Viseu
Tristes Europeus
Jouissez Sans Entraves
Teatro Viriato, Dias 13, 14 e 15 de
Dezembro de 2001Danças
Ocultas e a Companhia Paulo Ribeiro levam a cena no teatro Viriato, em Viseu, o
Espectáculo de Dança "Tristes Europeus, Jouissez Sans Entraves" - um encontro
de várias Europas em Viseu. Para ver e ouvir, nos dias 13, 14 e 15 de Dezembro.
"Tristes Europeus, Jouissez Sans Entraves" é um
encontro de várias pessoas de várias Europas em Viseu. Todos trouxeram histórias
diferentes, passados distintos, realidades e expectativas que no exílio se reafirmaram ou
diluíram.
"Todos eles falam com o corpo, todos eles respiram pela pele e sonham
diluir-se em seres universais capazes de tudo apreender e compreender". É assim como
se apresenta o espectáculo da Companhia Paulo Ribeiro, que conta com a participação ao
vivo dos Danças Ocultas - a música que serve de suporte para uma coreografia original de
Paulo Ribeiro, e que conta com Caroline Cornélis, Leonor Keil, Marta Silva, Susana
Queiroz, Jeroen Baeyens, Romulus Neagu, Wolfgang Maas.
Danças Ocultas, um quarteto de concertinas, emprestam a este espectáculo
várias composições originais, retiradas dos seus dois discos "Danças
Ocultas" e "Ar". Trata-se de um grupo que conta com quatro músicos, que
elegeram a concertina como elemento fundamental da sua criatividade: Artur Fernandes,
Filipe Cal, Filipe Ricardo e Francisco Miguel construiram um repertório feito de e para
estes magníficos instrumentos.
Paulo Ribeiro fundou em 1995 a "companhia Paulo Ribeiro", subsidiada
pelo Ministério da Cultura, para a qual tem vindo a criar coreografias para um elenco
fixo, tais como: «Sábado 2», «Rumor de Deuses», «Azul Esmeralda», «Memórias de
Pedra - Tempo Caído» e «Ao Vivo». Com o surgir desta companhia em nome próprio, Paulo
Ribeiro pôde desenvolver a sua própria linguagem, afirmando com maior solidez a sua
assinatura enquanto coreógrafo, o que lhe mereceu alguns prémios, nomeadamente com a
peça «Rumor de Deuses» (1996), a qual foi destacada com os prémios de «Circulação
Nacional» atribuído pelo Instituto Português do Bailado e da Dança» e «Circulação
Internacional» atribuído pelo Centro Cultural de Courtrai, ambos inseridos no âmbito do
concurso «Mudanças 96»; e ainda os seguintes prémios atribuídos nos «V Rencontres
Chorégraphiques Internationales de Seine Saint-Denis - 1996»: «Prix d'auteur»
atribuído pelo Conseil Général de la Seine Saint-Denis (França); «New Choreography
Award» atribuído pelo Bonnie Bird Fund - Laban Centre; «Prix d'Interprétation
Collective» atribuído pela ADAMI (França).
O grupo "Danças Ocultas" começou em 1989, sob o nome de
Quarteto de Concertinas, a tocar transcrições de partituras clássicas
(abertura Aida de Verdi e Aria na corda Sol da Suite em ReM de
Bach) e de música popular de outros países (Itália, Brasil), por inexistência de
repertório escrito para Concertina.
Quando Artur Fernandes foi estudar Composição na Universidade de Aveiro,
começou a compor para o Quarteto de Concertinas, evitando a tradição
folclórica do instrumento e tentando procurar as vontades naturais do instrumento.
Em 1993 Gabriel Gomes (acordionista dos Madredeus), conheceu este trabalho e
mostrou-se interessado em produzi-lo artisticamente com vista a gravar o primeiro CD. A
gravação ocorreu em 1994 e a edição em 1996 pela EMI-Valentim de Carvalho. O nome
deste primeiro trabalho, Danças Ocultas, foi também adoptado para nome do
próprio grupo. Em 1998, foi editado o secundo disco "Ar".
Danças Ocultas procura uma música nova para um instrumento velho.
Apesar de algumas limitações técnicas do instrumento, a preocupação recai, sobretudo,
nas potencialidades da Concertina. Por outro lado, toda a família dos acordeões está
associada a solistas virtuosos; Danças Ocultas prefere explorar o lado
expressivo do instrumento e consequentemente comunicar através da emoção colectiva. 