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Programa |
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Abril
2005
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| Odemira |
| 25 |
Abril |
Orq. Mujeres Tanger (Marrocos) |
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Junho 2005
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| Lisboa |
| 7-25 |
Junho |
Paolo Grimaldi (Itália) |
| 18 |
Junho |
Roberto Barni (Itália) |
|
| Ponte de Sor
|
| 11 |
Junho |
Terrakota (Angola - Portugal) |
| 17 |
Junho |
Acquaragia Drom (música cigana) |
| 17 |
Junho |
Expo SSSL |
| 25 |
Junho |
José Luís Rodriguez, Nour Eddine, Jamal Ouassini |
|
| Stª Maria da
Feira (Imaginarius) |
| 16 |
Junho |
Oliviero Toscani (Itália) |
| 16 |
Junho |
Arcipelago Circo Teatro (Itália/Quénia) |
| 16 |
Junho |
Leo Bassi (Espanha/Itália) |
| 16 |
Junho |
Osama El Massry (Egipto) |
| 16 |
Junho |
Tosta Mista (Alemanha/Portugal) |
| 16 |
Junho |
Les Passagers (França) |
| 17 |
Junho |
Arcipelago Circo Teatro (Itália/Quénia) |
| 17 |
Junho |
Leo Bassi (Espanha/Itália) |
| 17 |
Junho |
Chico Simões (Brasil) |
| 17 |
Junho |
Osama El Masry (Egipto) |
| 17 |
Junho |
Tosta Mista (Alemanha/Portugal) |
| 17 |
Junho |
Les Passagers (França) |
| 17 |
Junho |
Vacas de Fogo de Lousada |
| 17 |
Junho |
A Festa das Farchie (Chieti, Itália) |
| 17 |
Junho |
Bombos Amigos de Caide de Rei |
| 17 |
Junho |
Xarxa Teatre (Espanha) |
| 17 |
Junho |
Mascletà (Espanha) |
| 18 |
Junho |
Les Passagers (França) |
| 18 |
Junho |
Leo Bassi (Espanha/Itália) |
| 18 |
Junho |
Chico Simões (Brasil) |
| 18 |
Junho |
Osama El Masry (Egipto) |
| 18 |
Junho |
Tosta Mista (Alemanha/Portugal) |
| 18 |
Junho |
Mummers and Bódhrans (Irlanda) |
| 18 |
Junho |
Festa dei Gigli (Nola, Itália) |
| 18 |
Junho |
Tambores de Calanda (Espanha) |
| 18 |
Junho |
Falcons de Vilafranca (Espanha) |
| 18 |
Junho |
Los Trabucaires (Espanha) |
| 18 |
Junho |
La Fura dels Baus (Espanha) |
| 18 |
Junho |
Acquaragia Drom (Itália) |
| 19 |
Junho |
Arcipelago Circo Teatro (Itália/Quénia) |
| 19 |
Junho |
Leo Bassi (Itália/Espanha) |
| 19 |
Junho |
Chico Simões (Brasil) |
| 19 |
Junho |
Teatro Regional da Serra de Montemuro |
| 19 |
Junho |
Osama El Masry (Egipto) |
| 19 |
Junho |
Tosta Mista (Alemanha/Portugal) |
| 19 |
Junho |
El Gran Maximiliano (Espanha) |
| 19 |
Junho |
Boni (Espanha) |
| 19 |
Junho |
Los Galindos (Espanha) |
|
| Stª Maria da
Feira (Festa Europeia Música)
|
| 20 |
Junho |
Terrakota (Angola - Portugal) |
| 20 |
Junho |
Bizantina (Itália) |
| 20 |
Junho |
Rão Kyao |
| 21 |
Junho |
Glen Etive (Itália) |
| 21 |
Junho |
Jovenes Flamenkos de Granada (Espanha) |
|
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Julho 2005
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|
| Oeiras
|
| 1 |
Julho |
Ensemble Terra d'Otranto (Itália) |
| 8 |
Julho |
Les Boukakes (Argélia-França) |
| 15 |
Julho |
Funk Off (Itália) |
| 22 |
Julho |
Gustafì (Croatia) |
| 29 |
Julho |
Tcheka (Cabo Verde) |
|
| Ponte de Sor
|
| 3 |
Julho |
Ensemble Terra d'Otranto (Itália) |
| 7 |
Julho |
Rão Kyao, Argentina, Riccardo Tesi, Orquestra
Harmónicas de Ponte de Sor |
| 9 |
Julho |
Los Galindos, Tosta Mista |
| 10 |
Julho |
Pedro Tochas |
| 16 |
Julho |
Funk Off (Itália) |
| 23 |
Julho |
Nakaira (Sicília-Grécia) |
| 29 |
Julho |
Nafra (Malta) |
|
| Odemira
|
| 8 |
Julho |
Rão Kyao, Argentina, Coro Milfontes,
Riccardo Tesi |
| 16 |
Julho |
Bana (Cabo Verde) |
| 17 |
Julho |
Funk Off (Itália) |
| 22-31 |
Julho |
Expo SSSL |
|
| Vila Real de Stº
António |
| 9 |
Julho |
Les Boukakes (Argélia-França) |
| 23 |
Julho |
Gustafì (Croatia) |
| 30 |
Julho |
Tcheka (Cabo Verde) |
|
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Agosto 2005
. . . . . . . . . . . . . . . . .
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . |
|
| Vila Real de Stº
António |
| 7 |
Agosto |
Luigi Cinque, El Choro, Ganhões, Mara Aranda, Efrén
López |
| 13 |
Agosto |
José Luís Rodriguez, Nour Eddine, Jamal Ouassini |
|
| Odemira
|
| 10 |
Agosto |
José Luís Rodriguez, Nour Eddine,
Jamal Ouassini |
|
| Ponte de Sor
|
| 13 |
Agosto |
Lombarda (Granada, Andaluzia) |
|
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Setembro 2005
. . . . . . . . . . . . . . . . .
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . |
|
| Ponte de Sor
|
| 3 |
Setembro |
Lura (Cabo Verde) |
| 9 |
Setembro |
Riccardo Tesi e Banditaliana (Itália) |
| 10 |
Setembro |
Luigi Cinque, El Choro, Mara Aranda,
Efrén López, Orquestra Harmónicas |
| 17 |
Setembro |
Argentina (Andaluzia) |
|
| Castro Verde
|
| 8-18 |
Setembro |
Expo SSSL |
| 8 |
Setembro |
Rão Kyao, Argentina, Ganhões,
Riccardo Tesi |
| 9 |
Setembro |
Luigi Cinque, El Choro, Ganhões,
Mara Aranda, Efrén López |
| 10 |
Setembro |
Riccardo Tesi, Banditaliana (Itália) |
| 10 |
Setembro |
Tenores di Bitti (Sardenha, Itália) |
|
| Vila Real de Stº
António |
| 23 |
Setembro |
Expo SSSL |
|
Digressão
Festival Sete Sois Sete Luas
A música e o teatro das ruas
De 11 de Junho a 23 de Setembro 2005
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O Festival Sete Sóis Sete Luas, nascido em
1993, é um projecto promovido por uma Rede Cultural de cerca de 30 cidades de sete
países: Cabo Verde, Espanha, França, Grécia, Itália, Marrocos, Portugal. Música e
Teatro de rua, de 11 de Junho a 23 de Setembro.
Sete Sóis Sete Luas, em 2005 na sua décima terceira edição, aposta nos sectores da
música popular, etnica e tradicional, do teatro de rua, das artes plásticas, conseguindo
envolver nas suas actividades grandes figuras da cultura europeia e mediterrânea.
Após experiências pontuais de produção teatral nos últimos anos, as produções
próprias nas áreas da música, fotografia e texto, criadas em residências artísticas,
são a novidade desta 13.ª edição, a registar em CD e vídeo, salientou o director
artístico, Marco Abbondanza. São três produções musicais. O compositor e flautista
Rão Kyao lidera uma, com a cantora de flamenco Argentina, o coro de Vila Nova de
Milfontes e o acordeonista italiano Ricardo Tesi. Uma outra reúne o guitarrista de
flamenco José Luis Rodriguez, o também guitarrista português Marco Reis e os músicos
marroquinos Nour Eddini e Jamal Ouassini. Na terceira, dirigida pelo compositor italiano
Luigi Cinque, participam o coro Ganhões de Castro Verde e os valencianos Mara Aranda
(cantora de flamenco), Efrén López (orquestrador) e El Choro (bailarino).
Estas integram, nomeadamente, o programa do segmento italiano (abre a 5 de Julho em Roma e
Lecce e a 9 em Pontedera, sede do festival, abrangendo mais localidades toscanas), em que
participam, entre outros, Aldina Duarte, Bana e o grupo Adiafa. O conjunto de iniciativas,
até Novembro, passa, em Portugal, também por Santa Maria da Feira (Imaginarius, festival
de teatro de rua, nos próximos dias 16 a 19; a 20 e 21, participação na Festa Europeia
da Música), Vila Real de Santo António, Oeiras, Odemira e Castro Verde.
Quanto a exposições, duas são itinerantes "SSSL" exibe fotografias,
reportagens e outros textos, sobre ambientes e identidades do Mediterrâneo, trabalhos do
fotógrafo Fausto Giaccone e do escritor José Luís Peixoto, entre muitos outros;
"Hardware + Software = Burros" é uma exposição-instalação, a partir de
imagens de burros recolhidas em Trás-os-Montes pelo fotógrafo italiano Oliviero Toscani.
Em Lisboa há outras duas, de artes plásticas: "De-cuor-azioni", pintura
onírica de Paolo Grimaldi, inspirada nos mestres clássicos italianos (Museu da
Água/Estação Elevatória a Vapor dos Barbadinhos, até dia 25); "Passi e
Paesaggi" (passos e paisagens), integrada na Lisboarte, pintura e escultura de
Roberto Barni (a inaugurar dia 18 na Galeria Luís Serpa). (Fonte: Diário de Notícias)
Espectáculos
Musicais
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17 Junho - Ponte de Sor
18 Junho - Santa Maria da Feira
Aquaragia Drom
Um pouco de sangue
cigano nas veias e tantos casamentos e festas em digressão pela Europa: os bailes e os
cantos dos "Carpazi" e das comunidades vindas da Europa de Leste, os tammurriate
dos Sinti do Vesúvio e as canções dos parentes Rom, o swing dos "Manouche de
Reinhardt" e das famílias de músicos do arco alpino...Mister Romanò: um
espectáculo com grande capacidade de envolvimento do público, vibrante e irónico,
apresentado por um dos grupos históricos da música popular cigana. Uma fascinante viagem
entre as canções e os bailes propostos no original estilo cigano criado pelos Acquaragia
Drom, grupo que já foi premiado pela crítica no âmbito do prestigiado festival Club
Tenco de Sanremo.
17 Setembro - Ponte de Sor
Argentina
Uma jovem cantora
flamenca, 20 anos, uma grande presença cénica, uma revelação da nova geração das
cantoras da Andaluzia, pela primeira vez em Portugal, apresenta o seu concerto acompanhada
por alguns dos melhores músicos flamencos.
16 Julho - Odemira
Bana
Gigante orgulhoso, Bana
é considerado o mais importante cantor das ilhas de Cabo Verde. Foi o primeiro
intérprete a difundir a nível internacional os característicos ritmos da música
cabo-verdiana: mornas, coladeiras, funanà. Tal facto valeu-lhe a atribuição de uma
medalha de mérito, em 1992, por parte do Presidente da República de Cabo Verde e,
igualmente, em 1995, por parte do Presidente português. Nasceu em Mindelo, na ilha de
São Vicente, em 1932. Iniciou a sua carreira de cantor aos 14 anos e editou o primeiro
álbum no Senegal, em 1962. As interpretações de Bana são verdadeiras referências da
música cabo-verdiana. A sua voz e forma de as interpretar são inimitáveis. O seu estilo
e a sua personalidade marcaram uma época. A voz doce e quente, representando o ideal de
voz masculina, contrabalança com a da famosíssima Cesária Évora. Bana, com mais de
cinquenta anos de actividade artística e uma vida percorrida entre Lisboa e o resto da
Europa, tendo realizando mais de 45 álbuns e numerosos concertos, pode enfim apreciar o
sabor da sua consagração a "voz de ouro" da sua bela terra.
20 Junho - Santa Maria da Feira
Bizantina
Melodias do Oriente,
jazz, folk, flamenco num percurso artístico que se origina na música popular do sul de
Itália para alargar-se às músicas do Mediterrâneo. Oito músicos com experiências e
formações diferentes, instrumentistas multifacetados, que souberam despertar o interesse
da crítica e do público através de um cuidadoso trabalho de investigação e de novas
propostas.
8 Julho - Oeiras
9 Julho - Vila Real de S. António
Les Boukakes
Estes sete músicos com
influências múltiplas e prosaicamente denominados Les Boukakes conhecem-se em
Montpellier. Cantores com carácter e com temperamento, cujas vozes Árabe-andaluzas
assentam harmoniosamente sobre os ritmos Funk, Reggae, Rock e Raï. Após 2003, um ano bem
preenchido com muitas participações em vários festivais (o grupo conta com cerca de 300
concertos, através de toda a França, Espanha, Suiça, Bélgica, Alemanha e Suécia), Les
Boukakes prosseguem um trabalho que leva à dança. «Misturam alegremente Groove, Ska,
Raï, Árabe-andaluz e música Gnawa, num cocktail tónico. (...) irrepreensível, vozes
vigorosas, é um excelente grupo de palco» [Libération]. Para além do prémio
descoberta do Printemps de Bourges, a banda foi laureada em 2004 com o FAIR 2004.
7 Agosto - Vila Real de S. Antonio
9 Setembro - Castro Verde
10 Setembro - Ponte de Sor
L. Cinque, El Choro,
M. Aranda, E. Lopez, Ganhões
O famoso compositor
italiano, maestro das fusões entre os diferentes estilos musicais, propõe uma belíssima
viagem nas diferentes culturas do Mediterrâneo, encontrando alguns conjuntos
representativos da diversidade musical do Mare Nostrum: a música valenciana representada
por Mara Aranda e Efrén López de L'Ham de Foc, um "bailaor" flamenco de
Huelva, El Choro e a Orquestra de Harmónicas de Ponte de Sôr. É prevista a gravação
do concerto, sendo contemplada a edição de um DVD. Produção original do Festival Sete
Sóis Sete Luas.
1 Julho - Oeiras
3 Julho - Ponte de Sor
Ensemble Terra
d'Otranto
Numa fascinante mistura
greco-latina, este é o simples significado do título do espectáculo deste grupo que,
fundado em 1991, vem da mais longínqua Itália do Sul. A maçã, tal como o marmelo e a
romã, é símbolo de vida e de morte. Mitos e ritos que ainda vivem na "Terra de
Otranto", aquela nesga de terra, lá no "salto da bota" donde, nos dias de
céu limpo, já se vislumbram as montanhas da Albânia e as costas da Grécia. E as
músicas do Ensemble Terra d¹Otranto "falam" griko, variante ainda viva do
grego bizantino, língua dum povo que dos Balcãs, desde épocas remotas, ainda se embarca
para Itália, com os seus cantos cheios de dor pela despedida e de angústia pela
incógnita da viagem. O repertório do Ensemble Terra d¹Otranto varia das cantigas de
embalar às danças dionisíacas, do lamento fúnebre à lengalenga. Estreia para
Portugal.
15 Julho - Oeiras
16 Julho - Ponte de Sor
17 Julho - Odemira
Funk Off
Uma excepcional big-band de 16
elementos (3 trompetes, 8 saxofones, 1 sousafone, 4 percussões) que reúne jazz, melodia
italiana, tradição popular, alegria e energia dos músicos de rua, capaz de criar um
incrível ambiente de festa. O grupo Funk-Off, liderado por Dario Cecchini, nasceu em
1998, foi escolhido por Jovanotti por abrir os seus concertos e já publicou o seu
primeiro trabalho discográfico. Em Itália Funk-Off participou nos mais prestigiados
festivais (mais de 150 concertos nos últimos dois anos), com grande participação do
público e muito apreço por parte da crítica especializada. Tocaram em palco com
Zucchero, no "Sugar Night 2000", Forte dei Marmi, e actuaram no Carnaval de
Viareggio em 2000 e 2001. Em Março de 2002 estiveram presentes no Carnaval de Patrasso,
na Grécia. Tem sido dito que Funk Off é, talvez, a mais excitante banda de rua
presentemente em Itália. O seu sucesso é enorme e contagioso. Onde quer que a banda vá
é sempre esperado o seu regresso no ano seguinte.
21 Junho - Santa Maria da Feira
Glen Etive
Glen Etive é o nome de
uma vila escocesa citada numa lenda celta e adoptado por esta banda toscana, formada em
1998 e composta actualmente por Ax Pellefgrini, voz e guitarra; Nicola Beneventi, baixo;
Maria Teresa Soldani, guitarra; Fabrizio Pellegrini, bateria. O som dos Glen Etive recebe
a sua maior influência da corrente britânica do rock moderno, amplo na sua definição e
na sua erudição melódica e sonora, que qualquer crítico poderá dizer tudo e o
contrário de tudo, hoje representado maioritariamente por bandas como Radiohead, Placebo,
Muse. O período compreendido entre 98 e 99 vê a produção de um CD promocional,
"Oblio". A imprensa local não tarda a reconhecer a banda e a utilizar palavras
encorajadoras, descrevendo o som como um "indie-rock melódico de óptima
factura", "entre Pearl Jam e Radiohead" (La Nazione, Set. 99 _ Out. 99). A
procura de uma nova sensibilidade musical traz a publicação, em Outubro de 2001, do CD
de estreia: "Angel Wings", auto produzido e distribuído no circuito on-line
Vitaminic e composto por 10 temas, a maior parte com letra em inglês.
22 Julho - Oeiras
23 Julho - Vila Real de S. António
Gustafì
A banda foi fundada em
1990, em Vodnjan, pequena cidade da região da Croácia, na costa adriática norte. Ao
longo da sua carreira, lançou 7 álbuns (o 7º foi lançado este ano) e conta com mais de
900 concertos ao vivo. De acordo com o crítico Sven Semencic, "Gustafi são ao mesmo
tempo uma sensação estritamente regional e o produto mais completo da música do mundo
de fabrico caseiro". Os espectáculos ao vivo da mais ambiciosa e melhor sucedida
banda croata são baseados numa mistura de música autêntica, aparentemente impossível
de tal modo que até David Byrne, impressionado, juntou-se à banda no palco, durante
um dos muito prósperos concertos de Gustafi em Zagreb, tornando-o num fantástico
espectáculo.
29 Junho - Santa Maria da Feira
Rão Kyao
O desejo de mostrar
através da música os fortes laços que existem entre Portugal e as numerosas terras que
os navegadores portugueses encontraram durante a época da grande expansão marítima é o
tema condutor da carreira de Rão Kyao. As influências de Goa, Macau, China, Japão,
África e Brasil encontram-se nas explorações musicais deste artista que fez
composições e tocou com orquestras de muitos destes Países. Em 1991/92 realizou um
álbum com o grupo dos ciganos Ketama acrescentando a matriz do som ibérico a esse tipo
de música. Durante o seu percurso recebeu 3 discos de ouro e dois de platina (incluindo o
primeiro award de platina para um músico português que ganhou graças a "Fado
Bailado" de 1983). Rão Kyao tornou-se um dos embaixadores da música no mundo,
participando nos mais prestigiados festivais internacionais.
13 Agosto - Ponte de Sor
Lombarda
Lombarda é um nome
genuíno da tradição musical andaluza, que desenvolveu um original trabalho de recolha
musical na província de Granada. No último trabalho musical do grupo participaram como
convidados grandes nomes da música espanhola como Enrique Morente e Eliseo Parra. O
concerto de Lombarda é muito variado e consegue envolver o público em danças e bailes
com grande ritmo.
3 Setembro - Ponte de Sor
Lura
Assim José Eduardo
Agualusa fala da Lura: «A voz que vive neste disco é desde há vários anos uma das mais
fortes apostas que trago comigo. Depois que a ouvi cantar "Nha Vida" não tenho
feito outra coisa senão anunciar a quem quer que me dê ouvidos: "Na música
cabo-verdiana o futuro já tem nome - chama-se Lura." Há sombras que iluminam.
Aquelas de que se faz uma canção como esta, por exemplo. Uma voz em suave combustão, a
um só tempo doce e acre, dando-nos razões para viver, e é com ela que queremos passar
as horas alegres, e as horas mais tristes. Uma voz que nos leva pela mão e nos adormece
no regaço»
29 Julho - Ponte de Sor
Nafra
Nafra é um grupo
musical que toca instrumentos tradicionais malteses. O compositor Ruben Zahra toca a
gaita-de-foles maltês e está empenhado na pesquisa e na execução da música folk
maltês. Com este grupo ele tem criado um novo género musical baseado nos sons únicos
dos protótipos étnicos. Ruben Zahra transferiu-se em Califórnia no 2000 onde tem
formado um grupo com o qual tem tocado durante os festivais, nos centros de arte e nos
clubes à volta da baía. No mês de Dezembro do 2001 tem tocado para a rede radiofónica
KPFA de São Francisco. A sua música tem sido difundida em muitos países e algumas
canções têm a autorização das casas de produções internacionais para ser incluídas
em "World Music Compilations".
23 Julho - Ponte de Sor
Nakaira
A banda Nakaira nasce
em 1999 visando repropor um percurso entre músicas e danças do Mediterrâneo, com
influências nomeadamente do mundo grego e siciliano combinadas num constante processo de
contaminação. Em Janeiro de 2000 os Nakaira editam o seu primeiro álbum intitulado
"Músicas à dançar entre Oriente e Ocidente" para a chancela Ethnoworld. O
grupo desloca as suas atenções e a sua pesquisa estilística para o âmbito das
tradições mediterrânicas, participando em numerosas manifestações nacionais e
internacionais, entre as quais se destacam: Lithos, Etna Etnica, Festival on the Moor (UK)
e o FIMU Festival (França).
25 Abril - Odemira
Orquestra Mujeres
Tanger
Uma orquestra só de
mulheres árabes, como uma perfeita receita de música, tradições e cultura do
Mediterrâneo. A orquestra leva à cena a representação do casamento tradicional de
Marrocos. O espectáculo transforma-se num conjunto de cantos, danças e representação
teatral. O espectáculo propõe uma reconstrução simbólica das tradições de Tanger e
Tetuan, ou seja a duma orquestra inteiramente feminina: a história milenária daquelas
cidades impõe que na casa da noiva, nos três dias em que se celebra o casamento, a tocar
música seja um grupo só de mulheres. Estreia Nacional.
7 Julho - Ponte de Sor
8 Julho - Odemira
8 Setembro - Castro Verde
Rão kyao, Argentina,
Ricardo Tesi
As Terras do vinho, do
azeite, do trigo» Rão Kyao apresenta uma emocionante viagem nas terras do Mediterrâneo,
descobrindo as músicas e as culturas dos Países do Festival Sete Sóis Sete Luas:
Andaluzia com o cante flamenco de Huelva da Argentina, a Toscana com o maravilhoso
acordeão diatónico de Riccardo Tesi, o Alentejo representa pela Orquestra de Harmónicas
de Ponte de Sôr. Este concerto será gravado ao vivo, sendo prevista a produção de um
CD. Produção original do Festival Sete Sóis Sete Luas.
25 Junho - Ponte de Sor
12 Agosto - Odemira
José Luís Rodriguez,
Nour Eddine, J. Ouassini
José Luís Rodriguez,
um dos melhores guitarristas do novo flamenco, já acompanhante das mais prestigiadas
"bailaoras" andaluzas, apresenta o seu projecto original concebido para Sete
Sóis Sete Luas, encontrando outras culturas musicais do Mediterrâneo numa produção
original, que conta com a participação dos músicos marroquinos Nour-Eddine e Jamal
Ouassini e do guitarrista português Marco Reis. Produção original do Festival Sete
Sóis Sete Luas.
29 Julho - Oeiras
30 Julho - Vila Real de S. António
Tcheka
Assim o crítico Nuno
Pacheco do jornal Público sobre o Tcheka: «Esqueçam tudo o que ouviram, viram ou leram
sobre Cabo Verde: Lura e Tcheka, cada um a seu modo mas coincidentes no arrojo e
distinção das sua propostas, constroem já pistas para que a música cabo-verdiana não
se eternize nos caminhos seguros da morna e da coladera. Em comum têm o facto de serem
ambos jovens, cantores e compositores e terem uma impressionante presença de palco...Quem
escutou os seus recentes discos, abbsolutamente aconselháveis, só em palco terá a
confirmação absoluta de que os passos musicais neles dados correspondem a uma pequena
revolução nas propostas musicais cabo-verdianas...voz expressiva e enrouquecida,
guitarra dedilhada e percutida com vigor e eficácia, Tcheka estabeleceu com a plateia uma
relação de simpatia e cumplicidade...o que lhe valeu ser aplaudido de pé...»
10 Setembro - Castro
Verde
Tenores di Bitti
Os Tenores de Bitti
surgiram em 1974. Bitti è a sua cidade, situada perto de Nuoro na ilha da Sardenha. O
grupo è muito activo na pesquisa das tradições culturais locais e, em especial, do
canto "a tenores". Conseguiram valiosos reconhecimento seja pela melodia do seu
canto que pela preservação e respeito da tradição mais genuina e autentica.
Recentemente, na Inglaterra os "Tenores" gravaram o seu último CD na
prestigiada casa discográfica "Real World" de Peter Gabriel.
9 Setembro - Ponte de Sor
10 Setembro - Castro Verde
Riccardo tesi
Rccardo Tesi é um dos
mais destacados expoentes da investigação do folclore europeu. Em 78 descobre o
acordeão diatónico e decide estudá-lo com a ajuda de músicos tradicionais. Aprendeu
portanto diferente estilos e técnicas de execução existentes na Itália: do
"saltarello" do centro à "tarantella" do sul, ao "ballo
tondo" da Sardenha. Com esta banda propõe uma música que sintetiza linguagens
diferentes: além da música tradicional italiana, o jazz, o rock, o baile de salão, a
canção...
Teatro de Rua
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16 a 19 Junho - Santa
Maria da Feira
Arcipelago Circo
Teatro
Creature - Espectáculo
de rua/espectáculo de teatro acrobático africano "Creature" é uma mistura de
teatro de rua, de eventos que decorrem em espaços públicos, de dramaturgia da festa, de
ritmo, de comedia dell¹arte e de energia simples, mas potente, dos 7 artistas do Quénia.
"Creature" é um verdadeiro "show" apresentado num espaço quadrado,
para que o público o possa envolver de todos os lados e participar espontaneamente na
história que é contada pelos artistas.
16 a 19 Junho - Santa Maria da Feira
Leo Bassi
Descendente de uma
família de actores vindos de Itália, de França e de Inglaterra, Leo Bassi herdou de sua
família... e quiçá em seus genes, todos os truques da profissão e é extremamente
hábil nas artes circenses como no malabarismo com os pés. (Foi citado na Enciclopédia
Oxford das Artes Cénicas). Mais que continuar uma tradição teatral, o seu objectivo é
manter hoje vivo o espírito provocador característico dos Bassi, desde que a família se
iniciou no ramo. Para Leo, o entretenimento não é só prazer e diversão, é uma
desculpa!
18 Junho - Santa Maria da Feira
Falcons de Villafranca
O grupo de
"Falcons" de Vilafranca nasce em Setembro de 1959, em Vilafranca del Penedes
(Barcelona), e enquadra-se nas tradições das torres humanas que, nalgumas localidades
espanholas, estão ainda hoje ligadas a festas religiosas locais. As suas figuras são
bastante diversas, já que nalgumas delas a suas componentes estão de joelhos, como a
"piràmide agenollats"; outras figuras estão agachadas, como a
"pira", que exceptuando os dois que estão em baixo de tudo ajoelhados, os
outros componentes estão agachados; outras são efectuadas completamente de pé, como o
"castell", a "pirâmide drets" ou o "pilar", encontramos
outras que combinam as três formas já mencionadas, como o "toro-torre" ou
"les planxes" e, finalmente, existem figuras com movimento, como o
"ventalls" ou "la torreta". Vale a pena dizer que todas estas figuras
são "netes" (limpas), ou seja, sem "pinya" (pessoas que se colocam em
torno da figura, para a sustentar melhor), e que entre figuras não há tempo para
respirar, uma vez que se fazem umas atrás das outras num ritmo ligeiro.
18 Junho - Santa Maria da Feira
La Fura Dels Baus
La Fura dels Baus é
uma companhia em constante processo de evolução, desde a sua fundação em 1979, tendo
desenvolvido, ao longo dos anos e na base da criação colectiva , uma linguagem, um
estilo e uma estética próprios. A particular visão do espectáculo que define La Fura
dels Baus manifesta-se em acções de grande formato, como "L¹home del
mil.leni", que reuniu mais de 20.000 pessoas em Barcelona para celebrar a passagem do
ano 2000, como "La divina comedia", que se realizou em Florença, para mais de
35.000 espectadores, como "La navaja en el ojo", abertura da Bienal de
Valência, que congregou mais de 20.000 pessoas, ou como "Naumaquia 1 - Tetralogía
Anfíbia - El Juego Eterno", a bordo do Naumon em Maio de 2004, que juntou no
"el Forum de las Culturas" de Barcelona mais de 15.000 pessoas.
18 Junho - Santa Maria da Feira
Mummers and Bódhrans
O Festival de St
Patrick, Irlanda, é um festival multidisciplinar, apresentando uma programação cultural
Irlandesa e Internacional, com vista à celebração do dia de St Patrick (patrono da
Irlanda), dia nacional (17 de Março). Em 2006 o Festival decorre de 15 a 20 de Março.Os
Aughakillymaude Mummers são uma comunidade organizada em grupo de teatro popular que
reencena um drama popular com séculos de existência. Os mummers serão imediatamente
reconhecidos na parada, devido às suas máscaras cónicas de palha, de forma altas. O
estilo de mumming é único na Irlanda e é desenvolvido em torno dos rituais pagãos da
fertilidade do Inverno. Este drama popular retrata simbolicamente a vida, a morte e o
renascimento o ciclo da natureza. Os velhos inimigos transformam-se outra vez em amigos
e acabam por dançar, tocar música e de brindar pela saúde e pela riqueza. O público
português terá assim ocasião apreciar a música e a dança tradicional irlandesa.
Haverá dois percussionistas de Bódhran que tocam com os mummers. O tambor de Bódhran é
um tambor irlandês original do goatskin que é tocado com uma vara.
17 a 19 - Santa Maria da Feira
Osama el Masry
Profissional do
malabarismo, começou a sua carreira em Paris, onde em quatro anos de experiência
aprendeu várias técnicas de malabarismo, especializando-se no uso do Diabolo. Vive, há
anos, em Itália e ensina malabarismo em Milão na Piccola Scuola del Circo. Participou,
desde 1994, em numerosa Convenções de malabarismo e em festival de teatro de rua
italianos e estrangeiros.
16 a 17 - Santa Maria da Feira
Les Passagers
A companhia Les
Passagers nasceu em 1988 por iniciativa de Philippe Riou, encenador e coreografo. Desde
então, o seu objectivo é de explorar artisticamente locais urbanos e neles apresentar
espectáculos criadores de maravilhas urbanas.
17 a 19 - Santa Maria
da Feira
Francisco Simões
Nascido da convivência
com o mestre Carlinhos do Babau, do Carroça de Mamulengos, depois de viajar três anos
pelo nordeste brasileiro, foi em Olinda na casa de Fernando Augusto, do Mamulengo Só
Riso que o Mamulengo Presepada recebeu baptismo. São vinte anos de estrada, mantendo a
tradição e investindo em novas buscas, o Presepada hoje, brinca apresentando e
ensinando; palhaço, mamulengo, mágicas, ventriloquia, bonecos gigantes e bumba boi.
Viajando por todo Brasil, América Latina e Europa, participando de importantes eventos
culturais, ganhou diversos prémios. Chico Simões, coordenador do grupo, além de
brincante, palhaço e professor, publicou em parceria com Jô Oliveira, o livro:
"Bumba Meu Boi Voador". Mateus da Lélé Bicuda: Comemorando vinte anos de muita
diversão e arte Chico Simões, acompanhado pelo animado Trio Forrolengo apresenta o
palhaço, Mateus da Lelé Bicuda, palhaço, brincante de reisados, guerreiros e folias,
mágico e ventríloquo, formado nas feiras, festas e festivais pelo mundo, camelo,
contador de histórias e casos, este menestrel contemporâneo promete benzer e bendizer o
público presente que terá notícias e participará nas cenas de mágicas, ventriloquia e
mamulengos que contaram histórias de amor e de guerra nas terras de São Saruê, onde
vive tudo que se imagina e o palhaço é a
alma do humano.
16 Junho - Santa Maria da Feira
Oliviero Toscani
Os humanos julgam viver
numa situação privilegiada, onde tudo parece relativamente belo e quase perfeito.
Entusiasmam-se com as novas tecnologias e com todos os possíveis e imagináveis tipos de
software, desculpando assim a sua inércia. Os humanos andam obcecados com toda a espécie
de tecnologia; pensam estupidamente que tudo isso poderá salvar o planeta. Pelo
contrário, todas as suas tecnologias servem apenas para os manter ilusoriamente ocupados
não lhes deixando tempo para pensar seriamente no que quer que seja. Os seres humanos
estão-se a tornar muito preguiçosos. E depois chamam-nos burros! Eles é que são os
verdadeiros burros!
18 Junho - Santa Maria da Feira
Los Trabucaires
A origem da tradição
dos Trabucaires data da época do feudalismo. Inicialmente eram a guarda pessoal dos
senhores feudais. Os senhores feudais tinham a sua guarda pessoal provida de trabucos, que
disparavam as suas armas, fazendo salvas, quando o senhor ou uma grande personagem chegava
ao castelo, fazendo o mesmo quando o senhor assistia a algum acontecimento importante.
Esta tradição foi conservada pelos jovens das casas de "payes", que estão
disseminadas pela comarca, realizando as suas exibições nos percursos típicos das
"caramelles" e nos grandes actos solenes. Actualmente, os Trabucaires saem para
as ruas em festas religiosas como o Corpus Domini e na Páscoa ou quando recebem algum
visitante ilustre (disparando salvas de honra).
17 Junho - Santa Maria da Feira
Xarxa Teatre
Xarxa Teatre é um
grupo valenciano, que utiliza a rua como espaço privilegiado de expressão
lúdico-festiva e teatral das civilizações mediterrânicas; trabalha também com o
material cultural e, dir-se-ia, ritual da tradição mais autenticamente valenciana: o
fogo, elemento que se torna espectacular, violento, barulhento e criativo, tem a sua
consagração nas "Fallas", as famosas festas da Primavera da cidade de
Valência. Nesta 5ª edição do Festival Imaginarius, Xarxa Teatre tem a seu cargo as
Fallas e a Mascletà.
17 Junho - Santa Maria da Feira
A festa das farchie
O dia de Santo António
(16 de Janeiro) é festejado em Fara Filliorum Petri com as "farchie". O fogo
purificador, afastador do mal, prepara a ascensão do astro solar, necessária para novas
e abundantes colheitas. A tradição encontra a sua origem num milagre por intercepção
de Santo António com o tempo das invasões francesas (1799). Na época, a pequena cidade
de Fara Filliorum Petri era protegida por um grande bosque, que se estendia a perder de
vista. Os franceses pretendiam ocupar Fara, mas a aparição de Santo António nas vestes
de um general impediu que este avançasse na expedição. O Santo ordenou às tropas que
não ultrapassassem a o bosque. Este, face à desobediência das tropas, transformou as
árvores em imensas chamas, afugentando os soldados. As "farchie" são braçadas
cilíndricas de canas, unidas com ramos, tendo geralmente um diâmetro de 70-100 cm e uma
altura de 7-9m. São levadas em procissão, na tarde do dia 16 de Janeiro, até ao Largo
da Igreja de S. Antonio Abate, para serem alçadas e incendiadas.
17 Junho - Santa Maria da Feira
Festa dei Gigli
A "Festa dei
Gigli" (lírios) celebra-se em Nola, a 22 de Junho. Se este dia não coincide com o
domingo, os festejos são adiados ao domingo seguinte. Trata-se de um festejo no âmbito
das celebrações de algumas divindades libertadores. A divindade à qual o povo de Nola
dedica esta festa, desde o final do século V, é S. Paulino. A festa, mesmo na sua actual
organização e com um cunho seguramente cristão, deixa transparecer origens bem mais
remotas, ligadas aos ritos da fertilidade e das colheitas; motivos, estes, comuns a
numerosas civilizações, sejam mediterrâneas e ocidentais, sejam de matriz nórdica.
Os Gigli: Inicialmente eram pequenos castelos. Com o tempo
tornaram-se cada vez mais altos, adornados geralmente com flores. Até 1700 eram
arrastados com cintos, pouco a pouco foi-se sentindo a necessidade de elevar o Giglio,
introduzindo-se as barras e os homens para o manter elevado. O uso da música aparece mais
recentemente; é testemunhado, de todos os modos, já no século passado. Existem
actualmente três "Botteghe" - Tudisco, Vecchione e Scotti que levam adiante
e tenazmente esta tradição originada em Nola, presumivelmente na época Barroca. A festa
dei Gigli pode ser repartida em diversas fases, orgânicas e funcionais entre elas. A
primeira inicia no momento em que, com disparos de morteiros, é anunciado à população
que os novos Mestres de Festa empenham-se oficialmente na construção dos Gigli para o
ano seguinte, assumindo os encargos da despesa. A segunda fase compreende o ritual da
"mudança da Bandeira" entre o velho e o novo Mestre de festa, com uma
cerimónia que permaneceu mais ou menos inalterável nos últimos dois séculos. A
terceira fase tem início no domingo anterior ao da "Festa", com o transporte
dos "Gigli descobertos" (a única máquina em vigamento de madeiras, apenas
ornada de bandeiras, algum feixe de flores e a imagem do Santo) dos locais de construção
ao do "posicionamento" (junta às habitações dos respectivos Mestres de
festa).
10 Julho - Ponte de Sor
Pedro Tochas
Estudou malabarismo e comédia física no Celebration Barn Theater, Estados Unidos.
Estudou teatro físico no Circomedia-Academy of Circus Arts and Physical Theatre,
Inglaterra. Tem trabalhado de norte a sul de Portugal e levado alguns espectáculos ao
estrangeiro. Apresentou vários espectáculos a solo no campo do teatro físico até que
resolveu arriscar na Stand-Up Comedy, pela qual tinha ganho gosto em Inglaterra. A rua foi
o seu primeiro namoro, mas a paixão pelo espectáculo leva o actor a procurar outros
espaços para poder crescer. 
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