Lisboa
Dulce Pontes e Ennio Morricone
Ao vivo, em Monsanto
Lisboa, Auditório Keil do
Amaral (Monsanto)
Dia 28 de Junho de 2004, 21:30h
. . . . . . . . . . . . . . . .
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
. . . . . . . Aí está o encontro
ao vivo entre dois nomes grandes da música à escala mundial e que marcou o panorama
discográfico de 2003. Dulce Pontes e Ennio Morricone irão actuar juntos, no Parque de
Monsanto, dia 28 de Junho. A não perder.
Dulce Pontes é uma verdadeira embaixadora da cultura portuguesa. Uma voz
notável, aclamada por todo o mundo, que já gravou ou actuou com nomes como Carlos
Nuñez, Daniela Mercury, Cesária Évora ou Caetano Veloso. Uma intérprete de eleição
que atingiu uma popularidade e um reconhecimento insuspeitos, sobretudo para quem se
recorda das suas primeiras apresentações ao vivo, em programas de televisão e
espectáculos de teatro.
Quando, em 1991, venceu o Festival RTP da Canção com Lusitana
Paixão, e mais tarde conseguiu o 8º lugar na Eurovisão com a sua interpretação
apaixonada, percebeu-se que Dulce Pontes tinha voz e talento para ir muito mais longe. E,
ao longo de uma carreira que a tem visto vender milhares de discos, ver gravações suas
usadas em filmes de Hollywood, actuar nos mais prestigiados palcos de todo o mundo, Dulce
Pontes tem, ao longo de seis trabalhos de longa-duração que atravessaram fronteiras e
encantaram quem os ouviu, cumprido o seu sonho, justificado a confiança que muitos nela
depositaram.
Alguns chamaram-lhe a herdeira de Amália; mas, se Amália é insubstituível,
tal como ela, a voz de Dulce Pontes transcende géneros, categorias, gavetas, para se
tornar num bem precioso que a todos pertence e que, sendo de Portugal, pertence a todo o
mundo.
Ennio Morricone é um dos mais importantes compositores italianos de sempre. O
seu nome é sinónimo de cinema, visto que foi a criação de bandas-sonoras para filmes
que o celebrizou mundialmente, quando, em 1964, musicou Por um Punhado de
Dólares para o seu amigo Sergio Leone.
De então para cá, devem-se-lhe para cima de 400 trabalhos entre os quais
clássicos como Aconteceu no Oeste, Era uma Vez na América,
A Missão, Os Intocáveis ou Cinema Paraíso.
Ironicamente, o homem responsável por algumas das bandas-sonoras mais queridas de sempre
nunca recebeu um Oscar, apesar de ter sido nomeado por cinco vezes e de ser um dos
senão o - mais influentes compositores ainda hoje activos no idioma.
Nascido em 1928 e formado em música pelo Conservatório italiano de Santa
Cecilia (onde se especializou na trompete), o Maestro Morricone não produziu apenas
música para filmes, devendo-se-lhe igualmente um sem-número de trabalhos orquestrais e
sinfónicos.
Dulce Pontes e Ennio Morricone começaram por se cruzar em 1995 na banda-sonora
do filme Afirma Pereira, na qual Dulce interpretou o tema A Brisa do
Coração com música do Maestro Morricone.
Desse encontro nasceu o desejo confesso de concretizarem um álbum em conjunto,
sugerido pelas colaborações pontuais em apresentações ao vivo.
Esse velho sonho realizou-se finalmente em 2003 com a gravação de
Focus, onde a voz de Dulce Pontes entoa algumas das melodias mais
extraordinárias saídas da pena do Maestro Ennio Morricone, bem como algumas canções
propositadamente compostas para a sua voz.
E esse disco dá agora origem ao concerto, ao evento irrepetível que Lisboa vai
receber na noite de 28 de Junho: Ennio Morricone dirige Ennio Morricone, Dulce Pontes
canta Ennio Morricone, no palco do Anfiteatro Keil do Amaral.
Um espectáculo inesquecível onde Dulce Pontes interpretará o reportório de
Focus e o Maestro Ennio Morricone dirigirá a Roma Sinfonietta Orchestra numa
selecção de algumas das suas criações clássicas para cinema.