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. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Danças de Cabo Verde com Tony Tavares
Os
bailes em Cabo Verde tinham e têm uma função fundamental na organização de toda a
comunidade à volta de momentos de convívio e confraternização. A música e a dança
estão ligados por um cordão bem forte, derivado talvez da relação muito estreita das
suas origens primordiais. Os bailes eram animados por grupos acústicos com violino,
violão, cavaquinho, bandolim ou banjo, que mantinham uma relação estreita com o
dançador que com os seus passos e momentos de improvisação influenciava e acompanhava o
músico solista na sua maneira de tocar, e este, por sua vez a ele. É de realçar que
algumas danças caboverdianas acabaram por cair em desuso, perdurando somente o género
musical correspondente, como é o caso do Landum. As danças de pares (Coladera, Morna,
Funaná, Mazurca) são danças em que o homem possui, como quase toda a cultura do
mundo da dança, o cavalheiresco modo de dirigir os passos a seu belo gosto. A sequência
dos passos está dependente do virtuosismo dos dançarinos e, de certa maneira, do espaço
da sala.