Faro
Ciclo Outras
Músicas no Lethes
Músicas alternativas mais a sul
Faro, Teatro Lethes, de
1 de Fevereiro a 1 de Março de 2003, às 21:30h
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. . . . . . . . . .Ao todo são
cinco sábados de músicas alternativas com os Vá-de-Viró, os Trovadores da Lua Nova,
At-Tambur, VIOLInoACORDEÃO e Camalão Azul. Outras músicas para ouvir no Teatro Lethes,
no Algarve, entre 1 de Fevereiro e 1 de Março.
A Associação Cultural Música XXI irá produzir o Cilclo "Outras Músicas
no Lethes", organizado pela Câmara Minicipal de Faro, que aposta em levar ao palco
maior da cidade de Faro -durante cinco sábados - vários projectos relacionados com as
músicas tradicionais, todos eles com abordagens bastante distintas.
O programa arranca a 1 de Fevereiro com os Vá-de-Viró, uma formação de
música de Câmara, cujo repertório divide-se entre originais e temas tradicionais
portugueses - um grupo formado a partir de músicos do Conservatório de Faro.
No fim de semana seguinte, dia 8 de Fevereiro, é a vez dos Trovadores da Lua
Nova subirem ao palco do Lethes, um grupo de canções originais do repertório popular
urbano, com base nas influências provenientes da música popular portuguesa.
Uma semana depois, dia 15, é a vez dos At-Tambur irem até ao Algarve,
apresentando ao vivo um espectáculo, já depois de concluídas as gravações do seu
primeiro CD de estreia - oportunidade, por isso, para ouvir algumas novidades do novo
trabalho, a editar no início deste ano.
No Sábado, dia 22, o Lethes recebe o Duo VIOLInoACORDEÃO (João Pedro Cunha e
Gonçalo Pescada) - um grupo formado por um violino e um acordeão e que interpreta temas
que vão deste peças de Bach a Piazzola.
A finalizar este ciclo dedicados às outras músicas, teremos então o Camaleão
Azul - formado pelos músicos Tó viegas e Viviane, ambos do grupo "Entre
Aspas", uma ideia que pretende criar um diálogo entre a música e a poesia nascida
no algarve.
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Sábado, dia 1 de Fevereiro, 21:30h
Vá-de-Viró
Agrupamento de Câmara,
constituído por 10 elementos. Assume-se como um grupo que interpreta música
contemporânea de inspiração étnica. Foi fundado em Abril de 1992 por sugestão de um
grupo de alunos do Conservatório Regional do Algarve, o qual contou com a colaboração
do Prof. Paulo Cunha que, desde então, é o seu coordenador artístico e director
musical. Realizou vários concertos em Portugal, bem como no Canadá e Alemanha. Gravou um
CD "Escale au Portugal" em Agosto de 1994 para a editora francesa PlayaSound , o
qual continua a ser vendido em quase todo o mundo e tem merecido críticas positivas da
parte da imprensa especializada. Em Maio de 1998 editou o seu segundo trabalho
discográfico intitulado "Vivências", com 14 temas tradicionais de Portugal
continental, a maioria dos quais inéditos em termos de gravação. Em Dezembro de 2000 a
Associação Cultural Música XXI edita o terceiro C.D. do grupo, intitulado Outras
Músicas que viria a ser distribuído pela editora/distribuidora
Strauss. Trabalho que tem merecido o reconhecimento da crítica e do público.
Como corolário dos seus dez anos de actividade o grupo teve em 2001 um ano pleno de
concertos por todo o Portugal. É um grupo acústico que liga instrumentos ditos
clássicos com instrumentos de raiz tradicional. Um dos seus principais objectivos é a
criação e divulgação da actual música composta sobre influência e inspiração
étnica. 
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Sábado, dia 8 de Fevereiro,
21:30h
Trovadores da Lua Nova
Canções originais do
repertório popular urbano, com base nas influências provenientes da música popular
portuguesa desde as suas origens à música da criolagem da cultura portuguesa da
expansão. As canções são esplanadas sequencialmente segundo um modelo estabelecido
como se duma viagem se tratasse a viagem realizada pelo conjunto de episódios
culturais que se manifestam através da evolução da expressão poético-musical, dos
povos do extremo ocidente e sul mais periférico da Europa. A herança musical céltica
é, pela sua importância nas raízes da civilização europeia e pelo impacto nas
tradições rítmicas e interpretativas do ocidente peninsular, tomada como ponto de
partida, ou seja, como património inicialmente carregado para o exercício da viagem. (O
material de origem árabe é intencionalmente reservado para uma outra e próxima
abordagem). Ao mesmo tempo, esta herança musical é também tomada como símbolo de uma
presença ancestral, que o desenvolvimento cultural das sociedades humanas foi
transportando do interior para o litoral e, paralelamente, da ruralidade para o
cosmopolitismo. Assim o início da viagem encerra já em si o gérmen de uma viagem maior
e essencial, que é a da própria humanidade através de si própria e dos tempos. É o
princípio universal da viagem, que a expansão marítima portuguesa em seu tempo
interpretou e assumiu, que permite esse encontro com exercícios étnicos e atitudes
musicais diferentes, nomeadamente as de origem africana que só na segunda metade do
século XX viriam a ser institucionalmente aceites como parte genuína da produção
cultural. Esta incontornável mestiçagem musical é o resultado inevitável do regresso
dos crioulos e, no caso particular do sul de Portugal como no de outras culturas
meridionais, do quiçá tardio preenchimento de um vazio que permitiria interpretar o
actual momento criativo, como um retorno das energias um dia despendidas pelos mares e
pelas praias do mundo em vontade e imaginação, para que o mundo fosse todo um, e, como
frequentemente ocorre nos dias de hoje, a música fosse em conclusão toda numa só,
independentemente do ponto do globo em que seja produzida. 
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Sábado, dia 15 de Fevereiro, 21:30h
At-Tambur
Com o primeiro CD a editar no
início de 2003, os At-Tambur completam assim um primeiro ciclo na sua revisão musical do
mundo, neste caso apostando nas melodias e nas suas diversões rítmicas - construídas
sobre cenários musicais da tradição, sobretudo europeia. O grupo junta violino,
bateria, sanfona, guitarra acústica, flautas de bisel, voz e concertina para a criação
destes imaginários reais, alguns originais e outros de recolha. Não é música
tradicional, porque ela não existe. Vem sendo reiventada. O grupo foi formado em 1999,
tendo-se dedicado inicialmente à animação bailes de danças tradicionais europeias
onde o público pode dançar ao ritmo da música ao vivo, aprendendo e ensaiando
passos de vários estilos tradicionais. Um pouco mais tarde criou um repertório dedicado
a concertos e passou a contar com várias vozes convidadas. No repertório incluem-se
temas tradicionais portugueses e outros temas tradicionais europeus a par de
algumas peças de autor. Desde o início da sua actividade, o At-Tambur já deu várias
dezenas de concertos, com actuações em vários pontos do país. Entre esses, é de
destacar a sua participação no Festival Atlântico na Madeira, concerto esse transmitido
pela RTP Internacional; bem como um concerto transmitido em directo pela RDP Antena
1. 
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Sábado, dia 1 de Março, 21:30h
Camaleão Azul
Irá apresentar em digressão
nacional o álbum o sul. Será brevemente editado pela editora algarvia zipmix
records. Este trabalho nasceu de uma ideia de fernando cabrita e do projecto camaleão
azul formado pelos músicos tó viegas e viviane, ambos elementos do grupo entre aspas,
pretendendo criar um diálogo entre a música e a poesia nascida no algarve. A obra
poética é de fernando cabrita, nascido em olhão onde reside e exerce advocacia e conta
já com diversos títulos publicados. Os poemas musicados foram escolhidos e extraídos do
seu mais recente livro intitulado o sul, o qual deu nome ao álbum. O
resultado é uma série de canções originais onde se misturam novas sonoridades com
outras de raiz mais tradicional e acústica e onde os poemas tomam novos sentidos e
despertam novas sensações. Este CD foi gravado durante o verão de 2002 e contou com a
participação de vários músicos algarvios (moçoilas, gonçalo
pescada, paulo cunha, telmo o marroquino, eduardo
ramos, entre outros). Na base deste trabalho foi preparado um espectáculo
dimensionado para pequenos e médios espaços que irá contar com a participação de mais
três elementos para além dos músicos, tó viegas e viviane. Terá também uma
componente de vídeo que acompanhará e complementará todo o concerto. 