Lançamento
Mísia
"Canto" para Paredes
. . . . . . . . . . . . .
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
. . . . . . . . . .
Novembro 2003 Dia 2 Lisboa,
FNAC Colombo, 18:30h | Dia 20 Porto Rivoli - Teatro Municipal, 23:00h | Dia 27 Lisboa, CCB, 21:30h | Dia 28 Lisboa, FNAC Chiado, 23:00h
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
. ."Canto"
é o nome do novo disco de Mísia, desafiado pela música de Carlos Paredes - assumindo
todos os riscos das virtudes. Este registo conta com poemas de Vasco Graça Moura - a
letra viva que faz sentido na genialidade contemporânea do mestre e da fadista.
Tal como confidencia a fadista no seu site oficial, "Um
trabalho inspirado na música de Carlos Paredes fazia parte da sua galeria de
impossíveis". Neste disco mistura-se, de um lado, a genialidade da obra de Paredes e
do outro a resistência e responsabilidade do material.
O grande desafio de "Canto" passou precisamente por
escolher o repertório - onde se entendesse o carácter erudito e popular, o lado
português e a dimensão universal desta obra sem ferir a sua contemporâneidade e a sua
autenticidade - e, para tal, recortar dentro da música versos de uma métrica
imprevisível, irregular.
Foi preciso desafiar os músicos de Fado de Lisboa, que normalmente
acompanham Mísia, para tocarem numa linguagem musical que não é a sua. Foi preciso
cantar sem caricaturar os temas em "fados à força"; isto sem negar a
"alma fadista" que, está na voz de Mísia. Este é, definitivamente, um disco
de Fados embora as músicas não o sejam.
Mísia quiz marcar um encontro com todas estas particularidades
criativas, sem querer aproximar-se à duplicação inglória de uma estètica que só a
Paredes pertence e da qual só ele - e absolutamente mais ninguém -, guarda o segredo
para sempre. "Canto" é, tal como a própria cantora refere, uma prenda a Carlos
Paredes.
Vasco Graça Moura é o autor da maior parte dos poemas,
"escrevendo pela primeira vez para uma voz identificada, disponibilizando o seu
talento e erudição poética, o seu raríssimo entendimento das necessidades métricas e
prosódicas de um trabalho como este". Sérgio Godinho e Pedro Tamen são outros dois
nomes que são a letra para, respectivamente, "Raiz" e "Verdes Anos".
Henri Agnel, músico especialista em música Árabe e do
Renascimento - companheiro de tournées francesas de Paredes e conhecedor da sua música
há trinta anos - é o grande responsável pelos arranjos deste disco: Um trabalho onde
«ouvimos o ritmo da dança oriental "baladi" do sul do Egipto (Nubia) na
Canção para Titi, o ritmo persa "da mãe" ou "do bater do coração"
no início de Raíz seguido de uma dança renascentista. Numa afinação medieval surge o
cistre da corte isabelina (antepassado da guitarra portuguesa segundo alguns) na
improvisação de Ah Não II. Sons sofisticados do quinteto solista da Camerata de la
Bourgogne em perfeita convivência com a nossa guitarra e viola de fado de Lisboa». 
Adaptado a partir de um texto de Mísia,
publicado no seu web-site oficial