Lisboa
Cesária Évora
Ao vivo no Parque
de Monsanto
Lisboa, P.
Monanro (Auditório Keil do Amaral), dia 18 de Julho de 2003
Madeira, Raizes do Atlântico, dia 20 de Julho de 2003
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. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .Cesária Évora é uma das apostas do programa
cultural de revitalização do Parque de Monsanto. Por isso, no dia 18 de Julho, a
"Diva dos Pés Descalços" actuará no Auditório Keil do Amaral, a propósito
da iniciativa "Monsanto é Pura Diversão".
Cesária Évora quase que dispensa apresentações entre o público
português, sendo por muitos considerada como a mais importante representante da música
de Cabo Verde.
Saída de um inquietante anonimato e levada ao estrelato pela
aposta editorial francesa, Cesária conquistou o mundo artístico internacional, elevando
as mornas - temas nostálgicos e quotidianos - ao mesmo estatuto que o fado português
também vem conquistando por esse mundo fora.
Muitos dos temas cantados por Cesária resultam de uma aprendizagem
quotidiana, tocados e cantados de copo na mão - fazendo parte do imaginário popular
urbano de Cabo Verde. Em alguns casos recentes, têm curiosamente emergido do anonimato os
autores de alguns desses temas - precisamente a reclamar direitos, que outrora nunca foram
verdadeiramente reconhecidos como tal. No caso de Cesária, que canta várias peças
partilhadas nesses ambientes, viu-se mesmo obrigada a retirar discos do mercado por ordem
judicial.
Mas direitos à parte, há um estatuto especial que ninguém lhe
tira; Cesária Évora transformou a música de Cabo Verde, sobretudo por deixa-la quase
como ela era e sempre foi. Sentida e profunda, ao mesmo tempo que mundana e perdida de
saudade. 