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Mahotella Queens

 

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Programa

24 de Julho
Portugal
Danças Ocultas 21:30h
Cabo Verde
Simentera 23:00h

25 de Julho
Afeganistão
Mahwash & E.Kabul 21:30h
Africa do Sul
Mahotella Queens 23:00h
Brasil
Totonho e Os Cabra 00:30h

26 de Julho
EUA
Kronos Quartet 21:30h
França
Kad Achouri 23:00h
Jamaica
The Skatalites 00:30h

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Fonte: Site oficial do Festival - o extraordinário sítio oficial do festival, ao qual recomendamos vivamente uma visita demorada, tratando-se de um espaço repleto de informação, quer para o público em geral, quer para Jornalistas.

Sines
Festival Músicas do Mundo de Sines
Castelo, dias 24, 25 e 26 de Julho de 2003
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Um elenco de luxo preenche a programação do próximo Festival de Músicas do Mundo de Sines, de 24 a 26 de Julho. Destaque para os Kronos Quartet, Skatalites, Mahotella Queens e Kad Achouri. É a quinta edição de um festival amadurecido e incontornável.

A 5ª edição do Festival Músicas do Mundo (FMM), realizado no Castelo de Sines desde 1999, recebe, dia 26 de Julho (sábado), o Kronos Quartet, o mais célebre quarteto de cordas do mundo, este ano a comemorar o trigésimo ano de vida. De certa forma "revolucionário", sobretudo pelo modo como tem conseguido aproximar os repertórios e os públicos da música erudita e da música popular, o Kronos Quartet abre a noite final do FMM2003, que conta ainda com a actuação do francês Kad Achouri e dos Skatalites, o combo jamaicano fundador do estilo de música ska, com o qual se fará a festa de encerramento com fogo-de-artifício.

O festival começa dia 24 (quinta-feira), com uma noite lusófona. O concerto inaugural é este ano preenchido com os jogos harmónicos do grupo Danças Ocultas, que tem vindo a dar nova vida à concertina, um instrumento praticamente esquecido pela moderna criação musical portuguesa até à formação daquele quarteto. Seguem-se os Simentera, actualmente os grandes representantes da tradição cabo-verdiana no circuito internacional da world music.

Dia 25 (sexta-feira), o alinhamento do programa inclui a actuação dos seguintes grupos: Mahwash & Ensemble Kaboul (Afeganistão), vencedores em 2003 da categoria asiática dos prémios de world music da BBC Radio 3; Mahotella Queens, trio vocal histórico na música sul-africana; e Totonho e Os Cabra (Brasil), banda brasileira em que o ritmos do Nordeste se encontram com o hip hop e a electrónica.

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Dia 24 de Julho de 2003, 21:30h
Danças Ocultas Portugal

Muito popular durante gerações, a concertina caiu em desuso com o avançar do século XX. Em Portugal, o projecto Danças Ocultas propôs-se provar que, se forem alimentados a imaginação e amor, os instrumentos não morrem.  A concertina, nome pelo qual se conhece em Portugal o acordeão diatónico, já foi um instrumento muito popular. Era, por exemplo, o preferido dos emigrantes, uma vez que produzindo notas diferentes nos dois movimentos das teclas conseguia ser mais pequeno e, logo, mais portátil e barato que o acordeão normal. Em Portugal, no final da década de 1980, a concertina estava praticamente esquecida, ou circunscrita ao domínio dos ranchos folclóricos. Até que, em 1989, Artur Fernandes (ver entrevista), um professor de Águeda, decidiu com três dos seus alunos formar o grupo “Danças Ocultas”. A velha concertina renascia e orientada para novas direcções. Nos dois álbuns já lançados - “Danças Ocultas (1996) e “Ar” (1998) - ouve-se tradição transformada, respirações clássicas (Erik Satie é muitas vezes apontado como influência) e repertório original, onde se explora a peculiaridade dos diálogos em quarteto de um instrumento normalmente tocado a solo. Em Sines, as Danças Ocultas trazem como convidados Gabriel Gomes (acordeonista, ex-Madredeus, que produziu o seu primeiro disco), Edu Miranda (bandolim) e Rui Júnior (percussões). Apresentam em ante-estreia o novo trabalho discográfico, a sair em Outubro.
Músicos: Filipe Ricardo, concertina | Filipe Cal, concertina | Francisco Miguel, concertina | Artur Fernandes, concertina | Gabriel Gomes, acordeão | Edu Miranda, bandolim | Rui Júnior, percussões

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Dia 24 de Julho de 2003, 23:00h
Simentera Cabo Verde

Quando se pensa na ideia de modernização da música tradicional pensa-se em fusões mais ou menos conseguidas, pensa-se na utilização dos novos recursos da tecnologia para dar novo corpo a cancioneiros centenários, mas pensa-se menos na criação de música nova, de raiz. O caminho do grupo cabo-verdiano Simentera é precisamente esse: a criação faz-se directamente no repertório e é na instrumentação que se é conservador. Por isso permanecem radicalmente acústicos - vozes, guitarras, sax, percussões - e, não renegando a própria natureza mestiça da sua música, recorrem a cruzamentos, mas apenas quando fazem sentido. Desde a sua estreia internacional na Expo’92 de Sevilha até hoje, editaram quatro discos - “Raiz” (1995), “Barro e Voz” (1997), “Simentera” (2000) e “Tr’adicional” (2003) - e tornaram-se num dos grupos cabo-verdianos mais solicitados no circuito da world music. Os Simentera são o que se espera da música cabo-verdiana (a alegria e a tristeza nas suas extremas depurações), mas com uma riqueza harmónica, um cuidado e uma delicadeza verdadeiramente distintivos. Através dos convidados do seu disco mais recente, “Tr’adicional” (2003), os Simentera põem em evidência os três grandes afluentes da música cabo-verdiana, um arquipélago tri-continental, com pontes para África (Manu Dibango, Touré Kunda e Moussa Sissokho), Europa (Maria João e Mário Laginha) e Brasil (Paulinho da Viola).
Músicos: Mário Lúcio Sousa, voz, guitarras, acordeão diatónico, harmónica e percussão | Tété Alhinho, voz (contralto) e percussões | Terezinha Araújo, voz (soprano) e percussões | Maria de Sousa, voz (soprano) e percussões | Elísio Faria, percussão e voz | Américo Lima, guitarra acústica e coros | Kim Bettencourt, guitarra acústica e coros | Lela Violão, guitarra | Carlinhos Gomes, sax e coros

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Dia 25 de Julho de 2003, 21:30h
Mahwash & E.Kabul Afeganistão

No cruzamento das várias ásias, o Afeganistão tem uma tradição musical preciosa, que nem mesmo a proibição talibã conseguiu apagar. A cantora Farida Mahwash e o Ensemble Kaboul acabam de consagrá-la com o prémio da BBC para melhor grupo asiático de 2002. Durante período Talibã, a grande música afegã só podia ser ouvida no estrangeiro, pelas mãos e vozes de exilados, como a cantora Ustad Farida Mahwash e o grupo instrumental Ensemble Kaboul, que vêm a Sines quatro meses depois de vencer o World Music Award da BBC Radio3 na categoria Ásia / Pacífico. Farida Naqshbandi Mahwash é uma das mais extraordinárias cantoras afegãs. Estrela da rádio durante a década de 70 e a primeira mulher a quem foi atribuído o título de “ustad” (mestre), a sua vida e carreira tem a marca da convulsões políticas de que o seu país foi vítima na segunda metade do século XX. Em Sines, num espectáculo com o nome do disco mais recente, "Radio Kaboul", vai ouvir-se toda a diversidade do Afeganistão: as melodias etéreas dos bardos tajiques de Mazar-i-Sharif, os instrumentais subtis de Herat, junto ao Irão, as peças extáticas de Jalalabad, no sul, as melodias populares de Cabul.
Músicos: Ustad Mahwash, voz | Khaled Arman, rubab (alaúde) | Hussein Arman, voz e harmónio | Ghulam Nejrawi, zerbaghali | Henri Tournier, flautas | Prabhu Edouard, tablas

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Dia 25 de Julho de 2003, 23:00h
Mahotella Queens Africa do Sul

Há poucos nomes tão prestigiados na música sul-africana como as Mahotella Queens, durante décadas símbolos da resistência cultural ao apartheid. Em palco, só pensam em fazer a festa. Hilda Tloubatla, Mildred Mangxola e Nobesuthu Mbadu juntaram-se no início da década de 60, começando a actuar com os lendários Mahlathini e Makgona Tsothle Band, numa colaboração que haveria de resultar na criação de um estilo que marcou o pop africano: o mbaquanga. A palavra zulu mbaquanga designa uma sopa caseira que os pobres faziam misturando tudo o que tinham à mão. E os ingredientes da mbaquanga são vários tipos de música tradicional (zulu, sotho, shangaan, xhosa) misturados com “marabi” (jazz sul-africano), rhythm n’ blues, soul e gospel. Ao longo dos anos 60 e 70, a combinação de harmonias vocais com os ritmos de dança do mbaquanga foi sendo adoptada como a música da comunidade negra urbana da África do Sul. Mahlathini e as Queens tornaram-se símbolos da resistência cultural ao apartheid. Com idades que rondam os 60 anos e mais de 20 discos editados, as três rainhas tiverem coragem para procurar uma banda jovem e gravar um novo cd, “Sebai Bai” (2001). Dia 25 de Julho, aquele que chegou a ser considerado o grupo mais popular do hemisfério sul, mostra em Sines “o canto apaixonado, o entrelaçado de ritmos funk e as actuações ao vivo de tirar a respiração”, que lhes valeram em 2000 o prémio de artistas do ano na prestigiada mostra de músicas do mundo, Womex.
Músicos: Hilda Tloubatla, voz | Mildred Mangxola, voz | Nobesuthu Mbadu, voz | Shadrack Rameya, teclados | Michael Nyambe, guitarra | Madoda Ntshingila, baixo | Mose Dingaan Ramodipe, bateria

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Dia 26 de Julho de 2003, 00:30h
Totonho e Os Cabra Brasil

Entre o forró e a electrónica, as canções de Totonho, mais um talento a descer do nordeste brasileiro para o mundo, são as canções da globalização por quem a vive por dentro. Embora difícil de classificar em categorias ou movimentos definidos, Totonho e Os Cabra situam-se na linha de nomes como Lenine, Tom Zé, e de um certo modo do mangue-beat de Chico Science. Trazem uma mistura radical entre a canção tradicional nordestina e a música moderna, do rock ao funk, dos ritmos latinos a uma forte componente electrónica. Os seus textos, muito cuidados e cheio de humor negro, tratam de temas como a sociedade de consumo, o drama das migrações ou o mundo globalizado, e estão em perfeita sintonia com a realidade social do Brasil de hoje. Sem demagogia, Totonho fala daquilo que conhece, conta aquilo que vive e reclama aquilo que espera.
Músicos: Totonho, voz | Charlie Cole, baixo | Leo Monteiro, bateria | Toni Monteiro, violino, percussões, sampler | Cassiano Sá, guitarra

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Dia 26 de Julho de 2003, 21:30h
Kronos Quartet EUA

Um dos grupos de música clássica mais famosos do mundo, o Kronos Quartet é responsável pela revitalização do quarteto de cordas e pela aproximação dos públicos e repertórios das músicas erudita e popular. Actualmente, há mais umas centenas de composições novas para quarteto de cordas, que é usado na reinvenção de temas tradicionais, jazz e pop e é reconhecido como uma das formações camarísticas preferidas pelo público. As mudanças verificadas nestes 30 anos coincidem com o percurso de um dos mais merecidamente célebres grupos musicais do mundo: o Kronos Quartet. O Kronos Quartet especializou-se na música do século XX, mas no seu século XX tanto cabem Webern como Ornette Coleman, Terry Riley como Thelonious Monk, Bela Bartok como Jimi Hendrix. Mais recentemente, o grupo americano, que tem no seu currículo colaborações com compositores de mais de 50 países, começou a explorar as chamadas “músicas do mundo”. Ao longo da sua carreira, o Kronos Quartet tem recebido inúmeros prémios, entre eles seis nomeações e uma vitória nos Grammies.
Músicos: David Harrington, 1.º violino | John Sherba, 2.º violino | Hank Dutt, viola | Jennifer Culp, violoncelo

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Dia 26 de Julho de 2003, 23:00h
Kad Achouri França

Francês de origem argelina, Kad Achouri mistura chanson française, hip hop, reggae, latinidad e jazz. Foi uma das revelações de 2002 no circuito das músicas do mundo. Kad Achouri, 33 anos, é um bom exemplo, inclusive na sua história de vida, desta nova França “mélangée”, lugar de cruzamento por excelência entre a Europa do Norte e o Mediterrâneo. “Liberté”, o seu primeiro e único disco, gravado na Grécia em 2002, lança-o finalmente para uma carreira com a dimensão que merece. E é “Liberté” o melhor ponto de partida para traçar o perfil multiforme deste músico cosmopolita, cujo estilo de canto comparam ao “murmúrio” de Serge Gainsbourg. “Liberté” é um caldeirão. Ouve-se a canção francesa na escolha de melodias e textos. Ouve-se o hip hop e os ritmos jamaicanos e latinos que, em alguns temas, lembram o estilo de trovador social de Manu Chao. E ouve-se muito, muito bom jazz: dominando os sofisticados arranjos de cordas e sopros, surgindo como evocação dos mestres (veja-se o sample de uma gravação antiga de Archie Shepp), e revelando um pianista de primeira água, que é o próprio Kad Achouri, que cresceu a ouvir Abdullah Ibrahim. Kad Achouri foi um dos “Talentos 2003” seleccionados para apresentação no MIDEM.
Músicos: Kad Achouri, voz e piano | Arnaud Delafosse, bateria | Mohammed Hafsi, baixo | Phil Dawson, guitarra | Chris Jerome, teclados | Adalberto Alves, percussão | Lorna Brown, coros | Matshidiso Mohajane, coros

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Dia 27 de Julho de 2003, 00:30h
The Skatalites Jamaica

Ska, rocksteady, reggae. Tudo começou na transição das décadas de 50 para 60, com os Skatalites, um nome mítico da música jamaicana que encerra, com honras de fogo-de-artifício, o Festival Músicas do Mundo 2003. O ska - o antepassado mais acelerado e jazzy do reggae - é um dos ritmos mais populares do mundo, adoptado por muitos grupos de pop e rock do passado e do presente. Nos anos 80 e 90, grupos de ska-punk como Madness, The Specials e Selectors, ou, actualmente, os Goldfinger e No Doubt, prestam tributo aos Skatalites como primeira influência. Mas como nasceu o ska como o conhecemos? A resposta é como nasceram os Skatalites. Como banda de nome próprio, os Skatalites nasceram em 1964, formados por um grupo de instrumentistas que tocavam covers de R&B e jazz no circuito de hotéis e resorts jamaicanos. Os músicos têm afirmado ao longo dos anos que a criação do ska não foi intencional, mas simplesmente o resultado de tentativas falhadas de tocar rhythm n’ blues americanos. “From Paris With Love”, editado em 2002, inclui quatro dos membros originais da banda: a dupla de bateria e baixo Lloyd Knibb e Lloyd Brevett, que toca junta há 57 anos, o saxofonista Lester Sterling, o trompetista Johnny “Dizzy” Moore a vocalista Doreen Shaffer. Com eles, misturam-se em Sines músicos mais novos, como o trompetista Greg Glassman, que dão um aporte de vitalidade a uma música que já é, em si, sinónimo de vida.
Músicos: Lloyd Knibb, bateria | Lloyd Brevett, baixo | Lester Sterling, sax alto | Johnny "Dizzy" Moore, trompete | Doreen Shaffer, voz | Cedric Im' Brooks, sax tenor | Ken Stewart, teclados | Will Clark, trombone | Greg Glassman, trompete.
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Fonte: Site oficial do Festival Voltar ao Topo

 

 

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