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Programa

Abril 2005
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Odemira
25 Abril Orq. Mujeres Tanger (Marrocos)
Junho 2005
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Lisboa
7-25 Junho Paolo Grimaldi (Itália)
18 Junho Roberto Barni (Itália)
Ponte de Sor
11 Junho Terrakota (Angola - Portugal)
17 Junho Acquaragia Drom (música cigana)
17 Junho Expo SSSL
25 Junho José Luís Rodriguez, Nour Eddine, Jamal Ouassini
Stª Maria da Feira (Imaginarius)
16 Junho Oliviero Toscani (Itália)
16 Junho Arcipelago Circo Teatro (Itália/Quénia)
16 Junho Leo Bassi (Espanha/Itália)
16 Junho Osama El Massry (Egipto)
16 Junho Tosta Mista (Alemanha/Portugal)
16 Junho Les Passagers (França)
17 Junho Arcipelago Circo Teatro (Itália/Quénia)
17 Junho Leo Bassi (Espanha/Itália)
17 Junho Chico Simões (Brasil)
17 Junho Osama El Masry (Egipto)
17 Junho Tosta Mista (Alemanha/Portugal)
17 Junho Les Passagers (França)
17 Junho Vacas de Fogo de Lousada
17 Junho A Festa das Farchie (Chieti, Itália)
17 Junho Bombos Amigos de Caide de Rei
17 Junho Xarxa Teatre (Espanha)
17 Junho Mascletà (Espanha)
18 Junho Les Passagers (França)
18 Junho Leo Bassi (Espanha/Itália)
18 Junho Chico Simões (Brasil)
18 Junho Osama El Masry (Egipto)
18 Junho Tosta Mista (Alemanha/Portugal)
18 Junho Mummers and Bódhrans (Irlanda)
18 Junho Festa dei Gigli (Nola, Itália)
18 Junho Tambores de Calanda (Espanha)
18 Junho Falcons de Vilafranca (Espanha)
18 Junho Los Trabucaires (Espanha)
18 Junho La Fura dels Baus (Espanha)
18 Junho Acquaragia Drom (Itália)
19 Junho Arcipelago Circo Teatro (Itália/Quénia)
19 Junho Leo Bassi (Itália/Espanha)
19 Junho Chico Simões (Brasil)
19 Junho Teatro Regional da Serra de Montemuro
19 Junho Osama El Masry (Egipto)
19 Junho Tosta Mista (Alemanha/Portugal)
19 Junho El Gran Maximiliano (Espanha)
19 Junho Boni (Espanha)
19 Junho Los Galindos (Espanha)
Stª Maria da Feira (Festa Europeia Música)
20 Junho Terrakota (Angola - Portugal)
20 Junho Bizantina (Itália)
20 Junho Rão Kyao
21 Junho Glen Etive (Itália)
21 Junho Jovenes Flamenkos de Granada (Espanha)
Julho 2005
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Oeiras
1 Julho Ensemble Terra d'Otranto (Itália)
8 Julho Les Boukakes (Argélia-França)
15 Julho Funk Off (Itália)
22 Julho Gustafì (Croatia)
29 Julho Tcheka (Cabo Verde)
Ponte de Sor
3 Julho Ensemble Terra d'Otranto (Itália)
7 Julho Rão Kyao, Argentina, Riccardo Tesi, Orquestra Harmónicas de Ponte de Sor
9 Julho Los Galindos, Tosta Mista
10 Julho Pedro Tochas
16 Julho Funk Off (Itália)
23 Julho Nakaira (Sicília-Grécia)
29 Julho Nafra (Malta)
Odemira
8 Julho Rão Kyao, Argentina, Coro Milfontes,
Riccardo Tesi
16 Julho Bana (Cabo Verde)
17 Julho Funk Off (Itália)
22-31 Julho Expo SSSL
Vila Real de Stº António
9 Julho Les Boukakes (Argélia-França)
23 Julho Gustafì (Croatia)
30 Julho Tcheka (Cabo Verde)
Agosto 2005
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Vila Real de Stº António
7 Agosto Luigi Cinque, El Choro, Ganhões, Mara Aranda, Efrén López
13 Agosto José Luís Rodriguez, Nour Eddine, Jamal Ouassini
Odemira
10 Agosto José Luís Rodriguez, Nour Eddine,
Jamal Ouassini
Ponte de Sor
13 Agosto Lombarda (Granada, Andaluzia)
Setembro 2005
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Ponte de Sor
3 Setembro Lura (Cabo Verde)
9 Setembro Riccardo Tesi e Banditaliana (Itália)
10 Setembro Luigi Cinque, El Choro, Mara Aranda,
Efrén López, Orquestra Harmónicas
17 Setembro Argentina (Andaluzia)
Castro Verde
8-18 Setembro Expo SSSL
8 Setembro Rão Kyao, Argentina, Ganhões,
Riccardo Tesi
9 Setembro Luigi Cinque, El Choro, Ganhões,
Mara Aranda, Efrén López
10 Setembro Riccardo Tesi, Banditaliana (Itália)
10 Setembro Tenores di Bitti (Sardenha, Itália)
Vila Real de Stº António
23 Setembro Expo SSSL

Digressão
Festival Sete Sois Sete Luas
A música e o teatro das ruas

De 11 de Junho a 23 de Setembro 2005
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O Festival Sete Sóis Sete Luas, nascido em 1993, é um projecto promovido por uma Rede Cultural de cerca de 30 cidades de sete países: Cabo Verde, Espanha, França, Grécia, Itália, Marrocos, Portugal. Música e Teatro de rua, de 11 de Junho a 23 de Setembro.

Sete Sóis Sete Luas, em 2005 na sua décima terceira edição, aposta nos sectores da música popular, etnica e tradicional, do teatro de rua, das artes plásticas, conseguindo envolver nas suas actividades grandes figuras da cultura europeia e mediterrânea.

Após experiências pontuais de produção teatral nos últimos anos, as produções próprias nas áreas da música, fotografia e texto, criadas em residências artísticas, são a novidade desta 13.ª edição, a registar em CD e vídeo, salientou o director artístico, Marco Abbondanza. São três produções musicais. O compositor e flautista Rão Kyao lidera uma, com a cantora de flamenco Argentina, o coro de Vila Nova de Milfontes e o acordeonista italiano Ricardo Tesi. Uma outra reúne o guitarrista de flamenco José Luis Rodriguez, o também guitarrista português Marco Reis e os músicos marroquinos Nour Eddini e Jamal Ouassini. Na terceira, dirigida pelo compositor italiano Luigi Cinque, participam o coro Ganhões de Castro Verde e os valencianos Mara Aranda (cantora de flamenco), Efrén López (orquestrador) e El Choro (bailarino).

Estas integram, nomeadamente, o programa do segmento italiano (abre a 5 de Julho em Roma e Lecce e a 9 em Pontedera, sede do festival, abrangendo mais localidades toscanas), em que participam, entre outros, Aldina Duarte, Bana e o grupo Adiafa. O conjunto de iniciativas, até Novembro, passa, em Portugal, também por Santa Maria da Feira (Imaginarius, festival de teatro de rua, nos próximos dias 16 a 19; a 20 e 21, participação na Festa Europeia da Música), Vila Real de Santo António, Oeiras, Odemira e Castro Verde.

Quanto a exposições, duas são itinerantes "SSSL" exibe fotografias, reportagens e outros textos, sobre ambientes e identidades do Mediterrâneo, trabalhos do fotógrafo Fausto Giaccone e do escritor José Luís Peixoto, entre muitos outros; "Hardware + Software = Burros" é uma exposição-instalação, a partir de imagens de burros recolhidas em Trás-os-Montes pelo fotógrafo italiano Oliviero Toscani. Em Lisboa há outras duas, de artes plásticas: "De-cuor-azioni", pintura onírica de Paolo Grimaldi, inspirada nos mestres clássicos italianos (Museu da Água/Estação Elevatória a Vapor dos Barbadinhos, até dia 25); "Passi e Paesaggi" (passos e paisagens), integrada na Lisboarte, pintura e escultura de Roberto Barni (a inaugurar dia 18 na Galeria Luís Serpa). (Fonte: Diário de Notícias)

Espectáculos Musicais
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17 Junho - Ponte de Sor  
18 Junho - Santa Maria da Feira
 
Aquaragia Drom
Um pouco de sangue cigano nas veias e tantos casamentos e festas em digressão pela Europa: os bailes e os cantos dos "Carpazi" e das comunidades vindas da Europa de Leste, os tammurriate dos Sinti do Vesúvio e as canções dos parentes Rom, o swing dos "Manouche de Reinhardt" e das famílias de músicos do arco alpino...Mister Romanò: um espectáculo com grande capacidade de envolvimento do público, vibrante e irónico, apresentado por um dos grupos históricos da música popular cigana. Uma fascinante viagem entre as canções e os bailes propostos no original estilo cigano criado pelos Acquaragia Drom, grupo que já foi premiado pela crítica no âmbito do prestigiado festival Club Tenco de Sanremo.

17 Setembro - Ponte de Sor 
Argentina
Uma jovem cantora flamenca, 20 anos, uma grande presença cénica, uma revelação da nova geração das cantoras da Andaluzia, pela primeira vez em Portugal, apresenta o seu concerto acompanhada por alguns dos melhores músicos flamencos.

16 Julho - Odemira 
Bana
Gigante orgulhoso, Bana é considerado o mais importante cantor das ilhas de Cabo Verde. Foi o primeiro intérprete a difundir a nível internacional os característicos ritmos da música cabo-verdiana: mornas, coladeiras, funanà. Tal facto valeu-lhe a atribuição de uma medalha de mérito, em 1992, por parte do Presidente da República de Cabo Verde e, igualmente, em 1995, por parte do Presidente português. Nasceu em Mindelo, na ilha de São Vicente, em 1932. Iniciou a sua carreira de cantor aos 14 anos e editou o primeiro álbum no Senegal, em 1962. As interpretações de Bana são verdadeiras referências da música cabo-verdiana. A sua voz e forma de as interpretar são inimitáveis. O seu estilo e a sua personalidade marcaram uma época. A voz doce e quente, representando o ideal de voz masculina, contrabalança com a da famosíssima Cesária Évora. Bana, com mais de cinquenta anos de actividade artística e uma vida percorrida entre Lisboa e o resto da Europa, tendo realizando mais de 45 álbuns e numerosos concertos, pode enfim apreciar o sabor da sua consagração – a "voz de ouro" da sua bela terra.

20 Junho - Santa Maria da Feira 
Bizantina
Melodias do Oriente, jazz, folk, flamenco num percurso artístico que se origina na música popular do sul de Itália para alargar-se às músicas do Mediterrâneo. Oito músicos com experiências e formações diferentes, instrumentistas multifacetados, que souberam despertar o interesse da crítica e do público através de um cuidadoso trabalho de investigação e de novas propostas.

8 Julho - Oeiras 
9 Julho - Vila Real de S. António

Les Boukakes
Estes sete músicos com influências múltiplas e prosaicamente denominados Les Boukakes conhecem-se em Montpellier. Cantores com carácter e com temperamento, cujas vozes Árabe-andaluzas assentam harmoniosamente sobre os ritmos Funk, Reggae, Rock e Raï. Após 2003, um ano bem preenchido com muitas participações em vários festivais (o grupo conta com cerca de 300 concertos, através de toda a França, Espanha, Suiça, Bélgica, Alemanha e Suécia), Les Boukakes prosseguem um trabalho que leva à dança. «Misturam alegremente Groove, Ska, Raï, Árabe-andaluz e música Gnawa, num cocktail tónico. (...) irrepreensível, vozes vigorosas, é um excelente grupo de palco» [Libération]. Para além do prémio descoberta do Printemps de Bourges, a banda foi laureada em 2004 com o FAIR 2004.

7 Agosto - Vila Real de S. Antonio 
9 Setembro - Castro Verde 
10 Setembro - Ponte de Sor
 
L. Cinque, El Choro, M. Aranda, E. Lopez, Ganhões
O famoso compositor italiano, maestro das fusões entre os diferentes estilos musicais, propõe uma belíssima viagem nas diferentes culturas do Mediterrâneo, encontrando alguns conjuntos representativos da diversidade musical do Mare Nostrum: a música valenciana representada por Mara Aranda e Efrén López de L'Ham de Foc, um "bailaor" flamenco de Huelva, El Choro e a Orquestra de Harmónicas de Ponte de Sôr. É prevista a gravação do concerto, sendo contemplada a edição de um DVD. Produção original do Festival Sete Sóis Sete Luas.

1 Julho - Oeiras 
3 Julho - Ponte de Sor

Ensemble Terra d'Otranto
Numa fascinante mistura greco-latina, este é o simples significado do título do espectáculo deste grupo que, fundado em 1991, vem da mais longínqua Itália do Sul. A maçã, tal como o marmelo e a romã, é símbolo de vida e de morte. Mitos e ritos que ainda vivem na "Terra de Otranto", aquela nesga de terra, lá no "salto da bota" donde, nos dias de céu limpo, já se vislumbram as montanhas da Albânia e as costas da Grécia. E as músicas do Ensemble Terra d¹Otranto "falam" griko, variante ainda viva do grego bizantino, língua dum povo que dos Balcãs, desde épocas remotas, ainda se embarca para Itália, com os seus cantos cheios de dor pela despedida e de angústia pela incógnita da viagem. O repertório do Ensemble Terra d¹Otranto varia das cantigas de embalar às danças dionisíacas, do lamento fúnebre à lengalenga. Estreia para Portugal.

15 Julho - Oeiras 
16 Julho - Ponte de Sor 
17 Julho - Odemira 

Funk Off
Uma excepcional big-band de 16 elementos (3 trompetes, 8 saxofones, 1 sousafone, 4 percussões) que reúne jazz, melodia italiana, tradição popular, alegria e energia dos músicos de rua, capaz de criar um incrível ambiente de festa. O grupo Funk-Off, liderado por Dario Cecchini, nasceu em 1998, foi escolhido por Jovanotti por abrir os seus concertos e já publicou o seu primeiro trabalho discográfico. Em Itália Funk-Off participou nos mais prestigiados festivais (mais de 150 concertos nos últimos dois anos), com grande participação do público e muito apreço por parte da crítica especializada. Tocaram em palco com Zucchero, no "Sugar Night 2000", Forte dei Marmi, e actuaram no Carnaval de Viareggio em 2000 e 2001. Em Março de 2002 estiveram presentes no Carnaval de Patrasso, na Grécia. Tem sido dito que Funk Off é, talvez, a mais excitante banda de rua presentemente em Itália. O seu sucesso é enorme e contagioso. Onde quer que a banda vá é sempre esperado o seu regresso no ano seguinte.

21 Junho - Santa Maria da Feira 
Glen Etive
Glen Etive é o nome de uma vila escocesa citada numa lenda celta e adoptado por esta banda toscana, formada em 1998 e composta actualmente por Ax Pellefgrini, voz e guitarra; Nicola Beneventi, baixo; Maria Teresa Soldani, guitarra; Fabrizio Pellegrini, bateria. O som dos Glen Etive recebe a sua maior influência da corrente britânica do rock moderno, amplo na sua definição e na sua erudição melódica e sonora, que qualquer crítico poderá dizer tudo e o contrário de tudo, hoje representado maioritariamente por bandas como Radiohead, Placebo, Muse. O período compreendido entre 98 e 99 vê a produção de um CD promocional, "Oblio". A imprensa local não tarda a reconhecer a banda e a utilizar palavras encorajadoras, descrevendo o som como um "indie-rock melódico de óptima factura", "entre Pearl Jam e Radiohead" (La Nazione, Set. 99 _ Out. 99). A procura de uma nova sensibilidade musical traz a publicação, em Outubro de 2001, do CD de estreia: "Angel Wings", auto produzido e distribuído no circuito on-line Vitaminic e composto por 10 temas, a maior parte com letra em inglês.

22 Julho - Oeiras 
23 Julho - Vila Real de S. António

Gustafì
A banda foi fundada em 1990, em Vodnjan, pequena cidade da região da Croácia, na costa adriática norte. Ao longo da sua carreira, lançou 7 álbuns (o 7º foi lançado este ano) e conta com mais de 900 concertos ao vivo. De acordo com o crítico Sven Semencic, "Gustafi são ao mesmo tempo uma sensação estritamente regional e o produto mais completo da música do mundo de fabrico caseiro". Os espectáculos ao vivo da mais ambiciosa e melhor sucedida banda croata são baseados numa mistura de música autêntica, aparentemente impossível ­ de tal modo que até David Byrne, impressionado, juntou-se à banda no palco, durante um dos muito prósperos concertos de Gustafi em Zagreb, tornando-o num fantástico espectáculo.

29 Junho - Santa Maria da Feira 
Rão Kyao
O desejo de mostrar através da música os fortes laços que existem entre Portugal e as numerosas terras que os navegadores portugueses encontraram durante a época da grande expansão marítima é o tema condutor da carreira de Rão Kyao. As influências de Goa, Macau, China, Japão, África e Brasil encontram-se nas explorações musicais deste artista que fez composições e tocou com orquestras de muitos destes Países. Em 1991/92 realizou um álbum com o grupo dos ciganos Ketama acrescentando a matriz do som ibérico a esse tipo de música. Durante o seu percurso recebeu 3 discos de ouro e dois de platina (incluindo o primeiro award de platina para um músico português que ganhou graças a "Fado Bailado" de 1983). Rão Kyao tornou-se um dos embaixadores da música no mundo, participando nos mais prestigiados festivais internacionais.

13 Agosto - Ponte de Sor 
Lombarda
Lombarda é um nome genuíno da tradição musical andaluza, que desenvolveu um original trabalho de recolha musical na província de Granada. No último trabalho musical do grupo participaram como convidados grandes nomes da música espanhola como Enrique Morente e Eliseo Parra. O concerto de Lombarda é muito variado e consegue envolver o público em danças e bailes com  grande ritmo.

3 Setembro - Ponte de Sor 
Lura
Assim José Eduardo Agualusa fala da Lura: «A voz que vive neste disco é desde há vários anos uma das mais fortes apostas que trago comigo. Depois que a ouvi cantar "Nha Vida" não tenho feito outra coisa senão anunciar a quem quer que me dê ouvidos: "Na música cabo-verdiana o futuro já tem nome - chama-se Lura." Há sombras que iluminam. Aquelas de que se faz uma canção como esta, por exemplo. Uma voz em suave combustão, a um só tempo doce e acre, dando-nos razões para viver, e é com ela que queremos passar as horas alegres, e as horas mais tristes. Uma voz que nos leva pela mão e nos adormece no regaço»

29 Julho - Ponte de Sor 
Nafra
Nafra é um grupo musical que toca instrumentos tradicionais malteses. O compositor Ruben Zahra toca a gaita-de-foles maltês e está empenhado na pesquisa e na execução da música folk maltês. Com este grupo ele tem criado um novo género musical baseado nos sons únicos dos protótipos étnicos. Ruben Zahra transferiu-se em Califórnia no 2000 onde tem formado um grupo com o qual tem tocado durante os festivais, nos centros de arte e nos clubes à volta da baía. No mês de Dezembro do 2001 tem tocado para a rede radiofónica KPFA de São Francisco. A sua música tem sido difundida em muitos países e algumas canções têm a autorização das casas de produções internacionais para ser incluídas em "World Music Compilations".

23 Julho - Ponte de Sor 
Nakaira
A banda Nakaira nasce em 1999 visando repropor um percurso entre músicas e danças do Mediterrâneo, com influências nomeadamente do mundo grego e siciliano combinadas num constante processo de contaminação. Em Janeiro de 2000 os Nakaira editam o seu primeiro álbum intitulado "Músicas à dançar entre Oriente e Ocidente" para a chancela Ethnoworld. O grupo desloca as suas atenções e a sua pesquisa estilística para o âmbito das tradições mediterrânicas, participando em numerosas manifestações nacionais e internacionais, entre as quais se destacam: Lithos, Etna Etnica, Festival on the Moor (UK) e o FIMU Festival (França).

25 Abril - Odemira  
Orquestra Mujeres Tanger
Uma orquestra só de mulheres árabes, como uma perfeita receita de música, tradições e cultura do Mediterrâneo. A orquestra leva à cena a representação do casamento tradicional de Marrocos. O espectáculo transforma-se num conjunto de cantos, danças e representação teatral. O espectáculo propõe uma reconstrução simbólica das tradições de Tanger e Tetuan, ou seja a duma orquestra inteiramente feminina: a história milenária daquelas cidades impõe que na casa da noiva, nos três dias em que se celebra o casamento, a tocar música seja um grupo só de mulheres. Estreia Nacional.

7 Julho - Ponte de Sor  
8 Julho - Odemira 
8 Setembro - Castro Verde 

Rão kyao, Argentina, Ricardo Tesi
As Terras do vinho, do azeite, do trigo» Rão Kyao apresenta uma emocionante viagem nas terras do Mediterrâneo, descobrindo as músicas e as culturas dos Países do Festival Sete Sóis Sete Luas: Andaluzia com o cante flamenco de Huelva da Argentina, a Toscana com o maravilhoso acordeão diatónico de Riccardo Tesi, o Alentejo representa pela Orquestra de Harmónicas de Ponte de Sôr. Este concerto será gravado ao vivo, sendo prevista a produção de um CD. Produção original do Festival Sete Sóis Sete Luas.

25 Junho - Ponte de Sor 
12 Agosto - Odemira
 
José Luís Rodriguez, Nour Eddine, J. Ouassini
José Luís Rodriguez, um dos melhores guitarristas do novo flamenco, já acompanhante das mais prestigiadas "bailaoras" andaluzas, apresenta o seu projecto original concebido para Sete Sóis Sete Luas, encontrando outras culturas musicais do Mediterrâneo numa produção original, que conta com a participação dos músicos marroquinos Nour-Eddine e Jamal Ouassini e do guitarrista português Marco Reis. Produção original do Festival Sete Sóis Sete Luas.

29 Julho - Oeiras  
30 Julho - Vila Real de S. António
 
Tcheka
Assim o crítico Nuno Pacheco do jornal Público sobre o Tcheka: «Esqueçam tudo o que ouviram, viram ou leram sobre Cabo Verde: Lura e Tcheka, cada um a seu modo mas coincidentes no arrojo e distinção das sua propostas, constroem já pistas para que a música cabo-verdiana não se eternize nos caminhos seguros da morna e da coladera. Em comum têm o facto de serem ambos jovens, cantores e compositores e terem uma impressionante presença de palco...Quem escutou os seus recentes discos, abbsolutamente aconselháveis, só em palco terá a confirmação absoluta de que os passos musicais neles dados correspondem a uma pequena revolução nas propostas musicais cabo-verdianas...voz expressiva e enrouquecida, guitarra dedilhada e percutida com vigor e eficácia, Tcheka estabeleceu com a plateia uma relação de simpatia e cumplicidade...o que lhe valeu ser aplaudido de pé...»

10 Setembro - Castro Verde 
Tenores di Bitti
Os Tenores de Bitti surgiram em 1974. Bitti è a sua cidade, situada perto de Nuoro na ilha da Sardenha. O grupo è muito activo na pesquisa das tradições culturais locais e, em especial, do canto "a tenores". Conseguiram valiosos reconhecimento seja pela melodia do seu canto que pela preservação e respeito da tradição mais genuina e autentica. Recentemente, na Inglaterra os "Tenores" gravaram o seu último CD na prestigiada casa discográfica "Real World" de Peter Gabriel.

9 Setembro - Ponte de Sor 
10 Setembro - Castro Verde

Riccardo tesi
Rccardo Tesi é um dos mais destacados expoentes da investigação do folclore europeu. Em Œ78 descobre o acordeão diatónico e decide estudá-lo com a ajuda de músicos tradicionais. Aprendeu portanto diferente estilos e técnicas de execução existentes na Itália: do "saltarello" do centro à "tarantella" do sul, ao "ballo tondo" da Sardenha. Com esta banda propõe uma música que sintetiza linguagens diferentes: além da música tradicional italiana, o jazz, o rock, o baile de salão, a canção...


Teatro de Rua
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16 a 19 Junho - Santa Maria da Feira 
Arcipelago Circo Teatro
Creature - Espectáculo de rua/espectáculo de teatro acrobático africano "Creature" é uma mistura de teatro de rua, de eventos que decorrem em espaços públicos, de dramaturgia da festa, de ritmo, de comedia dell¹arte e de energia simples, mas potente, dos 7 artistas do Quénia. "Creature" é um verdadeiro "show" apresentado num espaço quadrado, para que o público o possa envolver de todos os lados e participar espontaneamente na história que é contada pelos artistas.

16 a 19 Junho - Santa Maria da Feira 
Leo Bassi
Descendente de uma família de actores vindos de Itália, de França e de Inglaterra, Leo Bassi herdou de sua família... e quiçá em seus genes, todos os truques da profissão e é extremamente hábil nas artes circenses como no malabarismo com os pés. (Foi citado na Enciclopédia Oxford das Artes Cénicas). Mais que continuar uma tradição teatral, o seu objectivo é manter hoje vivo o espírito provocador característico dos Bassi, desde que a família se iniciou no ramo. Para Leo, o entretenimento não é só prazer e diversão, é uma desculpa!

18 Junho - Santa Maria da Feira 
Falcons de Villafranca
O grupo de "Falcons" de Vilafranca nasce em Setembro de 1959, em Vilafranca del Penedes (Barcelona), e enquadra-se nas tradições das torres humanas que, nalgumas localidades espanholas, estão ainda hoje ligadas a festas religiosas locais. As suas figuras são bastante diversas, já que nalgumas delas a suas componentes estão de joelhos, como a "piràmide agenollats"; outras figuras estão agachadas, como a "pira", que exceptuando os dois que estão em baixo de tudo ajoelhados, os outros componentes estão agachados; outras são efectuadas completamente de pé, como o "castell", a "pirâmide drets" ou o "pilar", encontramos outras que combinam as três formas já mencionadas, como o "toro-torre" ou "les planxes" e, finalmente, existem figuras com movimento, como o "ventalls" ou "la torreta". Vale a pena dizer que todas estas figuras são "netes" (limpas), ou seja, sem "pinya" (pessoas que se colocam em torno da figura, para a sustentar melhor), e que entre figuras não há tempo para respirar, uma vez que se fazem umas atrás das outras num ritmo ligeiro.

18 Junho - Santa Maria da Feira 
La Fura Dels Baus
La Fura dels Baus é uma companhia em constante processo de evolução, desde a sua fundação em 1979, tendo desenvolvido, ao longo dos anos ­ e na base da criação colectiva ­, uma linguagem, um estilo e uma estética próprios. A particular visão do espectáculo que define La Fura dels Baus manifesta-se em acções de grande formato, como "L¹home del mil.leni", que reuniu mais de 20.000 pessoas em Barcelona para celebrar a passagem do ano 2000, como "La divina comedia", que se realizou em Florença, para mais de 35.000 espectadores, como "La navaja en el ojo", abertura da Bienal de Valência, que congregou mais de 20.000 pessoas, ou como "Naumaquia 1 - Tetralogía Anfíbia - El Juego Eterno", a bordo do Naumon em Maio de 2004, que juntou no "el Forum de las Culturas" de Barcelona mais de 15.000 pessoas.

18 Junho - Santa Maria da Feira 
Mummers and Bódhrans
O Festival de St Patrick, Irlanda, é um festival multidisciplinar, apresentando uma programação cultural Irlandesa e Internacional, com vista à celebração do dia de St Patrick (patrono da Irlanda), dia nacional (17 de Março). Em 2006 o Festival decorre de 15 a 20 de Março.Os Aughakillymaude Mummers são uma comunidade organizada em grupo de teatro popular que reencena um drama popular com séculos de existência. Os mummers serão imediatamente reconhecidos na parada, devido às suas máscaras cónicas de palha, de forma altas. O estilo de mumming é único na Irlanda e é desenvolvido em torno dos rituais pagãos da fertilidade do Inverno. Este drama popular retrata simbolicamente a vida, a morte e o renascimento ­ o ciclo da natureza. Os velhos inimigos transformam-se outra vez em amigos e acabam por dançar, tocar música e de brindar pela saúde e pela riqueza. O público português terá assim ocasião apreciar a música e a dança tradicional irlandesa. Haverá dois percussionistas de Bódhran que tocam com os mummers. O tambor de Bódhran é um tambor irlandês original do goatskin que é tocado com uma vara.

17 a 19 - Santa Maria da Feira 
Osama el Masry
Profissional do malabarismo, começou a sua carreira em Paris, onde em quatro anos de experiência aprendeu várias técnicas de malabarismo, especializando-se no uso do Diabolo. Vive, há anos, em Itália e ensina malabarismo em Milão na Piccola Scuola del Circo. Participou, desde 1994, em numerosa Convenções de malabarismo e em festival de teatro de rua italianos e estrangeiros.

16 a 17 - Santa Maria da Feira 
Les Passagers
A companhia Les Passagers nasceu em 1988 por iniciativa de Philippe Riou, encenador e coreografo. Desde então, o seu objectivo é de explorar artisticamente locais urbanos e neles apresentar espectáculos criadores de maravilhas urbanas.

17 a 19 - Santa Maria da Feira 
Francisco Simões
Nascido da convivência com o mestre Carlinhos do Babau, do Carroça de Mamulengos, depois de viajar três anos pelo nordeste brasileiro, foi em Olinda ­ na casa de Fernando Augusto, do Mamulengo Só Riso que o Mamulengo Presepada recebeu baptismo. São vinte anos de estrada, mantendo a tradição e investindo em novas buscas, o Presepada hoje, brinca apresentando e ensinando; palhaço, mamulengo, mágicas, ventriloquia, bonecos gigantes e bumba ­ boi. Viajando por todo Brasil, América Latina e Europa, participando de importantes eventos culturais, ganhou diversos prémios. Chico Simões, coordenador do grupo, além de brincante, palhaço e professor, publicou em parceria com Jô Oliveira, o livro: "Bumba Meu Boi Voador". Mateus da Lélé Bicuda: Comemorando vinte anos de muita diversão e arte Chico Simões, acompanhado pelo animado Trio Forrolengo apresenta o palhaço, Mateus da Lelé Bicuda, palhaço, brincante de reisados, guerreiros e folias, mágico e ventríloquo, formado nas feiras, festas e festivais pelo mundo, camelo, contador de histórias e casos, este menestrel contemporâneo promete benzer e bendizer o público presente que terá notícias e participará nas cenas de mágicas, ventriloquia e mamulengos que contaram histórias de amor e de guerra nas terras de São Saruê, onde vive tudo que se imagina e o palhaço é a
alma do humano.

16 Junho - Santa Maria da Feira 
Oliviero Toscani
Os humanos julgam viver numa situação privilegiada, onde tudo parece relativamente belo e quase perfeito. Entusiasmam-se com as novas tecnologias e com todos os possíveis e imagináveis tipos de software, desculpando assim a sua inércia. Os humanos andam obcecados com toda a espécie de tecnologia; pensam estupidamente que tudo isso poderá salvar o planeta. Pelo contrário, todas as suas tecnologias servem apenas para os manter ilusoriamente ocupados não lhes deixando tempo para pensar seriamente no que quer que seja. Os seres humanos estão-se a tornar muito preguiçosos. E depois chamam-nos burros! Eles é que são os verdadeiros burros!

18 Junho - Santa Maria da Feira 
Los Trabucaires
A origem da tradição dos Trabucaires data da época do feudalismo. Inicialmente eram a guarda pessoal dos senhores feudais. Os senhores feudais tinham a sua guarda pessoal provida de trabucos, que disparavam as suas armas, fazendo salvas, quando o senhor ou uma grande personagem chegava ao castelo, fazendo o mesmo quando o senhor assistia a algum acontecimento importante. Esta tradição foi conservada pelos jovens das casas de "payes", que estão disseminadas pela comarca, realizando as suas exibições nos percursos típicos das "caramelles" e nos grandes actos solenes. Actualmente, os Trabucaires saem para as ruas em festas religiosas como o Corpus Domini e na Páscoa ou quando recebem algum visitante ilustre (disparando salvas de honra).

17 Junho - Santa Maria da Feira 
Xarxa Teatre
Xarxa Teatre é um grupo valenciano, que utiliza a rua como espaço privilegiado de expressão lúdico-festiva e teatral das civilizações mediterrânicas; trabalha também com o material cultural e, dir-se-ia, ritual da tradição mais autenticamente valenciana: o fogo, elemento que se torna espectacular, violento, barulhento e criativo, tem a sua consagração nas "Fallas", as famosas festas da Primavera da cidade de Valência. Nesta 5ª edição do Festival Imaginarius, Xarxa Teatre tem a seu cargo as Fallas e a Mascletà.

17 Junho - Santa Maria da Feira 
A festa das farchie
O dia de Santo António (16 de Janeiro) é festejado em Fara Filliorum Petri com as "farchie". O fogo purificador, afastador do mal, prepara a ascensão do astro solar, necessária para novas e abundantes colheitas. A tradição encontra a sua origem num milagre por intercepção de Santo António com o tempo das invasões francesas (1799). Na época, a pequena cidade de Fara Filliorum Petri era protegida por um grande bosque, que se estendia a perder de vista. Os franceses pretendiam ocupar Fara, mas a aparição de Santo António nas vestes de um general impediu que este avançasse na expedição. O Santo ordenou às tropas que não ultrapassassem a o bosque. Este, face à desobediência das tropas, transformou as árvores em imensas chamas, afugentando os soldados. As "farchie" são braçadas cilíndricas de canas, unidas com ramos, tendo geralmente um diâmetro de 70-100 cm e uma altura de 7-9m. São levadas em procissão, na tarde do dia 16 de Janeiro, até ao Largo da Igreja de S. Antonio Abate, para serem alçadas e incendiadas.

17 Junho - Santa Maria da Feira 
Festa dei Gigli
A "Festa dei Gigli" (lírios) celebra-se em Nola, a 22 de Junho. Se este dia não coincide com o domingo, os festejos são adiados ao domingo seguinte. Trata-se de um festejo no âmbito das celebrações de algumas divindades libertadores. A divindade à qual o povo de Nola dedica esta festa, desde o final do século V, é S. Paulino. A festa, mesmo na sua actual organização e com um cunho seguramente cristão, deixa transparecer origens bem mais remotas, ligadas aos ritos da fertilidade e das colheitas; motivos, estes, comuns a numerosas civilizações, sejam mediterrâneas e ocidentais, sejam de matriz nórdica.
Os Gigli: Inicialmente eram pequenos castelos. Com o tempo tornaram-se cada vez mais altos, adornados geralmente com flores. Até 1700 eram arrastados com cintos, pouco a pouco foi-se sentindo a necessidade de elevar o Giglio, introduzindo-se as barras e os homens para o manter elevado. O uso da música aparece mais recentemente; é testemunhado, de todos os modos, já no século passado. Existem actualmente três "Botteghe" - Tudisco, Vecchione e Scotti ­ que levam adiante e tenazmente esta tradição originada em Nola, presumivelmente na época Barroca. A festa dei Gigli pode ser repartida em diversas fases, orgânicas e funcionais entre elas. A primeira inicia no momento em que, com disparos de morteiros, é anunciado à população que os novos Mestres de Festa empenham-se oficialmente na construção dos Gigli para o ano seguinte, assumindo os encargos da despesa. A segunda fase compreende o ritual da "mudança da Bandeira" entre o velho e o novo Mestre de festa, com uma cerimónia que permaneceu mais ou menos inalterável nos últimos dois séculos. A terceira fase tem início no domingo anterior ao da "Festa", com o transporte dos "Gigli descobertos" (a única máquina em vigamento de madeiras, apenas ornada de bandeiras, algum feixe de flores e a imagem do Santo) dos locais de construção ao do "posicionamento" (junta às habitações dos respectivos Mestres de festa).

10 Julho - Ponte de Sor  
Pedro Tochas
Estudou malabarismo e comédia física no Celebration Barn Theater, Estados Unidos. Estudou teatro físico no Circomedia-Academy of Circus Arts and Physical Theatre, Inglaterra. Tem trabalhado de norte a sul de Portugal e levado alguns espectáculos ao estrangeiro. Apresentou vários espectáculos a solo no campo do teatro físico até que resolveu arriscar na Stand-Up Comedy, pela qual tinha ganho gosto em Inglaterra. A rua foi o seu primeiro namoro, mas a paixão pelo espectáculo leva o actor a procurar outros espaços para poder crescer. Voltar ao Topo


 

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