Porto
PortÁfrica
Confluências da cultura africana
Porto, Biblioteca Almeida Garrett, de 8
a 12 de Outubro de 2003
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. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .Batuque, contadores de histórias, dança, cinema e gastronomia
são alguns dos muitos argumentos do programa da 3ª edição do PortÁfricas III
Encontro de Culturas Porto 2003 - a decorrer entre os dias 8 e 12 de Outubro, no Porto.
O PortÁfricas III Encontro de Culturas/Porto 2003, voltará a ter como
sede o Auditório da Biblioteca Municipal Almeida Garrett, no Porto, entre 8 e 12 de
Outubro. Esta terceira edição apresentará música, cinema (documental e ficção),
conferências, contadores de estórias, dança, uma exposição colectiva de artes
plásticas, gastronomia, música, stands, teatro e workshops descentralizados para as
escolas da freguesia de Ramalde.
A exposição de Artes Plásticas designada "Fronteiras Contestadas"
conta com trabalhos de jovens artistas africanos - assinalando a abertura do PortÁfricas
no dia 8 de Outubro, que contará com a presença de José Amaral Lopes, Secretário de
Estado da Cultura. O Evento finalizará com o lançamento oficial do ultimo romance
"Jaime Bunda e a morte do americano", de Pepetela. O escritor angolano estará
presente para a respectiva sessão de autógrafos.
No programa Musical, temos logo no dia 8 a voz da cabo-verdiana Maria
Alice - uma intérprete marcada pelas diversas tonalidades da sua voz e pela
emoção que consegue transmitir uma voz cristalina, sensual e intensa. Uma voz que
revela um estilo próprio e uma personalidade única no panorama da música cabo-verdeana.
Lágrima e Súplica é o seu mais recente CD, editado em 2002.
No dia seguinte, dia 9 de Outubro, lugar então à dança com o Ballett
Tradicional Kilandukilo - que foi fundado por jovens em 1984, em Angola, tendo
como linhas mestras a divulgação da arte africana em geral. Neste colectivo trabalham
com instrumentos tradicionais em conjunto com as mais variadas vertentes da dança
tradicional Angolana e da dança contemporânea africana.
No dia 10 de Outubro, volta a música, neste caso com as Batucadeiras
Voz dÁfrica - um grupo que surgiu em 1997 no Bairro das Marianas, com o
apoio da Câmara Municipal de Cascais. Contam já com várias actuações. O grupo é
formado por 23 mulheres cabo-verdianas da Ilha de Santiago, que não querem deixar
esquecer esta tradição musical e cultural. A dança do batuque é uma importante
manifestação artística e cultural da Ilha de Santiago, Cabo Verde. A dança é
acompanhada por um só instrumento, o pano tradicional de Cabo Verde, que é enrolado e
pressionado entre as pernas e tocado como um batuque. As mulheres tocam, dançam, mexendo
freneticamente as ancas e cantam, exprimindo louvor, critica e sátira sobre pessoas e
acontecimentos que marcam o seu dia a dia.
No mesmo dia, depois do batuque, sobe ao palco da Biblioteca Almeida Garrett, o
grupo Refilon - surgido sobretudo da necessidade de comunicar
musicalmente. O grupo utiliza uma linguagem que assente na cultura e nos ritmos
cabo-verdeanos em fusão com todo o conjunto de experiências vividas, emoções sentidas,
influências partilhadas: especial incidência nas demais sonoridades afro, nas arritmias
jazzísticas e na tranquilidade do blues, a cantar a mesma saudade de sempre: terra, mãe,
seca, tchuva na mar dcanal ... retorno de saudade. Neste colectivo jogam três
guitarras acústicas, três vozes (às vezes cinco, às vezes seis), baixo, bateria e
percussão, trazendo um repertório de originais.
No penúltimo dia do encontro, dia 11 de Outubro, temos então a participação
dos Djumbai Jazz - um grupo formado em 1998, em Portugal, os Djumbai Jazz
exploram uma das mais ricas culturas musicais do mundo, Mandinga (música Etno Urbana
Gumbe), através da música e da dança. Mestres Djumbai são artesão de
ritmos e melodias fluidas. O grupo é composto por voz , percussão, kora, guitarra
eléctrica e acústica e dança.
Como actividades complementarres, termos um Workshop de dança e percussão
africana intensivo, de 6 horas, e que terá lugar durante o fim de semana, 11 e 12 de
Outubro, das 10h às 13h, com entrada livre. Será realizado no auditório da Biblioteca
Almeida Garrett, uma iniciativa que estará a cargo do músico e bailarino guineense Maio
Coopé.
Maio Coopé é um artista que sempre procurou trabalhar a sua voz e o seu corpo
em harmonia com a percussão, numa simbiose perfeita entre o tradicional e a modernidade.
Maio Coopé, nos seus espectáculos, faz comédia musical com danças tipicamente
africanas, num estilo que varia do tradicional, do Gumbé e moderna. Actualmente, faz
parte do grupo de música e dança Djumbai Jazz.
O PortÁfricas seguirá também por Worshops nas Escolas - levando até aos
alunos contadores de histórias, workshops de dança e de música africana.