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Kimmo Pohjonen

 

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Programa Musical

Dia 20 (Portugal) At-Tambur
(Portugal) Os CantAutores
Dia 21 (Brasil) Cibelle
Dia 22 (Espanha) Ojos de Brujo
Dia 27 (Guiné) Manecas Costa
Dia 28 (Filândia) Kimmo Pohjonen
Dia 29 (UK) Susheela Raman

(EUA) The Klezmatics
Dia 30 (Suécia) Mari Boine

 

Programa Complementar

Dia 22
Apresentação do livro “Por Detrás do Palco
Carreira dos Trovante,
por Manuel Faria.
Intervenção de José Manuel Mendes (Presidente da Associação Portuguesa de Escritores)

Construção de instrumentos musicais
Explicação de Carlos Guerreiro
(Gaiteiros de Lisboa)

Dia 29
Evolução da música tradicional portuguesa
e o canto polifónico

Sessão teórica e prática  por José Manuel David
e Rui Vaz (Gaiteiros de Lisboa)

“The Night of Long Shadows”
Documentário sobre Mari Boine

Dia 30
“Iag Bari – Brass on Fire”
Documentário dedicado à Fanfare Ciocarlia

Dias 19 e 26
Exibição de filmes de Músicas do Mundo
Programação da responsabilidade
do CineClube de Aveiro

De 19 a 30
Feira de Músicas do Mundo e mostra de Comércio Justo

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Aveiro
Sons em Trânsito
O luxo da diferença

Aveiro, de 20 a 30 de Novembro de 2003
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Está o regresso de um dos mais jovens e ambiciosos festivais das Músicas do Mundo. "Sons em Trânsito" aposta na diferença e na diversidade musical - acontecendo este ano entre os dias 20 e 30 de Novembro de 2003. Um programa de luxo, a não perder.

Sons em Trânsito surgiu no ano passado e logo revelou-se numa agradável surpresa, sobretudo pelo programa alternativo - muito bem recheado de propostas originais e quase todas inéditas.

Para este ano, a Câmara Municipal de Aveiro resolveu subiu ainda mais a parada - organizando um festival que vai ficar, certamente, no roteiro obrigatório de todos os admiradores das músicas do mundo.

O cartaz será então preenchido com os norte-americanos Klezmatics, o guineense Manecas Costa, a indiana Susheela Raman, o finlandês Kimmo Pohjonen, a norueguesa Mari Boine, a brasileira Cibelle, os catalães Ojos de Brujo e os portugueses At-Tambur.

Os At-Tambur são considerados pela crítica especializada como uma das grandes revelações da música portuguesa dos últimos tempos. O seu primeiro disco é, por muitos, considerado notável e tem recebido os maiores elogios da crítica, tendo registado um número surpreendentemente agradável de exemplares vendidos. A sua sonoridade, interpretada por excelentes músicos, cruza as diversas tradições musicais europeias e convida à dança festiva.

Cibelle fará a sua primeira apresentação em Portugal, tendo sido descoberta pelo “alquimista” jugoslavo Suba e revelada ao mundo pela sua colaboração no disco “São Paulo Confessions”. Este ano, Cibelle caiu nas boas graças da crítica e do público europeu com o seu album de estreia. Um registo onde o samba e a bossa nova se encontram com a electronica e com a lingua inglesa e que conta com a colaboração dos elementos dos Morcheeba e de muitos nomes consagrados da cena brasileira.

Ojos de Brujo são dez músicos em palco, que interpretam flamenco e rumba catalã com influências do hip-hop. Liderados pela inesquecível Marina “La Canillas”, alcançaram após o segundo disco o sucesso internacional. Estão nos maiores eventos internacionais (Womad Reading, Glastonbury, Roskilde, Womex) e agora sobem ao paldo dos Sons em Trânsito. Estiveram nomeados para os últimos prémios da BBC RADIO 3. Têm a fama de serem arrebatadores ao vivo e são um exemplo feliz da mais-valia que as fusões podem trazer quando respeitam a base tradicional. O que nem sempre acontece…

Manecas Costa é praticamente desconhecido em Portugal. Manecas Costa é guineense e está radicado em Lisboa. No entanto, foi a BBC que lhe abriu as portas da edição discográfica. Manecas já tinha lançado outros registos, mas sem a dimensão e a qualidade de produção deste “Paraíso di Gumbé”, album que está nos top´s europeus de World Music há muito tempo. Desde então Manecas tem estado presente em alguns dos mais importantes festivais ingleses e deu, na opinião de muitos, o melhor concerto do ultimo Womad Reading. É a grande revelação do ano ao nível das músicas do mundo.

Kimmo Pohjonen marca pelo seu visual arrojado, um acordeão diatónico, uma pitada de samplers e grunhidos q.b. compoem a receita irresistível deste finalândes. Kimmo é inovador, revolucionário, provocador, rude, único, sensível, épico e poético, mas sobretudo é inesquecível. O seu projecto a solo composto pelos discos “ Kielo”, “Kalmuk” e “Kluster” tem recebido os maiores elogios da crítica internacional e começa a conseguir o mesmo feito entre os jornalistas portugueses. Um dos músicos que vai marcar o início do século XXI. Ao vivo é deliciosamente angustiante. Vem a Portugal apresentar o projecto “Kluster” em que se faz acompanhar nos samplers por Samuli Kosminen dos islandeses Múm. Também foi nomeado para a última edição dos prémios da BBC RADIO 3.

Suheela Raman é uma das mais recentes e estimulantes divas das músicas do mundo. Esta inglesa, filha de indianos, resolveu mergulhar nas suas raízes asiáticas baralhando-as com as suas nítidas influências da música ocidental. No entanto, o recente “Love Trap” vai mais longe e convoca, entre outros, o afro-beat de Tony Allen ou o canto tuva de Albert Kuvezin dos Yat-Kha. Sob a direcçaõ musical do famoso guitarrista britânico Sam Mills, Susheela assinou dois discos excelentes que já lhe valeram um prémio da BBC RADIO 3 e ser a primeira artista de músicas do mundo a ser nomeada para um Mercury Prize.

The Klezmatics são a melhor e mais conhecida banda de klezmer do mundo. Regressam a Portugal com o espantoso "Rise Up" na bagagem. Um disco que celebra Nova Iorque e feito na ressaca do 11 de Setembro de 2001. O espírito que se vive actualmente na cidade está espantosamente retratado nesta obra. Uma verdadeira instituição da música, mas uma instituição bem viva, dinâmica e arejada. Um espectáculo onde se irão confundir as lágrimas e os sorrisos que só a música judaica consegue provocar.

Mari Boine é uma instistuição das músicas do mundo. É o regresso a Portugal de uma das artistas de World Music mais apreciadas pelo nosso público e pela nossa crítica. É a grande bandeira do canto joik e da cultura sami que continua viva no norte dos países escandinavos, na região habitualmente conhecida por Lapónia. Lutou bastante pela preservação das tradições do seu povo e pelo reconhecimento dos seus direitos por parte do governo norueguês. Nos últimos anos também “piscou o olho” à electronica no seu recente e aclamado album “8 seasons”. Voltar ao Topo

 

 

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