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Mário & Lundum

 

 


Lançamento
Mário & Lundum
(H)á Fado!

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Mário & Lundum é o novo projecto de música portuguesa, que recupera uma das fontes apontadas como originárias do fado: o Lundum. E este é o disco que faz a estreia uma abordagem para o fado na contra-corrente.

Segundo alguns estudiosos, o Lundum é uma dança e canto de origem africana, levada pelos escravos bantos, especialmente de Angola, para o Brasil; na Enciclopédia Luso-Brasileira define-se o lundum (lundu, landu, londu) como dança também cantada, de origem africana, cuja raiz desenvolve no batuque. O Lundum terá sido “importado”, para Portugal via os movimentos transatlânticos do séc. XIX.

Mário Fernandes, Lisboeta de Gema, neste disco canta clássicos de Amália, Alfredo Marceneiro ou Camané, recuperando os tais sons quentes que o tempo encarregou de preencher com saudade. Com a cumplicidade da grande senhora Beatriz da Conceição.

Uma certa incerteza do Fado
As muitas definições que se podem encontrar sobre o Lundum têm vários pontos em comum. Com efeito, Lundum (também lundu, landu, londu) pode entender-se como uma dança e canto de origem africana, trazidos pelos escravos bantos, especialmente de Angola, para o Brasil. Outra definição apresenta o Lundum como uma dança também cantada, de origem africana, cuja raiz entronca no batuque.

O Lundu tornou-se imensamente popular no séc. XVIII, tanto no nosso país como no Brasil, de onde veio - consistindo numa dança viva e desenvolta, usada entre os escravos.

Em traços gerais, a dança - acompanhada de música e canto - é uma das manifestações culturais dos povos dos antigos reinos do Kongo e da Ngola pré-coloniais. De índole religiosa, esta dança faz parte dos rituais das festas que se seguem aos actos das colheitas.

Mais sobre as possíveis origens do Fado
São desconhecidas as verdadeiras origens do Fado. Entre as múltiplas e diferentes opiniões, sobre as origens do Fado muito há a dizer, pois cada historiador faz uma perspectiva não só baseada na recolha de dados, mas também na sua própria opinião, originando uma grande variedade de suposições.

A Enciclopédia Luso Brasileira fala-nos do Fado como pertencente à canção popular portuguesa, tardiamente nascido e gerado fora de Portugal, definindo três períodos de aparecimento e evolução musical deste género de música: Num primeiro período, dá-se o aparecimento do Fado de Lisboa (a partir de 1822). Na transição do Lundum para o Fado, a dança continua a ter maior importância. Num segundo período (a partir de 1840), o canto supera a dança, sendo associado à valorização da guitarra, em substituição da viola. Já num terceiro período (a partir de 1888), o Fado é já totalmente divulgado, passando a ser aceite pelas várias classes sociais. A sua divulgação chega a Coimbra através dos estudantes da Universidade.

Na obra “Fado - História de Portugal”, Mascarenhas Barreto aponta para uma origem nas Cantigas de Amor e a Trova Provençal da Idade Média:

“De origem provençal, o Fado sofreu a influência melodico-poética árabe e, ao longo dos séculos, ganhou características mais definidas, tornando-se numa maneira de cantar que exprime, genericamente, um estado psíquico de nostalgia.

O casamento dos príncipes trazia para Portugal a sua corte de cavaleiros e trovadores. Assim se formou, entre os portugueses, a escola de poesia Provençal que veio fortalecer os primeiros passos de uma Literatura Nacional.

A “Chansó” era o mais nobre género de canção, própria de cavaleiros fidalgos; O “Sirvente” era cantado por soldados; Os “Contenses” eram controvérsias travadas entre dois trovadores; O “Plang” era uma canção lamentosa: “Cantiga de Amigo” cantada de mulher para homem, e “Cantiga de Amor”, cantada de homem para mulher; e ainda outra forma de poesia, de expressão satírica: “Cantiga de Escárnio ou Mal Dizer”.

Oito séculos passados, o Fado actual conserva ainda antigas características. O Fado dos Estudantes de Coimbra, como expressão do sentimento masculino, manteve o mesmo espírito das Cantigas de Amor. No Fado de Lisboa, parece predominar a forma das Cantigas de Amigo, expressão feminina, em que a mulher manifesta o seu sentir.” Voltar ao Topo

 

 

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