Lisboa
Terrakota
"Humus Sapiens" e o saber amadurecido
Lisboa, B'Leza, Dia 2 de Junho
de 2004
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. . . . . . . "Humus
Sapiens" é o segundo disco dos Terrakota, uma banda que continua a ter África como
principal inspiração e cujo novo disco tem apresentação marcada para o dia 2 de Junho,
no B'Leza, em Lisboa. Festa garantida com uma das melhores bandas portguesas ao vivo.
Os Terrakota lançaram no dia 31 de Maio o seu 2º álbum de originais
"Humus Sapiens" gravado entre Fevereiro e Março no estúdio Xippi de Youssou
NDour em Dakar no Senegal.
Este novo trabalho tem distribuição assegurada em Espanha, França, Itália e Alemanha
é enriquecido pela experiência conjunta acumulada pelos sete elementos da banda.
Partilha grandes momentos vividos entre palcos, estradas, ensaios, públicos, camarins,
viagens, sois, luas, frutas e gentes. Um ciclo marcado pelo crescimento e amadurecimento
da linguagem musical Terrakota.
As principais fontes de inspiração dos Terrakota continuam a ser as mesmas: o
feed back positivo transmitido pelo público que vai descobrindo e acompanhando o som e a
evolução da banda, e o constante interesse por novas culturas e valores musicais e
humanos. A partir daí dão vida aos novos temas, brincando com a mistura de sons, ritmos
e idiomas deste planeta... cada música uma viagem... cada viagem uma música.
África continua a ter um papel central no processo de criação pois é uma
fonte inesgotável de afecto, energia, ritmo e calor. A maioria das sonoridades exploradas
pelo grupo surgiram de lugares distantes espalhados por todo o mundo, fruto da mistura
cultural entre os povos que ali viviam e os escravos africanos que para lá foram
deportados.
No temas encontram-se uma grande variedade de instrumentos acústicos que são
usados dentro do seu ambiente rítmico e harmónico. Os instrumentos
eléctricos (guitarras, baixo, bateria) são convidados a viajar originando o
som orgânico dos Terrakota. As letras compõem-se de vários idiomas, resultado de muitas
viagens. Porque cada língua tem a sua musicalidade própria e estimula diferentes formas
de cantar, de transmitir sensações ou ideias.
A língua portuguesa domina, mas ao longo do álbum também se vai passando pelo
inglês, o wollof, soussou, francês, espanhol, italiano, yoruba, mandinga e indiano. A
gravação deste álbum no continente africano permitiu ao grupo criar os seus novos temas
numa realidade bem diferente da rotina ocidental, mais próxima da energia transmitida
pela sua música. Recorrendo à gravação analógica e ao uso de salas de captação mais
vivas, o grupo conseguiu melhorar a vivacidade do som através duma série de instrumentos
acústicos difíceis de captar, dando uma maior naturalidade ao som geral do disco.
O álbum foi gravado novamente por Dominique Borde e a capa pintada pelo pintor
Pedro Feijão, autor da primeira capa. Colaborações bem sucedidas já amadurecidas que
contribuem para o trabalho fluir. Toda a energia absorvida durante este mês e meio do
planeta África irá começar a dar os seus frutos nesta nova fase de vida do grupo. 