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muge.jpg (23419 bytes) Amélia Muge - Taco a Taco

Disco irreverente, construído durante três longos anos, tão grande foi a espera desde o "Todos os dias", o disco que reafirmou junto de um público mais vasto o estilo único da Amélia Muge - uma voz de intervenção e impossível de domar, já comprovada logo com o seu trabalho de estreia, "Múgica", de 1992.

A Amélia Muge tem um estílo único e inimitável, de escrever e sobretudo cantar as suas canções - que oscilam entre o tradicional e a música de intervenção - apoiada numa mistura entre as muitas influências vindas desde África, a Lapónia ou o Fado. Os ambientes electrónicos, às vezes pouco discretos e algo sintéticos - tocam aqui e ali a sonoridade dos seus discos, contrastando com a voz e as canções - que são sempre a grande virtude.

Taco a Taco é um disco pouco imediato. Menos ainda que os anteriores, sendo também um trabalho mais despido da força acústica, normalmente conseguida através da colaboração com vários músicos convidados.

Mesmo assim, é um trabalho suficientemente interessante, e sobretudo diferente de tudo o que se faz em portugal em termos da música de raiz tradicional e popular. Voltar ao Topo

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ameliamuge1.jpg (17274 bytes)

Sobre Amélia Muge

Nasceu em Moçambique, a 7 de Fevereiro, em ano bissexto. Estudou Piano e Educação Musical, toca guitarra acústica, viola braguesa e instrumentos populares de percussão.

Tem composto canções para diversas actividades Culturais e Educacionais: Teatro, Poesia, Programas da Rádio e T.V., Campanhas de Educação Sanitária e de Preservação do Meio Ambiente, Alfabetização de Adultos, Ensino Primário, Formação Profissional e Dinamização Sócio-Cultural.

Tem musicado poemas de Camões, Pessoa, Cesário Verde, Grabato Dias, Ramos Rosa, Flávia Monsaraz, José Afonso e Carlos Drumond de Andrade; de poetas algarvios, vários autores moçambicanos (entre eles Mutimati), franceses, ingleses, galegos (como Rosalia de Castro), poesias de cancioneiros e dela própria.

Fez parte do agrupamento e participou na edição de discos de Júlio Pereira. Em 1992, lança o seu primeiro CD, "Múgica". Participa nos III Encontros Musicais da Tradição Europeia, em Portugal, e nas "Lusofonias", em Amsterdam. Em 1993, participa no espectáculo "Lisboa, Tejo e tudo" e nos Encontros Acarte; faz um recital integrado na "História e Cultura dos Portugueses em França" (Paris) e realiza também uma digressão nacional em circuito universitário.

Em 1994, dá três recitais no Instituto Franco-Português, intervém no V Festival Inter-Céltico no Porto, grava o seu segundo CD intitulado, "Todos os dias", e apresenta este trabalho em digressão pela Holanda e Bélgica.

Em 1995, realiza uma digressão nacional que termina no Centro Cultural de Belém. Juntamente com José Mário Branco e João Afonso, grava o álbum ao vivo "Maio Maduro Maio" com temas de José Afonso. Participou recentemente nos "Musicais de Bastia", na Córsega.

Em 1998 edita o disco "Taco a Taco" que a viria a consagrar em 1999 com o prémio José Afonso, o mais importante prémio da Música Popular Portuguesa. Voltar ao Topo

 

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