
Fanfare Ciocarlia
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Programa
Dia 14 Julho de 2003
(Roménia) Fanfare Cioarlia
17 Julho de 2003
(Rússia) Loyko
22 Julho de 2003
(Hungria) Besh
o'Drom
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De acordo com o modelo deste festival, programa continuará nos
próximos meses, com datas e espectáculos a anunciar oportunamente.
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Águeda
Festival Músicas do Mundo Cigano
Águeda, d'Orfeu,
14, 17 e 22 de Julho de 2003, 21:30h
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. . . . . .A D'Orfeu
regressa em 2003 com um novo festival temático, este ano dedicado à diversidade das
manifestações musicais da cultura cigana, presentes da Europa ao Norte de África,
passando pelo Próximo Oriente. Três concertos para um arranque em força, em Julho.
O programa arranca em força já no mês de Julho, com a
participação da Fanfare Cioarlia, da Roménia, no dia 14. No dia 17, é
a vez dos russos Loyko e, logo a seguir, no dia 22 sobem ao palco da
d'Orfeu os Besh o'Drom, da Hungria. Ao todo, são três espectáculos a
assinalar a abertura deste festival, apresentado num formato diferente.
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Passatempo: os resultados
Estão encontrados os vencedores do
Passatempo "Festival das Músicas do Mundo Cigano". Estes leitores terão
direito a uma entrada para duas pessoas para um dos concertos, à escolha. Ana Bento, Joaquim
Ramos da Silva, Carlos Filipe Vicente Camelo, Christina Casnellie e Rui Gonçalves
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A maior parte das manifestações culturais ciganas assentam na
espontaneidade e num certo vigor bruto - tornando escassos os projectos mais organizados
artísticamente - os quais, quando existem, são de uma grande excelência.
É precisamente procurar trazer o melhor destes valores escondidos,
que fez a d'Orfeu escolher música cigana como tema para o seu festival temático para
2003 - fazendo subir ao palco precisamente as manifestações de ciganos de excelência,
que vingaram em carreiras musicais reconhecidas a nível internacional.
De resto, a história da música está cheia de inesgotáveis
exemplos de influência da música dos ciganos: a música clássica dos compositores de
Leste, ou o flamenco na vizinha Espanha, ou a influência das crenças espirituais do Hot
Club de França, na Holanda, na Noruega ou na Alemanha, ou a presença da música cigana
nos serões aristocráticos da Rússia dos czares, ou nas festividades rurais da Roménia,
ou nas comunidades muçulmanas dos Balcãs. "Esta tribo profética de olhos
brilhantes", como definiu Baudelaire, atravessou continentes, mares e oceanos,
portadora de uma cultura e de uma identidade própria, que nunca renegou, e foi a primeira
promotora do que hoje se designa como uma música universal.
O formato do festival, apesar da concentração de alguns concertos
já em Julho na abertura, prevê concertos regulares pelo tempo fora, permitindo a sua
programação em função das melhores oportunidades (seja em função da agenda cultural
regional, seja das questões de disponibilidade e até proximidade geográfica dos
grupos). Esta estratégia é herdada da prática mantida com a realização da 1ª
edição do Festival Temático, a "Cimeira do Fole", resultando em pleno em
termos de qualidade e de adesão do público.
O Festival Temático é um evento quase documental, em que se
pretende retratar toda uma determinada cultura musical no caso deste ano, a do
mundo cigano -, através das muitas figuras que subirão ao palco.
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Dia 14 Julho de 2002, 22h
Fanfare Ciocarlia (Roménia)
Originária de Zeca Prajini, pequena aldeia
situada na Roménia, a apenas um quilómetro da fronteira com a Moldávia, a Fanfare
Ciocarlia é uma banda cigana que foi proibida de actuar durante a ditadura de Ceausescu.
Uma vez instaurada a democracia, a mais rápida banda de metais do mundo
começou a fazer concertos um pouco por todo o lado, de Londres a Tóquio, de Los Angeles
a Paris, tendo as suas actuações a fama de inesquecíveis e arrebatadoras. Os elementos
da fanfarra queixam-se da falta de tempo para estar com as famílias e das saudades que
sentem de tocar nos casamentos da sua aldeia. Porém, a liberdade de exprimir a sua arte e
a possibilidade de conhecer outras culturas divulgando a sua, ultrapassa todas as
dificuldades. Doze músicos em palco, dez metais e duas percussões, uma noite em que o
som não pára!
TRIFAN COSTICÃ trompete, voz | LAZAR
RADULESCU trompete, voz | CANTEA NICUSOR trompete, percussão | IVANCEA OPRICA clarinete
soprano, saxofone alto | IVANCEA IOAN clarinete soprano | IVANCEA DAN IONEL saxofone alto
| CANTEA CONSTANTIN tuba | TRIFAN MONEL tuba | CALIN CONSTANTIN trompeta tenor, voz,
danças | IVANCEA LAURENTIU trompeta barítono | URSU COSTEL large drum | IONITA NICOLAE
percussão
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17 Julho de 2003, 22 horas
Loyko (Rússia)
Absolutamente brilhantes! O quarteto
russo, um dos símbolos da música cigana de leste, tem no virtuosismo a sua absoluta
essência. Estes ciganos tocam com uma velocidade estonteante e introduzem técnicas
complexas nas suas vertiginosas interpretações. Parece-nos impossível tal energia
musical vinda da clássica escola russa. Loyko era o nome de um violinista cigano capaz de
fazer rir e chorar ao mesmo tempo os seus ouvintes, segundo um dos contos de Maxim Gorky.
Os Loyko mantêm viva a magia do nome e a tradição lautari do Sul da Rússia. À
semelhança de outros nomes do mundo cigano do caldeirão balcânico, a forma de tocar é
indomável e livre. Os dois violinistas, Sergey Erdenko e Georgy Osmolovsky, são dois
verdadeiros pirómanos de palco, peritos em incendiários duelos de cordas. Em poucas
palavras: frenéticos violinos para um concerto arrebatador.
SERGEY ERDENKO violino, voz | ALESHA BEZLEPKIN
guitarra | GEORGY OSMOLOVSKY violino | LEONSIA ERDENKO voz, percussão e dança
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22 Julho de 2003, 22h
Besh o'Drom (Hungria)
Os fãs da world music estão de olho
neste grupo húngaro da nova vaga que, cruzando a tradição musical cigana com as novas
linguagens musicais, asseguram um concerto de festa garantida: desde as primeiras notas
que é impossível não dançar ao assistir ao concerto dos Besh O¹Drom. O grupo vem
correndo os grandes festivais de world music e recebendo as melhores críticas aos CDs
editados. Não são ciganos, mas tocam como se fossem. Divertem-se a causar urticária nos
mais puristas da folk húngara, interpretando repertório deste povo andarilho, da
Albânia à Turquia, com uma atitude rebelde. A verve criativa de quem está
constantemente a testar os limites entre a tradição e a modernidade, quer através de
improvisação jazzística, quer através de ritmos drum'n'brass e hip hop, é a maior
virtude deste grupo. Uma segura descoberta nas noites ciganas da d'Orfeu.
PETTIK ÁDÁM darbuka, percussão, voz | BARCZA GERGO
saxofone alto
SIDOO ATTILA guitarra | CSURKULYA JÓZSEF címbalo | TÓTH PÉTER trompete | BÈKÈSI
LÁSZLÓ saxofone tenor, clarinete | ZSOLDOS TAMÁS baixo 
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