Funchal
Vamos Bailar!
Festival Raízes do Atlântico
Funchal, dias 25, 26 e 27 de Julho de 2002
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. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .Os bailes de danças tradicionais são o mote
para o Festival Raízes do Atlântico deste ano. Duas referências incontornáveis da
Música da Madeira, os Xarabanda e os Encontros da Eira, actuarão ao lado de duas
formações convidadas: At-Tambur e Uxu Kalhus (Os Chocalhos). De 25 a 27 de Julho.
Todos os anos o Festival Raízes do Atlântico promove as músicas
tradicionais na Região Autónoma da Madeira. Este ano, são as danças tradicionais,
portuguesas e europeias, que vão estar no centro das atenções com a participação dos
At-Tambur e os Chocalhos, grupos que têm colaborado num forte movimento em Portugal,
criado à volta das danças tradicionais de roda e de pares - algo que surgiu há cerca de
sete anos, quando se fundava por essa altura a associação Pedexumbo. Com ela surgia do
Andanças, um Festival Internacional de uma semana, dedicado a aprender e praticar todo o
tipo de Danças Populares.
Ao lado destes convidados, actuarão duas incontornáveis
referências da Música da Madeira, os Xarabanda e os Encontros da Eira - dois grupos com
muitas histórias para contar no que respeita à promoção das tradições do
arquipélago.
O Festival "Raízes do Atlântico" é uma iniciativa da
Associação de Música Tradicional da Madeira, sob os apoios da Direcção Regional dos
Assuntos Culturais e da RTP-Madeira que, para além de assegurar a transmissão em
diferido, inseriu o festival nas celebrações do seu aniversário.
A par dos concertos, que acontecerão nos dias 26 e 27 Julho -
respectivamente com At-Tambur e Xarabanda no primeiro dia e Os Chocalhos e Encontros da
Eira no segundo - irão acontecer vários workshops/animações de rua à volta das
tradições europeias e portuguesas. O At-Tambur irá animar workshops de danças
tradicionais Europeias, a Associação Pedexumbo irá promover workshops de danças
portuguesas e, claro, as danças tradicionais da Madeira irão estar também em grande
destaque, animadas pela "Memórias de um Povo".
Nestes workshops e nos concertos, irão ser percorridos vários
estilos, comuns em muitos pontos da europa: Mazurcas, Polkas, jigs, Muineiras, Scottish,
An-dro, Bourrees..., e outros tantos portugueses como as Chotiças, os Viras, as Xotas e
as Valsas.
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Dia 26 de Julho, 21:30h
At-Tambur
O Grupo At-Tambur
propõe a fusão entre várias sensibilidades culturais, obtidas a partir de uma
expressão musical própria, onde explora do som de várias culturas e diferentes épocas,
apresentando-se como um projecto sem fronteiras temporais nem limitações ditadas pelas
tradições associadas aos instrumentos utilizados. O projecto recorre a instrumentos
ligados às sonoridades tradicionais europeias (Violino, Bodhràn, Concertina, Gaitas de
Foles, Sanfona, Guitarra, Bouzuki, Flautas, percussões variadas), mas a música é
articulada com um sentido provocador e diferente. Este trabalho de fusão propõe uma
leitura muito própria da tradição - algo que se reinventa à luz de uma vontade
própria e com uma vida pela frente (Workshop de danças tradicionais na Praça do Carmo
nos dias 25, 26 e 27 às 15.00 horas). 
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Dia 26 de Julho, 21:30h
Xarabanda
Os Xarabanda
apareceram em 1981, sob o nome de Algozes - estando nessa altura conscientes da situação
quase irrecuperável de espécimes do património musical madeirense - propuseram-se a uma
missão obrigatória. O grupo passou os 8 anos seguintes a promover por toda a Madeira e
também fora dela as tradições musicais madeirenses, mesmo que em muitos casos,
deparassem com muita resistência e indiferença face ao seu trabalho. Assim, só em 1989
conseguiram lançar o seu primeiro disco, Tocares e cantares tradicionais da
Madeira que numa edição de autor, marcava igualmente a mudança de nome para
Xarabanda. A década de 90 é a mais profícua para o grupo, tendo sido editados mais dois
trabalhos discográficos (Longe da vista me vai 1994 e
Sete dúzias de mentiras, em 1997). O grupo transformou-se também numa
associação cultural e deu início a outros projectos exemplares, como sejam a
Revista Xarabanda que sai semestralmente, editou colecções de postais com
conteúdos tradicionais madeirenses; participou e criou o primeiro grande festival de
música tradicional na Madeira, o Ao encontro da música popular que
organizado desde 1994, deu lugar ao Raízes do Atlântico em 1999. 
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Dia 27 de Julho, 21:30h
Uxu Kalhus (Os
Chocalhos)
As dinâmicas
endiabradas, as composições arrojadas, os arranjos viscerais e uma postura irreverente
aracterizam este grupo ainda em busca de uma identidade e de um som transcendental, que
não olha a meios nem a instrumentos para atingir um fim: o baile, o arraial, o bailarico,
a festa, o movimento sem limites e a completa fusão com os dançantes e andarilhos. O
material sonoro é trabalhado para fazer voar os pés e bater os corações, para
contagiar os corpos com as vibrações emanadas de um palco que se quer dissolver no meio
do baile, para se dançar em grupo ou a pares a nossa cultura e as muitas outras culturas;
porque a cultura é participar mais do que contemplar; é intervir mais do que escutar; é
para se descobrir mais do para se deixar invadir; é para se gostar naturalmente sem ter
que aprender ou apreender ou forçar a gostar, só porque é cultura. As danças e os sons
de Portugal e da Europa são um património inestimável de todos nós que Uxu Kalhus
querem devolver aos seus donos legítimos: toda a gente. 
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Dia 27 de Julho, 21:30h
Encontros da
Eira
O grupo Encontros
da Eira, fundado em 21 de Março do ano de 1997, conquistou um espaço próprio na música
tradicional, sendo, sem dúvida, grande refrência no roteiro etnomusiólogico da Região
Autónoma da Madeira. O sucesso alcançado com o primeiro registo em CD "Retalhos de
Tradiçao" é a demonstração plena do trabalho meritório desenvolvido. Não há
memória no panorama discográfico madeirense que um grupo musical conseguisse, em dois
meses e meio, esgotar uma edição de mil exemplares, nem tão pouco todos os sucessos que
se seguiram, e que projectaram o nome e a cultura da Madeira, para muitas outras paragens.
