Digressão
Terrakota
Idiomas de muitas viagens musicais
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Novembro 2004 Dia 17 Lisboa, B'Leza, às 22h | Dia 19 Faro, Associação de Músicos
| Dia 26 Coimbra, Le Son | Dezembro 2004 Dia 7 Porto, Hard Club | Dia 18 Lisboa, Santiago Alquimista
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Os Terrakota, com o seu segundo disco de
originais "Humus Sapiens", consolidaram definitivamente a sua posição entre as
mais eufóricas bandas portuguesas, pela sua personalidade e sobretudo pelo vigor
demonstrado ao vivo, passado agora para um disco notável.
Para os Terrakota, África tem um papel central no processo de
criação pois é uma fonte inesgotável de afecto, energia, ritmo e calor. A maioria das
sonoridades exploradas pelo grupo surgiram de lugares distantes espalhados por todo o
mundo, fruto da mistura cultural entre os povos que ali viviam e os escravos africanos que
para lá foram deportados.
No temas encontram-se uma grande variedade de instrumentos
acústicos que são usados dentro do seu ambiente rítmico e harmónico. Os instrumentos
eléctricos (guitarras, baixo, bateria) são convidados a viajar originando o
som orgânico dos Terrakota. As letras compõem-se de vários idiomas, resultado de muitas
viagens. Porque cada língua tem a sua musicalidade própria e estimula diferentes formas
de cantar, de transmitir sensações ou ideias.
A língua portuguesa domina, mas ao longo do álbum também se vai
passando pelo inglês, o wollof, soussou, francês, espanhol, italiano, yoruba, mandinga e
indiano. A gravação deste álbum no continente africano permitiu ao grupo criar os seus
novos temas numa realidade bem diferente da rotina ocidental, mais próxima da energia
transmitida pela sua música. Recorrendo à gravação analógica e ao uso de salas de
captação mais vivas, o grupo conseguiu melhorar a vivacidade do som através duma série
de instrumentos acústicos difíceis de captar, dando uma maior naturalidade ao som geral
do disco.
O segundo álbum "Humus Sapiens" foi gravado novamente
por Dominique Borde e a capa pintada pelo pintor Pedro Feijão, autor da primeira capa.
Colaborações bem sucedidas já amadurecidas que contribuem para o trabalho fluir. Toda a
energia absorvida durante este mês e meio do planeta África já começou a dar os seus
frutos nesta nova fase de vida do grupo. 