outros pela OML. Depois do Coliseu do
Porto, a OML sob a batuta de Álvaro Cassuto e Katia Guerreiro apresentam o mesmo
programa, sábado no Centro de Artes e Espectáculos da Figueira da Foz e domingo na Aula
Magna da Universidade de Lisboa. Em declarações à Agência Lusa Álvaro Cassuto
descreveu "Fados sinfónicos" como uma Sinfonia concertante para fadista,
guitarristas e orquestra. Segundo Cassuto esta peça "transcende quer o fado quer a
própria música sinfónica, criando algo de novo". O maestro e compositor começou a
desenvolver a ideia quando dirigiu Amália Rodrigues com orquestra no Festival de Newport
(EUA), e voltou a ela quando, há cerca de ano e meio, Katia Guerreiro e a OML, por ele
regida, actuaram no Centro Cultural de Belém, em Lisboa. "A ideia - explicou - era
fazer algo que nenhum compositor português ainda tinha feito, debruçar-se a sério sobre
o fado e a orquestra sinfónica". Segundo Cassuto, o que se tem feito é
"orquestrar fados" e não "encontrar uma linguagem para a orquestra
compatível com o fado". A sinfonia concertante "Fados sinfónicos" inclui
"Coimbra", "Tudo isto é fado", "Malmequer pequenino",
"Foi Deus" e "Casa portuguesa". Katia Guerreiro abre o concerto
acompanhada pela orquestra, interpretando quatro fados: "Segredos" (Paulo
Valentim), "Rosa Vermelha" (José Carlos Ary dos Santos/Alain Oulman),
"Amor de mel, amor de fel" (Amália Rodrigues/Carlos Gonçalves) e "Os meus
versos" (Florbela Espanca/P. Valentim), orquestrados por Vasco Pierce de Azevedo. Em
seguida, a criadora de "Fado Maior" cantará alguns fados do seu mais recente
álbum "Tudo ou nada", apenas acompanhada pelos seus músicos habituais, Paulo
Valentim, João Veiga e Rodrigo Serrão. (26 de Maio)
Ana Moura:
"Para Além da Saudade" em Sintra
A fadista Ana Moura apresenta sexta-feira à
noite, dia 25 de Maio, em Sintra, no Centro Olga Cadaval, o seu novo álbum "Para
Além da Saudade". O espectáculo no palco sintrense é o ponto de partida para uma
série de concertos em Portugal e no estrangeiro, de apresentação do álbum que entrou
já esta semana para a tabela de vendas. "Para Além da Saudade" será
apresentado em Stadkirche, em Jena, na Alemanha (14 de Junho), e na Holanda, no Paard em
Haia (15 de Junho), e no Openluchtteater, em Bloemendaal (16 de Junho). No concerto de
sexta-feira Ana Moura será acompanhada à guitarra portuguesa por José Manuel Neto, à
viola por José Elmiro Nunes e na viola-baixo por Filipe Larssen. O alinhamento do
espectáculo "incluirá a maioria dos 15 temas gravados no álbum mas também fados
que as pessoas já conhecem dos dois discos anteriores", disse à Lusa Ana Moura.
Jorge Fernando será o músico convidado, com o qual interpretará, no decorrer do
espectáculo, alguns fados. O músico assina a maioria dos temas do álbum, num total de
sete, dois deles em parceria com Custódio Castelo. (25
de Maio)
No tempo do Gira-discos
A produção fonográfica portuguesa das décadas de 60 e 70 é relembrada a partir de uma
selecção de discos efectuada pelos etnomusicólogos António Tilly e João Carlos
Callixto onde não faltam gravações de Simone de Oliveira, Carlos do Carmo, Sheiks,
José Cid, Banda do Casaco, José Afonso e muitos outros, podendo algumas delas ser
ouvidas pelos visitantes em pontos de escuta gentilmente cedidos pela Creative Labs
Portugal. Organizada em conjunto com o Instituto de Etnomusicologia (FCSH - UNL) e com
discos cedidos pela RDP e coleccionadores particulares, a exposição homenageia algumas
figuras fundamentais da música portuguesa. Paralelamente à exposição, estão a ser
preparadas visitas guiadas e debates. Já este sábado, teremos uma visita gráfica à
exposição conduzida por Tó Trips (designer) e Pedro Félix (antropólogo). Para ver
até 23 de Junho 2007, no Museu da Música, em Lisboa.
(24 de Maio)
Andrew Bird ao
vivo no Cinema São Jorge
O músico norte-americano, Andrew Bird dá um concerto no Cinema São Jorge, dia 31 de
Maio, às 22h00. O carismático songwriter apresenta o mais recente álbum Armchair
Apocrypha. Andrew Bird alia à sua música a voz, a guitarra, o violino e o próprio
assobio e não fica imune às comparações com Beck, Jeff Bucley ou Rufus Wainwright. Com
dez anos de carreira, apenas em 2005 obteve reconhecimento internacional com o álbum
The Mysterious Production of Eggs. Armchair Apocrypha é o sétimo
trabalho de originais que alia a música folk-indie ao jazz, passando pelo rock. O cantor,
compositor e violinista volta a criar uma atmosfera intimista com temas melancólicos em
que os acordes da guitarra eléctrica ganham espaço, um facto nunca antes verificado nos
álbuns anteriores. Concerto Andrew Bird no Cinema São Jorge | Sala 1 | 31 de Maio |
22h00 (23 de Maio)
MicroFestival
Trad em Águeda
No fim-de-semana de 1 e 2 de Junho, a latada do Espaço dOrfeu vai ser palco de um
microFestival com uma programação dedicada exclusivamente à música tradicional,
retratando algumas das suas várias facetas. Um convite para os apaixonados pelos ritmos
contagiantes das músicas e danças tradicionais e para todos os que se queiram deixar
envolver. Eles tocam, ensinam as coreografias e nós bailamos. Festa garantida, de porta
literalmente aberta! Sexta e sábado, a partir das 22h00, no Espaço dOrfeu.Na Sexta
1 Junho, a abertura é com os EMtrad: Para aquecer o terreiro, os alunos e
formadores da Escola de Música Tradicional da dOrfeu abrem o microFestival com um
apontamento dançável do repertório desenvolvido na aulas. Depois segue-se-lhes um
concerto-baile "Pé na Terra" - um entrelaçado de desejos musicais através de
temas originais ou tradicionais portugueses numa energia própria onde a poesia e a dança
se complementam. Músicos como o gaiteiro Ricardo Coelho ou a cantora Cristina Castro,
conhecidos de outras formações folk do grande Porto, encontram o seu reduto criativo nos
"Pé na Terra". No Sábado 2 Junho, o evento arranca com uma oficina de danças
tradicionais europeias, em que Eva Parmenter e Jorge Casaínho orientam um momento de
convívio dançante no qual o público é convidado a viajar pelo universo das danças
tradicionais europeias. Espaço aberto para toda a gente aprender a Mazurka, a Scottisch,
a Bourrée, o Andró ou a Chapelloise, danças repopularizadas no movimento folk actual.
Uma hora mais tarde actua o grupo "Origem", oriundos de Braga, e que são um dos
mais antigos grupos de música tradicional portuguesa - criado com o intuito de a
divulgar. Com disco quase pronto a editar, apresentam-se no Espaço dOrfeu
representando um dos mais recorrentes formatos da música tradicional. Fecha-se o
microFestival com a volta dada. Para ver, nos dias 1 e 2 Junho, 22h00, no Espaço
dOrfeu. (22 de Maio)
António Chaínho:
Virtuosismo em trio + tango
Durante as próximas semanas o Mestre da Guitarra portuguesa apresenta-se ao vivo em Trio
e com tango a acompanhar em alguns espectáculos. Na agenda
está uma primeira actuação em Trio, no dia 6 de Maio, no Parque Atlântico, Sítio da
Nazaré, às 21:00 (espectáculo integrado na 1ª Feira Nacional do Mar e das Artes). Uma
Actuação também em Trio mais uma dupla de Tango, é no dia 1 de Junho, em Évora,
Pavilhão do NERE, às 22:30h. No dia 27 de Junho o mestre da guitarra ruma a Andorra,
para apresentar um formato Workshop + Quarteto, um espectáculo integrado nas
Comemorações do Dia de Portugal. De regresso a Portugal, o recinto da Feira de
Artesanato do Estoril recebe um espectáculo em Trio, no dia 13 de Julho. Em função do
espectáculo, os músicos que acompanham António Chainho nesta mini-digressão são
Carlos Silva (Viola de Fado), Marco Rodrigues (voz), Isabel Noronha (voz), Carlos Silva
(Viola de Fado), Marco Rodrigues (voz) e Fernando Alvim (Viola de Fado). (21 de Maio)
Sativa: O Reggae
dos Portugueses
A 10 de Junho os SATIVA vão marcar presença no 1º aniversário da associação Arte Jah
Nasce actuando em Coimbra na Escola Sec. José Falcão. Sativa engloba um pouco de toda a
diversidade de sonoridades jamaicanas, desde o oldie ska, passando pelo roots reggae,
ragga e viajando também pelo universo do dub. Todas estas raízes (Jamaica, Africa, World
music) ajudam a caracterizar o som único da banda. O grupo é composto por Pedro
"Dubi" na Voz; Bro Pine na Guitarra e Voz secundária; "Masco" na
Guitarra; Pedro "Pulga" no Baixo; Sérgio Pires na Bateria e Voz secundária;
Gustavinho nos Teclados; Sister Gi na Voz secundária e "Manguela" na
Percussões. (20 de Maio)
Quarteto Sofia Ribeiro & Gui Ducignau: Ecletismo na Maia
Sofia Ribeiro, cantora portuguesa que tem vindo a acumular sucessos pelos palcos da Europa
e E.U.A., apresenta um novo e aliciante projecto com o contrabaixista e compositor Gui
Duvignau, licenciado em composição pela Berklee College of Music (Boston). Os dois
iniciaram a sua colaboração musical em Boston e contam agora com a participação de
João Salcedo no piano e Marcos Cavaleiro na bateria. O grupo interpreta originais, assim
como arranjos pessoais de temas diversos, passando por Zeca Afonso, Erykah Badu e Betty
Carter. Com Sofia Ribeiro voz, Gui Duvignau contrabaixo, João Salcedo
piano, Marcos Cavaleiro - bateria. Ao vivo, na Tertúlia Castelense, no Castelo da
Maia, dia 26 de Maio. (19 de Maio)
Masterclass de Violino
Barroco
O Centro Cultural de Belém e a orquestra barroca em residência, Divino Sospiro,
organizam uma masterclass de violino barroco e música de câmara (instrumentos originais)
dirigida por CHIARA BANCHINI, que decorrerá entre os dias 2 e 4 de Julho de 2007. O curso
é dirigido a estudantes de música e músicos profissionais na área da música antiga,
cordas e música de câmara. O tema é todo o repertório de música barroca até 1770. Os
candidatos devem apresentar-se com instrumentos barrocos apropriados ao tema da
masterclass. Os instrumentistas de corda devem ter os seus instrumentos montados com corda
de tripa com diapasão a 415Hz. Devem também ser portadores de um arco barroco.
Inscrições: até 22 de Junho. (18 de Maio)
A Naifa corta em
frente para Marrocos
A sexta edição do Festival Mawazine decorre entre 18 e 24 de maio. A programação, que
se desdobra por 5 espaços da capital marroquina, é constituída por um leque variado de
propostas musicais de todo o mundo. Para esta edição, a produção deu especial destaque
à música de expressão lusófona, convidando A NAIFA e ANTÓNIO CHAÍNHO como
representantes de Portugal. O espectáculo d'A Naifa terá lugar na sala Dar Mrini na zona
antiga de Rabat, um dos palcos habituais do festival. (17
de Maio)
O regresso do Festival
Trebilhadouro
De acordo com uma informação avançada pelas Crónicas da Terra, este ano estará de
regresso o Festival Internacional de Artes e Culturas do Trebilhadouro, uma aldeia situada
na Freguesia de Roge, concelho de Vale de Cambra, no distrito de Aveiro. As datas
anunciadas são de 27 a 30 de Julho, mas de acordo com a fonte, não se conhece o cartaz
mas sabe-se, avançam as Crónicas, que o projecto Quarto Minguante será um dos vários
grupos portugueses que comporão o cartaz. Fonte:
Crónicas da Terra (17 de Maio)
Monte Lunai: Concerto-Baile
em Mafra
Os Monte Lunai tocam no dia 19 de Maio pelas 16 horas no magnífico cenário das
escadarias do Convento e Basílica de Mafra. Depois da Quinta da Regaleira e do Castelo de
São Jorge, os Monte Lunai proporcionam mais um baile tradicional num local histórico e,
neste caso, de particular grandiosidade. O concerto está enquadrado nas "Festas da
Amizade" e a tarde promete ser plena de actividades. A par com outros monumentos
nacionais, o Convento e Basílica de Mafra foi nomeado para as "Sete Maravilhas de
Portugal". Numa iniciativa curiosa e de reconhecimento pelo valor histórico, os
munícipes são convidados a "abraçar" o Convento sob a forma de um cordão
humano. Será pelas 15.00 horas e logo de seguida, no mesmo local, começa o concerto dos
Monte Lunai. Concerto-Baile no dia 19 de Maio às 16.00 em Mafra, nas Escadarias do
Convento e Basílica de Mafra - entrada livre. (16 de
Maio)
Oficina permanente de Cante Alen |