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Maria Ana Bobone

 

 


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Fonte das biografias
cotonete.iol.pt
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Lisboa
Fado com Palavra
João Braga e as suas conviadas
Lisboa, Teatro S. Luís, dia 18 de Fevereiro de 2004, 20:00h
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O Teatro S. Luis recebe, dia 18 de Fevereiro, um espectáculo de Fado com João Braga, Maria Ana Bobone e Ana Sofia Varela - que juntos se propõem a celebrar a poesia clássica, através da música popular portuguesa. Fado, palavra e espectáculo de intimismo.

João Braga canta fado há 37 anos - foi um dos pioneiros na introdução de novas sonoridades e instrumentos no Fado; Maria Ana Bobone é também uma das pioneiras entre as novas vozes femininas para o fado - grupo onde também integra Ana Sofia Varela, que editou o seu disco de estreia em 2003.

João Braga
O musicodependente
João Braga nasceu em Lisboa, em Alcântara, a 15 de Abril de 1945. Aos 19 anos apresenta-se ao vivo pela primeira vez como solista, no colégio onde estudava. Braga começa por cantar músicas de nomes célebres como Frank Sinatra, Elvis Presley ou Jacques Brell, entre muito outros. A sua passagem para o fado dá-se em 1963, muito por causa da sua paixão pela poesia.

Em Janeiro de 1967, é editado o seu primeiro trabalho, um EP de nome "É Tão Bom Cantar O Fado". Nos meses seguintes, são editados outros três EP's. O seu álbum de estreia segue-se, pouco tempo depois.

Em 1969, assina um contrato discográfico com a Philips, profissionalizando-se de vez. Dois anos depois co-organiza o primeiro Festival de Jazz em Portugal, o de Cascais. O evento conta com a participação de músicos de renome como Miles Davis, Dizzy Gillespie ou Thelonious Monk.

Além de fadista, João Braga, que se considera um "musicodependente" e um amante de arte, tem tido muitas outras actividades, especialmente na área da comunicação. Fez parte da equipa do semanário O Volante, em 1972, foi fundador do jornal Musicalíssimo, editor de O Século Ilustrado e colaborador das revistas Eles E Elas e Sucesso.

Nunca interrompendo a sua carreira, torna-se conhecido pela sua preocupação pelo desenvolvimento e pela inovação dos seus trabalhos, tendo gravado, até 1997, 25 álbuns. No seu currículo conta com actuações por todo o país e um pouco por todo o mundo (Londres, Nova Iorque ou Rio de Janeiro são apenas alguns exemplos). A sua cara é bem conhecida da televisão, tendo já participado em vários programas, nomeadamente os desportivos onde tem travado animados debates principalmente sobre futebol, defendendo sempre o seu Sporting.

A 22 de Maio de 1990 recebe, no Teatro São Luís, a Medalha de Mérito Cultural da Câmara Municipal de Lisboa, sendo o primeiro fadista a receber tal distinção. Nesse ano, grava ainda o seu primeiro CD, "Terra De Fados". No ano seguinte, edita "Canto De Mar E Mágoas".

Nos anos subsequentes, actua nas mais prestigiadas salas de espectáculo portuguesas, no Teatro São João no Porto em 1992, no Garcia de Resende em Évora em 93, e no Centro Cultural de Belém em Lisboa (onde o fado entrou pela primeira vez) em 1994. Em 1996, apresenta-se no Forte de São Julião da Barra por ocasião da cimeira da Organização de Segurança e Cooperação na Europa (OSCE).

O ano de 1997 fica marcado pela comemoração dos seus trinta anos de carreira, com um espectáculo de homenagem realizado no dia 30 de Janeiro no Teatro Tivoli, em Lisboa. No mês seguinte, é a vez da Câmara Municipal de Lisboa distinguir o fadista com um jantar no Palácio da Mitra.

Em 1999, no Rivoli do Porto, recebeu o Prémio de Carreira, atribuído pela Casa da Imprensa. Sobre si, Paulo Portas escreveu um dia: "João Braga é um clássico, porque os clássicos não passam de moda".

Maria Ana Bobone
A Senhora da Lapa

Natural da cidade do Porto, Maria Ana Bobone começou por dar provas do seu talento musical logo aos sete anos, idade com a qual entrou na escola de piano. Aos 12, a jovem ingressou no Conservatório Nacional, acabando por abraçar também, no final da adolescência, o canto, interpretando fado em concertos em Portugal e no estrangeiro.

Autora dos arranjos das suas composições e intérprete de música religiosa, como solista em vários coros, Maria Ana Bobone gravou pela primeira vez em 1993, voltando ao estúdio três anos depois. O registo seguinte da artista, "Senhora da Lapa", liga-se à procura do seu caminho musical, tendo sido composto a meias com João Paulo Esteves da Silva, que toca piano em todas as faixas do álbum. Outra das preseças ilustres neste disco é a do contrabaixista Carlos Bica.

Gravado numa catedral, cujo nome a Igreja Católica pediu que não fosse divulgado, "Senhora da Lapa" resulta da colaboração de Maria Ana Bobone e João Paulo Esteves da Silva com o convidado especial Peter Epstein, tendo sido gravado em 14 meses.

Para trás, ficaram "Luz Destino", que deu a conhecer ao público uma nova forma - mais barroca - de cantar o fado, sendo nomeado para os Globos de Ouro atribuídos pela SIC, e "Alma Nova", a estreia nas gravações desta licenciada em Comunicação Social e Cultural pela Universidade Nova de Lisboa.

O primeiro registo, datado de 1993, é uma experiência conjunta com Miguel Capucho e Rodrigo Costa Felix, onde a voz de Bobone interpreta os fados tradicionais do repertório de Amália Rodrigues.

Ana Sofia Varela
Fado com berço no alentejo

Nasceu em Lisboa, mas foi no Alentejo que descobriu a sua vocação. O fado. Ana Sofia Varela foi, desde muito cedo, viver para Serpa, no Alentejo. A terra onde teve contacto com a voz de Amália Rodrigues. Aos 14 anos, a jovem fadista participava em diversas Noites do Fado em escolas, colectividades, locais que, aos poucos, lhe deram a oportunidade de dar a conhecer o seu mérito.

O concurso "Selecção Nacional" da RTP, ou o Festival da Canção, de 1995, entre outros, foram alguns dos momentos que marcaram esta jovem no mundo do fado.

De regresso à terra natal, Lisboa, Ana Sofia Varela foi convidada pelo fadista Carlos Zel a cantar em casas de fado, um destino que levou-a a conhecer Mário Pacheco, com quem partilhou a música "da alma" em diversos países. Foi a partir de então que começou a fazer parte do Clube do Fado.

António Chainho foi outro dos nomes que convidou a jovem fadista a participar no álbum "A Guitarra e Outras Mulheres", ao lado de vozes como Teresa Salgueiro e Filipa Pais. Deste álbum resultou uma digressão europeia, que valeu a Ana Sofia Varela a possibilidade de trabalhar com Camané, Maria da Nazaré, ou Argentina Santos.

Outra das grandes figuras do fado que consta no currículo de Ana Sofia Varela é João Braga, que a convidou a estar em Nova Iorque na viragem de 1998 para 1999.

"Cem Anos de Fado", de 1999, regista dois temas da fadista, ano em que participou no espectáculo itenerante "De Sol a Lua - Flamenco e Fado", passando por Espanha, Holanda, Alemanha e Suíça. Momentos em que marcam uma ligação estreita com João Monge e João Gil, da Ala dos Namorados, bem como com Manuel Paulo.

E surge, assim, o primeiro álbum de Ana Sofia Varela. Com onze temas, o álbum conta com poemas de João Monge, Vasco Graça Moura e Amália Rodrigues, entre outros. Rui Veloso, Mário Pacheco, Carlos Gonçalves e Manuel Paulo também contribuem para este trabalho discográfico. "Ducados", com música de Manuel Paulo e participação especial de Pedro Jóia, é um dos temas principais de "Ana Sofia Varela", tais como "Lágrima" (de Amália Rodrigues e Carlos Gonçalves), "Quem Canta na MinhaVoz" (de João Monge e Rui Veloso), ou "Rosa Nocturna" (de Vasco Graça Moura e Mário Pacheco). Voltar ao Topo

 

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