
Jorge Palma
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Tavira
Verão em Tavira'04
De Julho a Setembro de 2004
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Durante o verão em Tavira vive-se a diversidade, através
de concertos, exposições, teatro, cinema, deporto e muito lazer. Um programa completo e
repleto de alternativas para muitos gostos. A acontecer desde julho até Setembro.
A principal aposta é na qualidade da programação, que abrange diversas actividades -
conjugadas e dedicadas a um público que já se foi habituando a uma oferta cultural
diversificada, a animar todo o Verão da cidade. Fique aqui com as nossas sugestões que
destacamos do programa "Verão em Tavira".
Música
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. . . . . . . . . . . . . . . Vera
Mantero Canta Caetano Veloso
A coreógrafa e bailarina Vera Mantero
acompanhada por Pedro Pinto na guitarra, canta Caetano Veloso, genial compositor, poeta e
cantor brasileiro. O uso da voz no trabalho não é recente, faz parte da sua visão de
"performer", usando todos os meios que o corpo necessita para se exprimir.
Sente-se muito próxima daquilo que a música, a poesia e a arte de Caetano Veloso
libertam: algo próximo do trágico e da generosidade, da dor e do amor, da morte e da
possibilidade. Este "concerto" foi criado em Setembro de 2000 para o evento
"Uma tarde de poesia" do Festival WAY em Lisboa, e tem sido apresentado em
várias cidades de Portugal, França, Bélgica e Alemanha.
31 de Julho - 22:00 horas
Convento do Carmo
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. . . . . . . João
Braga
Com Ana Sofia Varela e Joana
Amendoeira
"Já se disse que João Braga renovou o fado. A música não se limita a acompanhar o
poema, funde-se com ele, transfigura-o e cria novo sentido. Um homem insubmisso que
responde ao destino com a liberdade de quem canta o fado contra o fatalismo. Variável,
múltiplo, complexo - e com o prodigiosos domínio técnico sem o qual o resto nada
valeria. João Braga trouxe para o fado a grande poesia portuguesa de Alexandre
ONeil a David Mourão Ferreira, de Fernando Pessoa a Manuel Alegre. Uma noite com a
grande música de Portugal, um magnífico interprete, com duas vozes femininas a
acompanhá-lo.
4 de Agosto - 22:30 horas
Fábrica Balsense
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. . Danças Ocultas
Formado em Águeda no início da década de
90, o grupo "Danças Ocultas", deu um impulso vital à concertina, procurando a
renovação de um instrumento que já estava na lista das "espécies em vias de
extinção". Com os "Danças Ocultas" colaboraram músicos como Maria João
e Mário Laginha, Rui Júnior, Edu Miranda, entre outros. Nos últimos anos têm composto
para o Ballet Gulbenkian, nomeadamente para as novas coreografias de Paulo Ribeiro.
Lançaram recentemente o CD "Pulsar". O quarteto de concertinas é composto por
Artur Fernandes, Filipe Cal, Filipe Ricardo e Francisco Miguel. Aos "Danças
Ocultas" é reconhecido um estatuto do mais elevado nível musical. Não perca o
concerto.
7 de Agosto - 22.00 horas
Convento do Carmo
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. . . . . . . Rui Veloso
Rui Veloso é considerado um dos músicos mais
importantes e influentes do universo musical português e uma referência para as novas
gerações. O seu primeiro álbum, "Ar de Rock" foi um fenómeno nacional.
" Chico Fininho ", " Porto Côvo " a par com os recentes
"Jura" e " Todo o tempo do Mundo "tornar-se-iam rapidamente clássicos
da música portuguesa. Ao longo da sua carreira Rui Veloso tocou com várias figuras
lendárias, entre as quais B.B.King. Actuou recentemente na abertura do "Rock in
Rio" de Lisboa, ao lado de Gilberto Gil. É considerado o pai do rock português.
Este ano apresenta-se com um espectáculo um pouco diferente do habitual. Em registo
intimista e acústico Rui Veloso pretende revisitar temas dum imenso repertório, dando
vida e novo folêgo aos velhos clássicos "Nativa", "Sei de uma
camponesa" e "Porto Sentido" e tantos outros.
12 de Agosto - 22:30 horas
Fábrica Balsense
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. . . . . . . Jorge
Palma
Jorge Palma é um fenómeno da música
portuguesa, compositor e "cantor de culto", reúne à sua volta públicos de
várias gerações com os quais estabelece uma cumplicidade que apenas se tem com os
amigos, as coisa da vida. "Dá-me lume", o "Bairro do Amor", Deixa-me
rir" são temas inesquecíveis do seu repertório que quase todos conhecem e muitos
cantam. Depois do "Sindikato", integra em 1996 os "Rio Grande" ao lado
de Tim (Xutos &Pontapés), João Gil (Ala dos Namorados), Rui Veloso e Vitorino. Um
músico de formação clássica, que promete um grande concerto na Balsense, com muitas
histórias musicais para ouvir e cantar.
26 de Agosto - 22:30 horas
Fábrica Balsense
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. . . . . . . Jacinta
Aos 22 anos uma actuação de jazz vocal num
programa televisivo impulsionou a sua carreira. Dedicando-se ao estudo de música
clássica, em piano e composição ou liderando um grupo de rock sinfónico, foi no mundo
do jazz que a sua energia musical encontrou plena expressão. Viveu em Nova York onde
frequentou a Manhattan School of Music. Foi premiada com bolsa de estudos para
realização de Mestrado em Jazz Vocal, tendo participado em workshops com grandes nomes
do jazz contemporâneo, como Maria Schneider, Ed Neumeister, Mark Murphy, entre outros.
Começou a cantar profissionalmente em Nova Iorque, deslumbrando o público com o seu
estilo energético. Integra a editora de jazz internacional "Blue Note".
Detentora de uma voz forte e soberana, sentido rítmico, as suas improvisações de jazz
revelam uma cantora cheia de maturidade. Em Dezembro de 2003 realizou concertos no Rivoli
do Porto e CCB em Lisboa com lotações esgotadas.
21 de Agosto - 22:30 horas
Fábrica Balsense
Teatro
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. . . . . . . . . . . . . . . Auto
da Frequentada
Teatro de Rua
A Companhia de Teatro do Algarve ACTA
apresenta-nos numa proposta vicentina a surreal narrativa de uma mulher, Constança do
"Auto da Índia": a Frequentada. Pretende-se pelo recurso a textos de teatro
quinhentista, erguer metáforas que falem das nossas virtudes e defeitos, sempre de forma
divertida e criando cumplicidades com o público.
23 de Julho - 22:30 horas
Jardim do Coreto
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. . . . . . . "O
Mestre dos Aldrabões"
Teatro ao Largo
O Teatro ao Largo formou-se em 1994, tem sede
em Odemira e é considerado um dos principais grupos profissionais de teatro itinerante em
Portugal. "O Mestre dos Aldrabões", adaptação do conhecido clássico medieval
"La Farce de Maître Piérre Pathelin", é uma farsa hilariante e altamente
irreverente escrita no Sec.XV por um anónimo. As travessuras de um advogado empobrecido
às custas de um rival, um velhaco negociante... Espectáculo direccionado para público
de todas as idades.
1 de Agosto . 22:30 horas
Jardim do Coreto
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. . . . . . . Circolando
"Caixa Insólita"
Circo, dança, teatro, música....
Formada em 1999 a companhia "Circolando" participa num movimento que procura a
reinvenção do circo no cruzamento de diferentes linguagens artísticas, produzindo
espectáculos cheios de magia e sonho, dirigido a públicos de todas as idades.
"Caixa Insólita" teve a sua estreia no Centro Cultural de Belém em Março de
2000, e desde então foi apresentado por todo o País, no Reino Unido, Eslovénia, Holanda
e Espanha. Em Setembro de 2001 foi premiada como melhor produção nacional no âmbito do
Festival Imaginarius de Santa Maria da Feira.
28 de Agosto - 22:00 horas
Jardim do Coreto
Cinema
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V Mostra de Cinema Europeu
Nesta 5ª Mostra de Cinema Europeu de Tavira
pretendemos continuar a prestar a nossa homenagem anual à produção cinematográfica do
Velho Continente. Ao longo dos últimos meses, passo a passo, tentámos compor
cuidadosamente um programa coerente e representativo, capaz de cativar o nosso público
cada vez mais fiel. Os critérios utilizados são os mesmos de sempre: qualidade,
diversidade e acessibilidade, no sentido mais amplo da palavra. Um total de catorze
países europeus contribuíram na produção das onze obras a apresentar. Esperamos que o
nosso amor ao Cinema Europeu não passe despercebido e, de alguma forma, tenha o efeito
mais que merecido. Os vossos sorrisos continuam a ser o nosso objectivo principal!
16 a 25 de Julho - 22:00 horas
Convento do Carmo
Exposições
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. . . . . . . . . . . . . . . "A
preto e Branco"
A fotografia portuguesa (1850 1977)
A invenção da fotografia teve em Portugal
muitas repercussões sociais, científicas e artísticas, utilizado em cartões de visita,
registos médicos e policiais, álbuns de família, jornalismo, obviamente nas artes
plásticas como uma das razões da revolução modernista na transição dos séculos XIX
e XX. Da colecção do Centro Português de Fotografia/Ministério da Cultura fazem parte
muitos e valiosos registos de fotógrafos amadores e anónimos, mas também obras de
profissionais de várias épocas e estéticas. Nesta exposição em Tavira apresentam-se
os pioneiros, a fotografia colonial (Cunha de Moraes,
), o bucolismo, política e
sociedade (Aurélio da Paz dos Reis,
), a foto-arte e os salões (Carlos Relvas,
João Martins,
), o Estado Novo (Horácio Novaes,
), à margem do salonismo
(Castello Lopes, Calvet,
), a Revolução de Abril (Alfredo Cunha,
) e a Nova
Geração (Molder, Nozolino,
). Um percurso expositivo que começa em 1858 com um
daguerreótipo da Família Costa e se conclui nesta exposição com obras de Jorge Molder
(1974) e Paulo Nozolino (1976) uma foto de Andy Wharol em Londres.
2 de Julho a 11 de Setembro
Palácio da Galeria
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. . . . . . . "Alberto
Carneiro - Esculturas"
A obra escultórica de Alberto Carneiro tem a
sua matriz na tradição do trabalho em madeira do norte de Portugal, evoluindo sobretudo
na década de 60 para o experimentalismo da arte ecológica e da land art, a
da arte conceptual. As suas obras despertam evocações das nossas próprias paisagens,
colectivas e individuais, são incontornáveis para a análise da evolução da escultura
contemporânea portuguesa. Alberto Carneiro tem as suas raízes no mundo rural, nasceu em
Coronado entre Douro e Minho. Entre os 10 e os 21 anos trabalhou numa oficina de santeiro.
Formou-se em escultura da ESBAP e no Saint Martin School of Arts de Londres. Foi professor
da ESBAP e na Faculdade de Arquitectura do Porto. Em 1968 recebeu o Prémio Nacional de
Escultura e em 1971 publica Notas para um manifesto da arte ecológica. Em
1985 recebeu o Prémio Nacional de Artes Plásticas da AICA Associação
Internacional de Crítica de Artes. Participou como representante de Portugal nas Bienais
de Veneza (1976) e de S. Paulo (1977). Em 1991 o Centro de Arte Moderna e a Fundação de
Serralves organizaram a exposição antológica das suas obras de entre 1963 a 1990.
Nas margens de um rio (CCB 1993), as esculturas Sobre as
árvores para o Metropolitano de Lisboa (1996), Sobre o Mar para a Expo
98, a obra em granito nos jardins de Serralves, são testemunhos significativos de
um percurso de rigor e criatividade.
Até 11 de Setembro - 10:00 às
12:30 horas/ 16:00 às 19:30 horas
Palácio da Galeria
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. . . . . . . "Os
Navegadores" de António
Costa Pinheiro
A série de pinturas OS
NAVEGADORES representa um momento significativo na obra de Costa Pinheiro,
consolidando um imaginário e um olhar contemporâneo muito particular sobre as
navegações portuguesas dos séculos XV e XVI. A exposição é acompanhada por cerca de
quarenta desenhos, estudos preparatórios dos dez quadros que se apresentam. Sobre esta
exposição escreveu Bernardo Pinto de Almeida a longa obra plástica de Costa
Pinheiro será futuramente lembrada como uma das poucas, senão a única que, na segunda
metade do século XX português, ousou inscrever a dimensão da história portuguesa como
objecto inesperado de um imaginário próprio, singular e consequente. António
Costa Pinheiro nasceu em 1932 no Alentejo. Inconformado com as limitações impostas às
artes saiu do País na década de 50. Em Paris criou com Bertholo, Lourdes Castro,
Christo, Jan Voss, o grupo KWY que não se submete às ortodoxias em voga na década de
60. Através da série Os Reis, a mais emblemática, Citymobil
(1967-1975), O poeta Fernando Pessoa (F. Gulbenkian, 1978-1981), La
fenêtre de ma tête (1983-1989) e Os Navegadores, dão-nos no seu
conjunto uma preciosa informação sobre o percurso criativo de António Costa Pinheiro.
Uma parte significativa da sua obra está na posse de Instituições nacionais,
estrangeiras e de coleccionadores privados, patente também no Centro de Arte Moderna da
Fundação Calouste Gulbenkian.
Até 11 de Setembro - 10:00 às
12:30 horas/ 16:00 às 19:30 horas
Palácio da Galeria 
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